Sunday, March 16, 2014

Índice de Sharpe como Critério de Seleção de Projetos de Investimentos em Ambiente de Risco

Resumo
Apresenta a importância e aplicação dos riscos na decisão de seleção de projetos de investimento. De maneira geral, apresenta como as técnicas de gestão financeira podem ser aplicadas na seleção dos projetos de investimento e no balanceamento da carteira sob o ponto de vista econômico e financeiro. Além disso, propõe uma maneira de se calcular o risco econômico dos projetos através de simulação de variáveis aleatórias (Monte Carlo) do fluxo de caixa descontado e do uso do Índice de Sharpe como forma simplificada de ranquear projetos e balancear carteiras.
1. Objetivo
Segundo o Standard for Portfolio Management (Second Edition) do Project Management Institute (PMI®), “Portfolio is a collection of projects or programs and other works that are grouped together to facilitate effective management of that work to meet strategic business objectives. The organization may have more than one portfolio, each addressing unique business areas or objectives. Proposed initiatives become part of the portfolio when they are identified, selected, and/or approved
A Gestão de Portfolio ou Portfolio Governance é o processo que subsidia a seleção, priorização e escolha de investimentos, monitora e controla os investimentos, comunica aos stakeholders e garante que os investimentos estejam alinhados aos objetivos estratégicos. Uma vez definidos os objetivos e as diretrizes estratégicas da empresa – a forma de como ela se estabelece ou quer se estabelecer no mercado – devem-se identificar critérios para gestão disto. Segundo Stratton (2005), “The proper use of a business case and sound project management practices are critical to the success of the Portfolio Management Process”. Esta ideia está apresentada na Figura 1. Se uma nova oportunidade nasce com uma ideia, então se deve avaliá-la tanto do ponto de vista estratégico, quanto do ponto de vista da agregação de valor econômico para a empresa como um todo. Não menos importante, as empresas devem estar capacitadas a gerenciar os projetos da melhor forma, para que o resultado vislumbrado sofra o mínimo de desvio possível. E caso existam desvios ou mudanças no ambiente, a Gestão de Portfolio deve oferecer soluções efetivas e oportunas para um reposicionamento estratégico.
Figura 1: Ciclo de Vida do Investimento em Ativos de Negócios
 
