quinta-feira, fevereiro 24, 2011

A Morte dos Sistemas de Informação de TI

Um velho paradigma de TI é traduzir o conceito da construção de sistemas de informação (da administração) para a construção de grandes sistemas de informação automatizados de TI. É fácil reconhecer este paradigma, que se manifesta pelos seguintes sintomas:
  • grandes especificações de requisitos, que consomem meses (ou anos) para a produção de livros (obsoletos no dia D+1);
  • projetos com cronogramas gigantes e orçamentos com 6 dígitos;
  • grandes equipes;
  • sistemas monolíticos baseados na tecnologia da década (Cobol, Pascal, C, Java, C# ou linguagens dinâmicas);
  • sistemas incapazes de gerar valor de negócio e obsoletos antes mesmo de entrar em produção;
  • prejuízos proporcionais ao tamanho do desafio e um sentimento de incapacidade.

Velhos dinossauros
Pense em capacidades de negócio e serviços
Citando um velho ditado latino chamado “Divide et impera”, a chave para sermos efetivos é quebrar o conceito de “sistemas de TI” e pensar em termos do conceito de capacidades de negócio e também em termos de serviços de negócio. Serviços de negócio são pequenos módulos de negócio que geram algum valor de negócio para a organização. A vantagem desta abordagem é que serviços de negócio podem ser colocados rapidamente em produção, gerar valor real de negócio muito mais rapidamente e permitir uma adaptação do negócio a mudanças do mercado.
Dê menos ênfase em arquiteturas de sistemas de software. Dê mais ênfase em arquiteturas de referência de serviços
Se os serviços de negócio forem criados sem uma fundação, a tendência é que eles gerem um tipo de construção arquitetural chamada “puxadinho de software”. Antes que serviços sejam criados, mantidos e evoluídos, uma fundação para estes serviços deve ser estruturada e criada. Esta fundação é chamada de arquitetura de referência de serviços e opera como um elemento que permite acomodar estes serviços ao longo do tempo em termos dos seus elementos técnicos e de seus elementos de governança.
Pense na ótica de negócio
A TI não existe para o seu próprio fim. O fim da TI é potencializar negócios. Permitir aos decisores, através da agilidade e sustentabildiade dos serviços de negócio, uma rápida tomada de decisão pode fazer toda a diferença nas organizações. O pensamento na ótica de negócio requer uma mudança de filosofia na parte de TI. Sistemas monolíticos com ciclo de vida de meses ou anos podem ser “divertidos empreendimentos técnicos” ou “máquinas de faturamento de fábricas de software”, mas tem comprovadamente e repetidamente gerado fracassos retumbantes.

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