terça-feira, dezembro 28, 2010

Por que um projeto falha?

Mesmo com a grande quantidade de benefícios gerados pelos projetos, a grande maioria deles falha, ou não atinge o resultado esperado. As principais falhas são decorrentes de inúmeros obstáculos naturais que, muitas vezes, estão fora do controle do gerente do projeto. São eles:

•mudança na estrutura organizacional da empresa;
•riscos elevados no meio ambiente;
•mudanças na tecnologia;
• evolução nos preços e prazos;
•complexidade encontrada no projeto.
Mas uma gama considerável de causas dos insucessos é decorrente de falhas
gerenciais, que podem ser evitadas, tais como:
•as metas e os objetivos são mal estabelecidos, ou não são compreendidos pelos
escalões inferiores;

•o projeto inclui muitas atividades e muito pouco tempo para realizá-las;
•estimativas financeiras são pobres e incompletas;
•o projeto é baseado em dados insuficientes ou inadequados;
•o projeto não teve uma pessoa responsável, mas sim várias, criando círculos de
poder paralelos aos previamente estabelecidos;
•o projeto foi estimado baseado na experiência empírica oufeeling dos
envolvidos, deixando em segundo plano os dados históricos de projetos
similares, ou até mesmo análises estatísticas efetuadas;

•não foi destinado tempo para as estimativas e o planejamento;
•não se conheciam as necessidades de pessoal, equipamentos e materiais;
•não se conheciam os pontos-chave do projeto;
•ninguém verificou se as pessoas envolvidas nas atividades tinham conheci-
mento necessário para executá-las;
•as pessoas não estavam trabalhando nos mesmos padrões, ou os padrões de
trabalho não foram estabelecidos.

Cabe ao gerente de projeto e à sua equipe controlar as possibilidades de insucessos mencionadas. Não se pode criar a ilusão de que o projeto é algo que não se pode controlar, chegando à frustrante definição de projeto proposta por Kerzner de que “gerenciamento de projetos é a arte de criar a ilusão de que todos os resultados obtidos pelo projeto foram previamente previstos e planejados quando, na realidade, não passaram de uma seqüência absurda de pura sorte.” 

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