Fonte: Stratton (2005)
Segundo o Standard for Portfolio Management do Project Management Institute (PMI®), a Gestão de Portfolio depende de todas as definições estratégicas da empresa e recebe feedback dos projetos e programas em curso. A Figura 2 apresenta os processos de Gestão de Portfolio e sua interação com os demais processos de Gestão Estratégica, de Gestão de Programas e Projetos, e de Gestão Operacional.
Figura 2: Processo de Gestão de Portfolio em uma Empresa segundo o Standard for Portfolio Management do PMI®
Este artigo apresenta a importância e aplicabilidade dos riscos na decisão da seleção dos projetos de investimento e baseia-se nos trabalhos de Bernstein (1997), Gandra (2009) e na dissertação de Nikolaou (2009), em que o autor participou como co-orientador. De maneira geral, apresenta como as técnicas de gestão financeira podem ser aplicadas à seleção de projetos de investimentos e de balanceamento da carteira sob o ponto de vista econômico e financeiro. Também propõe uma maneira de se calcular o risco econômico do projeto através de simulação de variáveis aleatórias (Monte Carlo) do fluxo de caixa descontado e do uso do Índice de Sharpe como forma simplificada de ranquear projetos.
2. Breve Histórico sobre a Ciência da Racionalidade na Tomada de Decisões dos Investimentos e Aplicações Financeiras
Para que os gerentes de projeto e portfolios entendam como as decisões de investimento em projetos dos ativos de negócios (i.e., projetos que agregam valor às empresas) são tomadas, é recomendável entender a racionalidade econômica dos decision makers. Sendo assim, será mostrado um breve apanhado histórico do pensamento econômico na busca da construção do entendimento desta racionalidade.
Desde o século XVIII, quando o pai da economia moderna, Adam Smith, publicou o “A Riqueza das Nações”, o entendimento desta racionalidade vem sendo discutido e construído pelos economistas, matemáticos, estatísticos etc. Naquela época, Smith mostrava que os agentes econômicos agiam de acordo com o “interesse próprio”, que na versão moderna ficou estigmatizado erroneamente, conforme Gandra (2002), por “egoísmo”. Desta forma todo sistema econômico e social atingiria a prosperidade através de ações individuais.
O pioneiro a desvendar a psicologia da escolha em ambiente de incerteza foi o matemático suíço, Daniel Bernoulli, em seu artigo publicado nos Autos da Academia Imperial de Ciências de São Petersburgo em 1738. Ao introduzir o conceito de Utilidade Esperada (e não somente de valor esperado), ele afirmava que “o preço – e as probabilidades – não são suficientes para determinar o valor de algo. Embora os fatos sejam idênticos para todos, ‘a utilidade… depende das circunstâncias específicas de quem faz a estimativa… Não há razão para supor que … os riscos estimados por cada indivíduo devam ser considerados de mesmo valor’. A cada qual o seu próprio”. (ver Bernstein, 1997: 103) Embora por muito tempo não se tenha dado atenção ao artigo de Bernoulli, foi só em 1871 com a publicação de “The theory of political economy” de William Stanley Jevons que ideia de utilidade esperada ficou popular (embora seja difícil modelar e aplicá-la às decisões práticas da vida cotidiana). Para os que não lembram a “função utilidade” é representada pelas curvas (côncava, convexa e linear) dos perfis (averseseeker e neutral) dos tomadores de decisões nas aulas de gerenciamento de riscos em projetos para certificação PMP®.
No século XIX, Karl Marx defendia em sua obra “O Capital” que o objetivo dos detentores do capital era obter mais dinheiro, “mais-valia” a partir de um montante inicial investido. Este princípio é sintetizado pela famosa função geral da circulação da mercadoria (D-M-D’), onde (D) é o dinheiro investido, (M) é a mercadoria comprada e (D’) é o dinheiro investido mais uma remuneração pelo trabalho de transformar o insumo em produto. Contudo, parte deste ganho deveria ser reinvestida no próprio sistema produtivo a fim de se manter a perpetuação no mercado. No processo de acumulação capitalista, para uma empresa se manter no mercado, além de investir em força de trabalho e em meios de produção para repor o capital depreciado, deveria investir também na expansão da firma. Como o próprio Marx (1993: vol. 2, 59) argumentava: “todo caráter da produção capitalista é determinado pela valorização do valor-capital adiantado, portanto, em primeira instância, pela produção do máximo possível de mais-valia; em segundo lugar, no entanto, pela produção de capital, portanto pela transformação de mais valia em capital. (…) O aumento constante do capital torna-se condição para a perpetuação do mesmo”.
Em 1936, o economista inglês, John Maynard Keynes, através da “Teoria Geral”, foi o divisor de águas ao sintetizar os fundamentos através dos quais os empresários decidem investir em um ativo de negócio em um ambiente não ergódigo (sob incerteza). Como a incerteza é a condição de normalidade do sistema econômico – ampliada em épocas de crise econômica e financeira – Keynes apresenta um modelo para sintetizar a racionalidade dos empresários quando decidem ou não por investir para agregar valor. Para ele, o investimento é uma decisão de composição de portfolio, onde o dinheiro a ser destinado aos bens de capital (máquinas, edifícios, e outros) concorre com aplicações em outros tipos de ativos na economia, tais como: ações, terra, derivativos, títulos governamentais, moedas e etc.
Para Keynes, ao contrário dos economistas clássicos (que viam a questão pela ótica dos custos e, desta forma, só avaliavam os preços relativos dos fatores de produção: capital, terra e trabalho), os empresários aplicariam intuitivamente o conceito de “Eficiência Marginal do Capital” (EMgK), em sua avaliação de investimento (ou composição de portfolio). De acordo com este conceito, a projeção da rentabilidade do investimento (ou da demanda pelos produtos) e o estado de expectativas de longo prazo – em contraposição ao perfil mais ou menos propenso ao risco de cada agente econômico: “animal spirit” – são fundamentais para a decisão de investir, ou seja, gerar novos projetos ou dar continuidade aos existentes. A EMgK é composta pela expectativa de receita menos o custo de reposição do capital operacional e investido (contando com os impostos, é claro!) e pela taxa de juros da economia. Macroeconomicamente, esta ideia pode ser resumida na seguinte função: EMgK = f(Ø, i), onde (i) é a taxa de juros da economia e (Ø) é o nível de incerteza dos empresários (ou o grau de confiança). Quanto maior a taxa de juros (i) e o nível de incerteza dos empresários (Ø), menor a EMgK e menor o investimento em bens de capitais, pois os agentes aplicariam seus recursos em títulos do governo (ou na compra da moeda), cuja remuneração justificaria o menor risco deste ativo, ao invés de investir, por exemplo, em uma nova fábrica (cuja remuneração é incerta). A expectativa de receita dependeria, assim, da incerteza ou do grau de confiança dos empresários na economia e nas suas projeções.
Em 1953, John von Neumann e Oskar Morgenstern publicaram “Theory of Games and Economic Behaviour”, introduzindo a Teoria dos Jogos no cenário acadêmico das Ciências Econômicas. Nas teorias da utilidade de Bernoulli e Jevons, o indivíduo opta isoladamente, ignorando o que os outros possam estar fazendo. Já na Teoria dos Jogos, duas ou mais pessoas tentam maximizar suas utilidades simultaneamente (assumindo que cada uma está consciente do que as outras estão fazendo). Assim, eles consideravam que a verdadeira fonte de incerteza residia nas interações das intenções dos indivíduos.
Sendo o investimento uma decisão de portfolio (carteira de ativos), em 1952, o Journal of Finance, publicou um artigo intitulado “Portfolio Selection” de Harry Markowitz. Mas foi só na década de 70 que ele ficou popular com a noção de que: para definir uma carteira, os investidores consideram o retorno esperado como algo desejável e a variância do retorno como algo indesejável. Esta foi a primeira vez que alguém quantificou risco objetivamente, mesmo sem mencionar a palavra, “risco”. Assim, Markowitz mostrou que um investidor não maximiza sua carteira, ou seja, que não é só a rentabilidade esperada de um ativo que importa na decisão de investir. O investidor diversifica sua carteira para se proteger das variações do mercado, assim ele mostrou que o “grau relativo de riscos” entre os ativos também é relevante para decisão. Isto lhe valeu um Prêmio Nobel de Economia em 1990. Em suma, a maioria dos investidores prefere um retorno menor de uma carteira diversificada, a “colocar todos os ovos na mesma cesta”, ainda que a aposta mais arriscada tenha maiores chances de gerar um retorno maior. Assim como na Teoria dos Jogos, muitas vezes, o investidor tenta maximizar a sua sobrevivência e não o seu lucro (ou resultado). É desta forma que as carteiras eficientes minimizam as coisas indesejáveis (variância) e maximizam aspectos desejáveis (retornos).
Markowitz (1952) determina as duas características fundamentais de uma carteira: o seu retorno esperado e a sua variância, esta última representando o risco da carteira. A primeira característica da carteira, seu retorno esperado, e simplesmente a média ponderada dos retornos dos ativos individuais que o compõe, conforme a seguir:
Onde:
- Xi é o percentual investido no ativo i; e
- (Ri) e o retorno esperado do ativo i.
A segunda característica fundamental de uma carteira é o seu risco, medido pela sua variância:
 
Quando se combinam estes dois critérios, encontra-se o gráfico com as seguintes características, onde os ativos localizados na curva de “fronteira de eficiência” (em vermelho na Figura 3) são aqueles que oferecem o maior retorno para um dado nível de risco. Desta forma, Markowitz ficou consagrado como o “Pai da Moderna Teoria dos Portfolios”.
Figura 3: Curva de “Fronteira de Eficiência” de Markowitz
 
Tal como é mostrado na Figura 4, quando o agente, no processo de seleção da carteira, opta por compô-la com ativos com correlações negativas, em média, a rentabilidade não se altera. Para o agente conservador, é melhor investir em uma Carteira(C), que não apresenta variação no tempo, que em um único ativo volátil no tempo.
Figura 4: Exemplo Teórico de Composição de Carteira para Minimizar Riscos
Tal como ilustra a Figura 5, na teoria, seria ótimo ter dois ativos perfeitamente não correlacionados de forma compor uma carteira com rentabilidade constante, contudo, o risco de uma carteira subdivide-se em:
- Risco Sistemático (Exógeno) => que não pode ser reduzido com manipulação na composição da carteira.
- Risco Não-Sistemático (Endógeno) => que pode ser reduzido com manipulação na composição da carteira.
Figura 5: Diferença entre Risco Não-Sistemático (Endógeno) e Risco Sistemático (Exógeno)
 
Fica claro que, na prática, sempre haverá Risco Sistemático, mas neste trabalho estamos preocupados na redução dos Riscos Não-Sistemáticos, doravante, serão denominados simplesmente como risco. Seguindo a linha de Markowitz esta sessão faz uma análise das correlações entre os papéis, a fim de determinar qual é a composição para se alcançar a uma carteira que minimiza o risco do agente avesso.
Baseado nas ideias expostas por Markowitz (1952), William Sharpe desenvolveu o Modelo do Índice Único, em 1963, que procurava simplificar a matriz de variâncias do modelo de Markowitz. Em 1964, Sharpe publicou seu célebre artigo Capital Asset Prices: A Theory of Market Equilibrium under conditions of risk2, estruturando, assim, o Capital Asset Pricing Model (CAPM), um modelo para precificação dos ativos em mercados de títulos de risco em equilíbrio. Segundo o CAPM, o retorno esperado de um título está positiva e linearmente relacionado ao risco sistemático do título. Ou seja, os indivíduos só aplicarão em um ativo com risco se o retorno esperado for suficientemente elevado para compensar o risco existente.
O CAPM é o modelo mais utilizado no mercado de capitais para o cálculo de retorno exigido pelos acionistas de uma empresa, de maneira a compensá-los pelo risco de seu investimento. Pode-se definir pelo CAPM o custo do capital próprio como: onde: E(R) é o retorno esperado (exigido) pelos acionistas de empresa, Rf é a taxa de juros livre de risco, E(Rm) corresponde ao retorno esperado da carteira de mercado e β é a medida do risco sistemático associado ao negócio.
O Índice de Sharpe (IS) expressa uma relação entre o retorno e o risco do papel (ou carteira). Ele é o resultado de uma razão, onde: o numerador é a média aritmética dos retornos excedentes oferecidos pelo papel ou carteira em um determinado período; e o denominador é o grau de dispersão dos valores em relação a esta média, ou Desvio Padrão (que expressará o risco da carteira). Quando se faz o ranking entre os papéis com base no Índice de Sharpe (IS), quanto maior o valor obtido, melhor a classificação. Amplamente utilizado na avaliação de fundos de investimento, o Índice de Sharpe (IS) se encaixa perfeitamente na teoria de seleção de carteira, mais especificamente no modelo CAPM, indicando um ponto na Curva de Fronteira Eficiente de Markowitz. O Índice de Sharpe (IS) costuma ser definido como:
 
Onde:
- E(rc) é o retorno esperado da carteira;
- rsr é o componente de Risk Free, ou o retorno de um ativo livre de risco que pode ser taxa de juros de um título do governo (em geral, para o caso brasileiro, pode-se adotar um ativo que renda a SELIC); e
- σc é a volatilidade da carteira.
Em termos práticos, esta história serve para elucidar que, hoje, há o entendimento de que, ao tomar decisões de investimentos, cada agente calcula o valor esperado de uma opção, defronta com o seu próprio grau de aversão ou propensão ao risco, avalia a rentabilidade e o risco do projeto em relação à carteira (e em relação ao planejamento estratégico) e monitora o mercado para ver o que os outros estão fazendo.
3. Aplicação das Teorias de Seleção de Carteiras em Seleção de Projetos
Se estas teorias podem ser aplicadas à escolha de uma carteira de investimento, elas também podem ser aplicadas à escolha da carteira de projetos. Para tanto, deve-se calcular os retornos dos investimentos e o riscos associados a cada um deles. Quanto aos cálculos dos retornos, as técnicas de Fluxo de Caixa Descontado para Cálculo do Valor Presente Líquido (VPL) e da Taxa Interna de Retorno (TIR) oferecem respostas satisfatórias. Pois estas técnicas permitem avaliar o quanto um ativo vale através do quanto ele pode render – agregar valor no futuro – aos seus interessados considerando o custo de oportunidade ou Custo Médio Ponderado do Capital, também conhecido como Weighted Average Cost Of Capital (WACC).
Abaixo, segue uma lista da Importância da Análise Econômica para a tomada de decisão em projetos em entidades com fins lucrativos:
- Permite subsidiar a decisão de Go / No Go de investimento respeitando o contexto estratégico da organização;
- Quando se congela uma linha de base de viabilidade, permite aos stakeholders enxergar melhor os objetivos do projeto;
- Auxilia a tomada de decisões sobre viabilidade de possíveis mudanças no projeto envolvendo escopo, cronograma, qualidade, custos e etc;
- Permite aos técnicos de diversas áreas desenvolverem sensibilidade do peso de suas decisões técnicas em termos econômicos;
- Permite ao público avaliar o preço de mercado de uma organização e de suas ações; e
- Permite alinhar os objetivos do projeto aos objetivos da organização, sendo assim, o canal de comunicação entre os gerentes do projeto e o gestor da organização.
3.1 Cálculo dos Retornos Através do VPL e TIR
Valor Presente Líquido (VPL), que consiste em apurar o valor presente de um fluxo de resultado projetado (custos e benefícios líquidos), utilizando-se de uma taxa mínima de atratividade para realizar o desconto do fluxo de caixa. A taxa mínima de atratividade (TMA = i), calculada através do WACC, e é a taxa mínima que a empresa deseja obter na aplicação de um projeto ou negócio. k é o número de períodos do fluxo. Através dele podemos tomar as seguintes decisões:
- VPL > 0 => representa uma agregação de valor superior à aplicação do dinheiro à TMA, ou seja, a rentabilidade do projeto mais que cobre o custo do capital;
- VPL = 0 => Significa que os fluxos de caixa do projeto são exatamente suficientes para remunerar o capital investido à taxa de retorno requerida pelos donos do capital; e
- VPL < 0 => Os fluxos de caixa do projeto não remuneram o capital investido à taxa requerida pelos donos do capital.
 
O VPL assume algumas características:
- Independe da magnitude dos fluxos de caixa (pequenos ou grandes);
- Leva em consideração o valor dos fluxos (ou dinheiro) no tempo;
- Os VPLs de diversos projetos são cumulativos, ou seja, pode-se somar e achar o valor da total carteira de projetos;
- Supõe que todos os fluxos futuros serão reinvestidos à mesma Taxa Mínima de Atratividade (TMA) – mas pode-se quebrar esta hipótese inserindo outras fontes de renda no modelo;
- Como vantagem, pode-se dizer que, o VPL pode ser calculado para fluxos de caixa não convencionais (com mais de uma inversão de sinal); é representado através de um único número, ou seja, se o VPL for maior que zero, então aceita-se o projeto; pode ser associado com valores de probabilidade para trabalhar sob riscos para se calcular a probabilidade de se atingir determinado valores, ou para saber o desvio padrão dos VPLs; e
- Como desvantagem, o VPL depende da TMA associada, o que pode representar uma dificuldade no cálculo a depender da natureza do projeto.
Taxa Interna de Retorno (TIR), A Taxa Interna de Retorno (TIR), em inglês IRR (Internal Rate of Return), é uma taxa de desconto hipotética que, quando aplicada a um fluxo de caixa, faz com que os valores das despesas, trazidos ao valor presente, seja igual aos valores dos retornos dos investimentos, também trazidos ao valor presente. O conceito foi proposto por John Maynard Keynes, de forma a classificar diversos projetos de investimento: os projetos cujo fluxo de caixa tivesse uma taxa interna de retorno maior do que a taxa mínima de atratividade deveriam ser escolhidos. Através dele podemos tomar as seguintes decisões:
- TIR > i (TMA) => Aceita-se o projeto
- TIR = i (TMA) => Indiferente entre aceitar ou não
- TIR < i (TMA) => Rejeita-se o projeto
 
A TIR assume algumas características:
- Independe da magnitude dos fluxos de caixa (pequenos ou grandes);
- Leva-se em consideração o valor dos fluxos (ou dinheiro) no tempo;
- As TIRs de diversos projetos NÃO são cumulativas, mas pode-se calcular a TIR da carteira;
- Supõe que todos os fluxos futuros serão reinvestidos à mesma Taxa Mínima de Atratividade (TMA) – mas pode-se quebrar esta hipótese inserindo outras fontes de renda no modelo;
- Como vantagem, pode-se dizer que, é representada através de um único número; e
- Como desvantagem, a TIR NÃO pode ser calculada para fluxos de caixa não convencionais (com mais de uma inversão de sinal), ou seja, existem fluxos não convencionais que apresentam mais de duas TIRs, assim, existe uma solução matemática, mas sem coerência econômica nos números.
3.2 Cálculo dos Riscos de Projetos Através de Simulação de Variáveis Aleatórias
Há um grande desafio em calcular os riscos econômicos dos projetos. Para os papeis de mercado, moedas, ouro, e outros ativos, temos a cotação diária, de forma a conseguir os inputs do comportamento passado, possibilitando extrair: a média, a mediana, a moda, a distribuição estatística, o desvio padrão, etc. Com base nestas informações históricas, pode-se fazer uma projeção do comportamento futuro.
Para projetos, o processo é diferente, o fato de ele ser um “esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo, através de elaboração progressiva”, não existe informações históricas tão bem padronizadas para que se possam calcular as estatísticas básicas. Sendo assim, depende-se da criação de cenários para simular n possibilidades de resultados.
Uma das soluções é considerar que os projetos do mesmo segmento de negócio serão descontados a uma TMA padrão (aqui há críticas acadêmicas, pois se o risco do projeto muda a taxa de desconto requerida deveria mudar também, mas não vamos explorar este aspecto neste trabalho) e calcular as diversas possibilidades de VPLs, bem como sua variância ou do desvio padrão (risco) através de simulações de números aleatórios (popularmente chamado de simulação de Monte Carlo(1) para fluxo de caixa descontado). O objetivo é fornecer uma distribuição dos possíveis valores de uma variável dependente (VPL ou TIR), depois de simular o comportamento de diversas variáveis independentes (de maneira aleatória). A primeira coisa a ser fazer é ter um modelo de fluxo de caixa do projeto. A Figura 6 ilustra uma representação clássica de fluxo de caixa em projetos de desenvolvimento da produção no segmento de Exploração e Produção (E&P) de Petróleo e Gás.
Figura 6: Fluxo de Caixa Clássico em Projetos de Desenvolvimento da Produção em Exploração e Produção (E&P)
 
Para calcular estas simulações, pode-se ter como input: os riscos de projeto (cronograma e custos), os riscos econômicos (juros, preço, cambial, etc), tributários (impostos, tarifas, etc) e operacionais (custos operacionais, variação na produção, na eficiência operacional, etc). Como exemplo, suponha que tenhamos um projeto de investimento em um determinado campo de petróleo, cujos riscos estejam associados à variação do preço do petróleo e da incerteza da curva de produção. Através de banco de dados, podemos encontrar curva de distribuição do preço do petróleo para inserir no modelo de fluxo de caixa, tal como mostra a Figura 7. Assim, podemos simular as incertezas que caem sobre a receita do projeto. Se o preço do petróleo estiver alto, melhor para a rentabilidade do projeto, caso contrário, pior.
Figura 7: Representação das Incertezas de Receita em um Projeto de Desenvolvimento da Produção em Exploração e Produção (E&P)
Para traduzir as incertezas geológicas, geofísicas e de elevação do petróleo, pode-se estimar que a dispersão da curva de produção assumisse uma distribuição triangular, de forma que, para todos os anos do ciclo do produto, são definidas distribuições variações entre (-15%, + 10%) em torno da curva mais provável. A Figura 8 representa esta incerteza.
Figura 8: Representação das Incertezas de Receita em um Projeto de Desenvolvimento da Produção em Exploração e Produção (E&P)
Uma vez definidos os parâmetros de insumos, pode-se partir para uma simulação através de 10.000 iterações aleatórias. Esta simulação trará como output uma curva de distribuição de probabilidades dos objetivos almejados ou uma curva de frequência dos VPLs encontrados. Como resultado destas simulações pode-se extrair também: a média, a mediana, a moda, a distribuição estatística, o desvio padrão, etc. Assim neste caso, o Desvio Padrão ou a Variância poderão ser assumidos como os riscos de viabilidade deste projeto. A Figura 9 apresenta esta curva de frequência acumulada e a probabilidade de se atingir os objetivos.
Figura 9: Curva de Frequência dos VPLs Encontrados em um Projeto de Desenvolvimento da Produção em Exploração e Produção (E&P)
Utilização do Índice de Sharpe como forma Simplificada de Ranquear Projetos de Investimento ou Balancear Carteiras.
Quando se calcula os VPLs e os Desvios Padrão do VPLs de diversos projetos, pode-se vislumbrar em uma solução do tipo Markovitz para balancear carteira, de forma que se considera o retorno e o risco para ranquear projetos. Se pensar em um gráfico, o eixo Y poderá ser ocupado pela rentabilidade de diversos projetos isoladamente (VPLs) e o eixo X pelo Desvio Padrão destes diversos VPLs (risco).
Para simplificar análise, será mostrado através de um exemplo como se pode utilizar o Índice de Sharpe para seleção econômica dos projetos de investimento. Suponha que uma empresa tenha $10.000 de orçamento global para escolher investir. Suponha que existam ao todo sete projetos distintos, independentes e mutuamente exclusivos. Para estes sete projetos, foi estimado o custo de investimento, o calculo dos VPLs, o cálculo dos Desvios Padrão dos VPLs e a Correlação entre os projetos. A Tabela 1 ilustra que se estes projetos forem selecionados pelo critério do maior Valor Presente Líquido, a carteira agregará à empresa $4.083 (correspondente à soma dos VPLs), além disso, os $10.000 serão investidos integralmente.
Tabela 1: Ranking de Projetos pelo Critério de Seleção pelo Valor do VPL
Agora suponha que ao invés de ranquear pelo critério do maior VPL, será utilizado o critério de maior Índice de Sharpe (que leva em conta os riscos). A Tabela 2 ilustra que, se estes projetos forem selecionados a partir do Índice de Sharpe, a carteira agregará à empresa $4.442 e haverá uma sobra de $600 que poderá ainda ser destinado à aplicação no mercado financeiro. Importante notar que o projeto “E” com maior VPL não aparece com melhor opção e o projeto “A”, que apresenta o segundo maior VPL, é descartado. Isto ocorre quando o risco passa a ser uma variável de análise.
Tabela 2: Ranking de Projetos pelo Critério de Seleção pelo Valor do VPL
Se mostrado graficamente (Figura 10), através do critério de Índice de Sharpe, percebe-se a solução encontrada é bem alinhada à Teoria de Markovitz. Os projetos localizados próximos à curva de “fronteira de eficiência” (em azul na Figura 10) são aqueles que oferecem o maior retorno para um dado nível de risco. Neste caso, a solução seria descartar os projetos “B” e “A”. A Figura 10 mostra ainda que, coincidentemente neste exemplo, o Critério de Seleção por VPL oferece um retorno menor (em $359) e requer um investimento global maior ($600). Além disso, o desvio padrão global da carteira selecionada pelo critério do maior VPL é $554 maior que o desvio padrão global da carteira selecionada pelo critério do maior Índice de Sharpe.
Figura 10: Ranking de Projetos pelo Critério de Seleção pelo Valor do VPL e pelo Índice de Sharp
Caso se queira combinar os resultados obtidos pelo Índice de Sharpe com outros critérios de seleção projetos adotados por uma instituição, pode-se utilizar a planilha tipo OLODUM para realizar esta ponderação para se chegar a uma conclusão não estritamente econômica. Mas isto fica a critério de cada instituição.
Figura 11: Exemplo de Planilha OLODUM para Ponderação dos Critérios de Seleção de Projetos
4. Conclusão
Foi mostrado neste trabalho como técnicas de análise econômica e financeira podem ajudar na escolha de carteira de projetos. Além disso, foi proposta uma maneira de se calcular o risco econômico dos projetos através de simulação de variáveis aleatórias (Monte Carlo) do fluxo de caixa descontado e do uso do Índice de Sharpe como forma simplificada de ranquear projetos e balancear carteiras.
A história sobre a ciência da racionalidade na tomada de decisões de investimentos tem mostrado que a avaliação de riscos é algo fundamental e inerente à análise. Isto porque os decision makers levam em consideração não só os retornos relativos aos ativos a serem selecionados, mas também os riscos (variância) dos retornos destes ativos. Desta forma, os Escritórios de Projetos (PMOs) de empresas privadas, que vislumbram gerenciar “portfolios”, devem reunir os seguintes skills:
- Disciplinas e Técnicas de Gestão de Projetos (este é ponto padrão dos PMOs);
- Disciplinas e Técnicas de Gestão da Estratégica (alguns PMOs apresentam); e
- Disciplinas e Técnicas de Gestão Econômica e Financeira (raramente se vê um PMO com estas características).
Sem o conhecimento e gestão destas disciplinas, um PMO pouco pode auxiliar os gestores na Tomada de Decisão e na Seleção de Projetos em entidades com fins lucrativos.
 Rodrigo Mendes Gandra é especialista em Planejamento e Controle da OSX Construção Naval.
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STRATTON, Michael J. “Applying a Portfolio Management Process in the Enterprise Shared Services Environment”.Project Portfolio Management National Conference, 2005.  
1 O nome "Monte Carlo" surgiu durante o Projeto Manhattan, durante a Segunda Guerra Mundial, no projeto de construção da bomba atômica. John von Neumann (também precursor da Teoria dos Jogos) e Stanislaw Ulan consideraram a possibilidade de utilizar o método, que envolvia a simulação direta de problemas de natureza probabilística relacionados com o coeficiente de difusão do nêutron em certos materiais.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Montecarlo.svg

fonte: http://pmoacademy.com.br/indice-de-sharpe-como-criterio-de-selecao-de-projetos-de-investimentos-em-ambiente-de-risco/

Under Pressure (A-Capella) - Only Vocals

Tuesday, February 25, 2014

Architectural Styles

Pipes and Filters
We defined this style as an example earlier in this chapter. The Pipes and Filters style is characterized by a single, simple element type (the filter) that processes a data stream, with instances of this type connected by simple connectors known as pipes.

Client/Server
This very widely used style defines a system structure comprised of two types of elements: a server that provides one or more services via a well-defined interface and a client that uses the services as part of its operation. The client and server are typically assumed to reside on different machines in a network (although this is not a requirement of the style—the client and server could be in the same operating system process).

Tiered Computing
A development of the Client/Server style, the Tiered Computing style is widely used in enterprise information systems. A tiered system is considered to contain a number of tiers of computation, which combine to offer a service to an ultimate consumer (e.g., a human user). Each tier acts as a server for its caller and as a client to the next tier in the architecture. A key architectural principle is that a tier can communicate in this way only with the tiers immediately on either side of it; a tier is not aware of the existence of other tiers in the system
apart from its neighbors.

Peer-to-Peer
Often referred to as P2P, this architectural style defines a single type of system element (the peer) and a single type of connector that is a network connection (an interpeer connection). The characteristics of the connector are not important to the style, and the style has been used with a number of types of network connections.

Layered Implementation
The Layered Implementation style identifies a single type of system element: the layer. The style organizes a system’s implementation into a stack of layers, with each layer providing a service to the layer above it and requesting services from the one below it. The layers are ordered by the level of abstraction they represent, with the most abstract (e.g., organization-specific operations) at the top of the stack and the least abstract (e.g., operating system–specific libraries) at the bottom. Depending on the implementation of the style, a layer may be able to communicate directly with any of the layers below it (relaxed layering) or only with the layer directly below it (strict layering).

Publisher/Subscriber
The Publisher/Subscriber style grew out of a realization that client/server interactions are not suitable for all types of distributed system problems. The style defines a single system element (the publisher) that creates information of interest to any number of system elements (the subscribers) that may wish to consume it. A single type of connector, a reliable network link, is used to link the publisher and the subscribers.

Asynchronous Data Replication
While Publisher/Subscriber is normally considered to be a style that allows functional elements to exchange information, a variant of it, Asynchronous Data Replication, is a style used where information in two data stores needs to be kept synchronized (e.g., where it is replicated for performance reasons). The style has three element types: the data source, the data replica, and the replicator. The data source is a data store that owns a particular type of information, while the data replica is a separate data store that wishes to maintain a synchronized copy of some subset of the information in the source. The replicator is the element responsible for recognizing changes or additions to information in the source and performing the synchronization of the replica data store.

Distribution Tree
Another architectural style that relates to data distribution is the Distribution Tree style. This style defines three types of system elements: publishers, distributors, and consumers. The elements of the system are arranged into a tree, connected by network link connectors. A single publisher forms the root of the tree, the distributors are connected to form the intermediate nodes, and the consumers form the leaves of the tree. The publishers publish new or changed information, which the distributors then cache and distribute to their immediate child nodes. If a child node is added or restarted, it can refresh its view of the information from its parent node’s cache. When the information reaches the leaf nodes of the tree, the consumer nodes consume it.

Integration Hub
The Integration Hub style is another data-oriented architectural style, extending Asynchronous Data Replication to situations where information needs to be synchronized between a number of different systems (rather than between replica data stores).

Tuple Space
The Tuple Space style is a type of repository that allows a number of pieces of a distributed system to collaborate to share information. The two types of system elements in the style are the clients (computational elements that create and consume information) and the tuple space itself (a storage area where clients can read and write typed information tuples or records). The clients and the tuple space are connected by a client/server network connection. Clients interact with the tuple space by writing new tuples to it or requesting tuples that match simple search criteria. Clients do not interact directly. Typically the tuple space can also call back to the clients when objects they are interested in change.

Software Patterns

Name: A pattern needs a memorable and meaningful name to allow us to clearly identify and discuss the pattern and, more importantly, to use its name as part of our design language when discussing possible solutions to design problems.

Context: This sets the stage for the pattern and describes the situations in which the pattern may apply.

Problem: Each pattern is a solution to a particular problem, so part of the pattern’s definition must be a clear statement of the problem that the pattern solves and any conditions that need to be met in order for the pattern to be effectively applied. A common way to describe the problem that a pattern solves is to describe the design forces it aims to resolve, each
force being a goal, requirement, or constraint that informs or influences the solution (such as a particular sort of flexibility needed or a particular type of interelement decoupling you want to achieve).

Solution: The core of the pattern is a description of the solution to the problem that the pattern addresses. This is usually some form of design model, explaining the elements of the design and how they work together to solve the problem.

Consequences: The definition of a software pattern should include a clear statement of the results and tradeoffs that will result from its application, to allow you to decide whether it is a suitable solution to the problem. Consequences may be positive (benefits) or negative (costs).

Viewpoint of Systems Architecture

Functional: Describes the system’s functional elements, their responsibilities, interfaces, and primary interactions. A Functional view is the cornerstone of most ADs and is often the first part of the description that stakeholders try to read. It drives the shape of other system structures such as the information structure, concurrency structure, deployment structure, and so on. It also has a significant impact on the system’s
quality properties such as its ability to change, its ability to be secured, and its runtime performance.

Information: Describes the way that the architecture stores, manipulates, manages, and distributes information. The ultimate purpose of virtually any computer system is to manipulate information in some form, and this viewpoint develops a complete but high-level view of static data structure and information flow. The objective of this analysis is to answer the big questions around content, structure, ownership, latency, references, and data migration.

Concurrency: Describes the concurrency structure of the system and maps functional elements to concurrency units to clearly identify the parts of the system that can execute concurrently and how this is coordinated and controlled. This entails the creation of models that show the process and thread structures that the system will use and the interprocess communication mechanisms used to coordinate their operation.

Development: Describes the architecture that supports the software development process. Development views communicate the aspects of the architecture of interest to those stakeholders involved in building, testing, maintaining, and enhancing the system.

Deployment: Describes the environment into which the system will be deployed, including capturing the dependencies the system has on its runtime environment. This view captures the hardware environment that your system needs (primarily the processing nodes, network interconnections, and disk storage facilities required), the technical environment requirements for each element, and the mapping of the software elements to the runtime environment that will execute them.

Operational: Describes how the system will be operated, administered, and supported when it is running in its production environment. For all but the simplest systems, installing, managing, and operating the system is a significant task that must be considered and planned at design time. The aim of the Operational viewpoint is to identify system-wide strategies for addressing the operational concerns of the system’s stakeholders
and to identify solutions that address these.

Saturday, February 22, 2014

Como as cooperativas podem melhorar a distribuição de renda

Por que há crime?

Veja, ou há uma revolta dentro da sociedade, ou uma revolução completa fora da sociedade. A revolução completa fora da sociedade é o que chamo de revolução religiosa. Qualquer revolução que não seja religiosa é dentro da sociedade e, portanto, não é absolutamente revolução, mas apenas uma continuação modificada do velho padrão. O que está acontecendo mundo afora, creio, é revolta dentro da sociedade, e esta revolta muitas vezes toma a forma do que é chamado crime. É certo que haverá este tipo de revolta enquanto nossa educação estiver preocupada apenas em treinar os jovens a se ajustarem na sociedade – ou seja, ter um emprego, ganhar dinheiro, ser ambicioso, ter mais, se adaptar. É isso que nossa chamada educação está fazendo em todo lugar: ensinando o jovem a se adaptar religiosamente, moralmente, economicamente; assim, naturalmente, a revolta deles não tem significado, exceto que deve ser suprimida, reformada, ou controlada. Tal revolta está ainda dentro do molde da sociedade e, portanto, não é absolutamente criativa. Mas através da educação correta poderíamos talvez produzir uma compreensão diferente ajudando a libertar a mente de todo condicionamento – ou seja, encorajando o jovem a estar cônscio das muitas influências que condicionam a mente e fazem-na se adaptar. - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

Wednesday, February 19, 2014

Dream Theater - Take Away My Pain



Take away my pain
Leave the cold outside
Please don't let it rain
Don't stumble on my pride
Take away my pain
I'm not frightened anymore
Just stay with me tonight
I'm tired of this fight
Soon I'll be knocking at your door

Thursday, February 13, 2014

Objetivos, sim. Metas numéricas, não!

“Crescer o volume de vendas em 30% até Dezembro de 2007”; “Reduzir o custo de manufatura em 20% até o final do semestre”… Será que estabelecer metas numéricas é realmente indispensável? Minha opinião (e olha que W.E. Deming concorda comigo) é que, além de ser perfeitamente dispensável, na grande maioria dos casos o estabelecimento de metas numéricas é até prejudicial, tanto para a empresa como para as pessoas envolvidas no cumprimento da meta! É claro que é indispensável ter objetivos claramente definidos, e é fundamental avaliar o progresso com base em indicadores de desempenho. Mas não necessitamos de metas numéricas declaradas “a priori” para que as coisas aconteçam. Apresento os seguintes argumentos para sustentar esta afirmação ousada:

1) A premissa fundamental (tacitamente assumida) por detrás da prática de estabelecer (e cobrar) metas numéricas é que “as pessoas são acomodadas por natureza e portanto, sem a pressão do cumprimento de uma meta numérica, elas não se mobilizam”. Além de não ser compatível com a cultura de excelência necessária para ser competitivo hoje em dia (contando com pessoas proativas), tal premissa é simplesmente inválida. Por exemplo: numa partida de futebol com os amigos, não é preciso nenhuma meta numérica do tipo “vamos ganhar de 3×0” para que todos se dediquem com afinco ao jogo (é claro que há um objetivo – “vencer a partida” – mas não uma meta numérica). Como consultor, tenho liderado inúmeros projetos de melhoria exitosos, nos quais estabelecemos somente um objetivo inicial de melhoria do tipo “Reduzir o consumo de zinco no processo de galvanização”, sem definir de saída nenhuma meta numérica. E no final, frequentemente nos surpreendemos com resultados inesperadamente positivos.

2) É preciso entender que são as ações que levam aos números, e não o contrário. São as intervenções que realizamos nos processos de trabalho (após haver entendido profundamente os mesmos) que produzem os resultados finais desejados. A cobrança de metas numéricas pela gerência é um sintoma sinistro de um estilo de “gestão” que se impõe pelo medo, pois normalmente o não-cumprimento vem atrelado a algum tipo de punição. Além disso, é um tipo de “desobrigação” da verdadeira função da gerência, que é liderar as pessoas através do conhecimento e do exemplo. Estabelecer metas arbitrárias no início e depois de algum tempo aparecer para fazer a cobrança numa breve reunião de “status review” é um tipo de “gestão ignorante”, pois não requer da gerência nenhum conhecimento sobre a realidade do processo ou situação a ser melhorada.

3) Impor metas numéricas sobre um processo revela um profundo desconhecimento quanto à natureza da variação. Desde o ponto de vista estatístico, só existem duas possibilidades sobre o estado de um processo: ou ele está “sob controle” (isto é, somente sobre o efeito das causas intrínsecas ao mesmo) ou ele está “fora de controle” (sob o efeito de alguma causa especial, externa ao processo). Se o processo está sob controle, sua variação ocorrerá dentro de limites previsíveis, a menos que se realize uma mudança estrutural no mesmo. E é claro que neste caso a imposição de uma meta não contribui em nada para a mudança. Se porém o processo estiver “fora de controle”, seu comportamente se torna imprevisível, e o estabelecimento de uma meta sobre algo que não se pode controlar é um exercício de futilidade. Além disso, em ambos os casos, é grande o risco de trazer desorientação e frustração às pessoas envolvidas, por não poderem atingir metas desconectadas da realidade. Em outras palavras, os processos não têm ouvidos: ele simplesmente são “surdos” diante das declaração de metas impostas pela gerência.

4) A longo prazo, a prática de impor metas e cobrar seu cumprimento acaba decretando a mediocridade na organização. Se alguém é obrigado a especificar metas, e se sabe que seu bônus, sua promoção ou até seu emprego dependem do cumprimento das mesmas, é óbvio que vai definir algo conservador, que sabe que com pouco esforço pode ser atingido. Tenho vários exemplos em empresas nas quais implementamos projetos de melhoria, cuja cultura vigente praticamente obrigou a declaração de uma meta numérica no início do projeto, mas que no final, após o estudo das causas e ações sobre os processos, foram alcançados níveis de melhoria considerados “impossíveis”, superando em muito a meta inicial.
Conclusão: mobilizar as pessoas para a melhoria requer apenas que estabeleça um objetivo claro e relevante, composto de três elementos importantes: o sentido da melhoria, um indicador de desempenho e a definição de qual processo deve ser melhorado. Não sabemos e não podemos saber exatamente o quanto vamos melhorar. O resultado final só vai depender das ações de melhoria que se promovam. Metas numéricas são dispensáveis, e devem ser evitadas.

fonte: http://qualiplus.com.br/objetivos-sim-metas-numericas-nao/

Saturday, February 08, 2014

Fei Long


Americano lista motivos de ter odiado morar no Brasil

Um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos. Depois dessa árdua experiência, ele voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil. Um fórum gringo resolveu continuar essa lista e trouxe mais itens que os gringos odeiam no país. Confira:

1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser herméticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

— Do Fórum —

21. A maioria dos motoristas de ônibus dirigem como se eles estivessem tentando quebrar o ônibus e todos dentro dele.

22. Calçadas no meu bairro são cobertos com mijo e coco de cães que latem dia e noite.

23. Engarrafamentos de Três horas e meia toda vez que chove .

24. Raramente as coisas são feitas corretamente da primeira vez. Você tem que voltar para o banco, consulado, escritório, mandar e-mail ou telefonar 2-10 vezes para as pessoas a fazerem o seu trabalho.

25. Qualidade do ar muito ruim. O ar muitas vezes cheira a plástico queimado.

26. Ir a Shoppings e restaurantes são as principais atividades. Não há nada pra fazer se você não gastar. Há um parque principal e está horrivelmente lotado.

27. O acabamento das casas é péssimo. Janelas, portas , dobradiças , tubos, energia elétrica, calçadas, são todos construídos com o menor esforço possível.

28. Árvores, postes, telefones, plantas e caixas de lixo são colocados no centro das calçadas, tornando-as intransitáveis.

29. Você paga o triplo para os produtos que vão quebrar dentro de 1-2 anos, talvez mais.

30. Os brasileiros amam estar bem no seu caminho. Eles não dão espaço para você passar.

31. A melhor maneira de inspirar ódio no Brasil? Educadamente recusar-se a comer alimentos oferecidos a você. Não importa o quão válida é a sua razão, este é considerado um pecado imperdoável aos olhos dos brasileiros e eles vão continuar agressivamente incomodando você para comê-lo.

32. As pessoas vão apertar e empurrar você sem pedir desculpas. No transporte público você vai tão apertado que você é incapaz de mover qualquer coisa, além da sua cabeça.

33 . O Brasil é um país de 3° mundo com preços ridiculamente inflacionados para itens de qualidade. Para se ter uma idéia, São Paulo é classificada como a 10ª cidade mais cara do mundo. (New York é a 32ª).

34. A infidelidade galopante. Este não é apenas um estereótipo, tanto quanto eu gostaria que fosse. Homens na sociedade brasileira são condicionados a acreditar que eles são mais ” virís ” por sairem com várias mulheres .

35. Zero respeito aos pedestres. Sim, eles não param para você passar. Na melhor das hipóteses, eles vão buzinar.

36. Quando calçadas estão em construção espera-se que você ande na rua. Alguns motoristas se recusam a fazer o menor desvio a sua presença, acelerando a poucos centímetros de você, mesmo quando a pista ao lado está livre.

37. Nem pense em dizer a alguém quando você estiver viajando para o EUA. Todo mundo vai pedir para você trazer iPods, X-Box, laptops, roupas, itens de mercearia, etc. em sua mala, porque eles são muito caros ou não disponíveis no Brasil.

38. A menos que você goste muito de futebol ou reality shows (ou seja, do Big Brother), não há nada muito o que conversar com os brasileiros em geral. Você pode aprender fluentemente Português, mas no final, a conversa fica muito limitada, muito rapidamente.

39. Tudo é construído para carros e motoristas, mesmo os carros sendo 3x o preço de qualquer outro país. Os ônibus intermunicipais de luxo são eficientes, mas o transporte público é inconveniente, caro e desconfortável para andar. Consequentemente, o tráfego em São Paulo e Rio é hoje considerado um dos piores da Terra (SP, possivelmente, o pior). Mesmo ao meio-dia podem ter engarrafamentos enormes que torna impossível você andar mesmo em um pequeno trajeto limitado, a menos que você tenha uma motocicleta.

40. Todas as cidades brasileiras (com exceção talvez do Rio e o antigo bairro do Pelourinho em Salvador), são feias, cheias de concreto, hiper-modernas e desprovidas de arquitetura, árvores ou charme. A maioria é monótona e completamente idênticas na aparência. Qualquer história colonial ou bela mansão antiga é rapidamente demolida para dar lugar a um estacionamento ou um shopping center.

Saturday, February 01, 2014

Info-gráfico do Processo de Testes

Fonte: http://www.galeote.com.br/blog/2014/01/infografico-gratis-absolutamente-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-processo-de-teste-de-software/

Footnote Caption Latex

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\begin{center}
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TPA & Components & Cost \\
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 & Total & 56558.4 \\                                                                                             
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\end{tabular}
\caption[Hardware cost estimation]{Hardware cost estimation~\footnote{per router}}
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Transformação sem motivação

"Como vou me transformar? Eu vejo a verdade – pelo menos, vejo alguma coisa nisto – que uma mudança, uma transformação, deve começar num nível que a mente, como consciente e inconsciente, não pode alcançar, porque minha consciência como um todo é condicionada. Então, o que faço? Espero que eu esteja sendo claro com o problema. Se me permitem mostrar de outra forma: Pode minha mente, a consciente assim como a inconsciente, ficar livre da sociedade? – sociedade sendo toda a educação, a cultura, a norma, os valores, os padrões. Porque se ela não está livre, então, qualquer mudança que tente produzir dentro desse estado condicionado é ainda limitada, e, consequentemente, não muda absolutamente. Então, posso olhar sem nenhum motivo? Pode minha mente existir sem qualquer incentivo, sem motivo para mudar ou não mudar? Porque qualquer motivo é o resultado da reação de uma cultura particular, nasce de uma base particular. Assim, pode minha mente ficar livre da cultura legada em que fui criado? Esta é realmente uma pergunta muito importante. Porque se a mente não está livre da cultura onde foi criada, alimentada, certamente o indivíduo não pode ter paz, não pode ter liberdade. Seus deuses e seus mitos, seus símbolos, e todos os seus esforços são limitados, pois estão ainda no campo da mente condicionada. Qualquer esforço que ele faça, ou não faça, dentro desse campo limitado, é realmente fútil no sentido mais profundo dessa palavra. Pode haver uma decoração melhor na prisão, mais luz – mais janelas, comida melhor – mas é ainda a prisão de uma cultura particular." - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

Sunday, January 19, 2014

Uma mente morta, uma mente decidida

Penso que o esforço constante para ser alguma coisa, se tornar alguma coisa, é a verdadeira causa da destrutividade e envelhecimento da mente. Vejam como estamos envelhecendo rapidamente, não só as pessoas com mais de sessenta, mas também os jovens. Como eles já estão velhos, mentalmente! Muito poucos sustentam ou mantém a qualidade de uma mente que é jovem. Quero dizer com jovem não a mente que meramente quer se divertir, aproveitar o tempo, mas a mente não contaminada, que não está arranhada, amassada, distorcida pelos acidentes e incidentes da vida, uma mente não desgastada pela disputa, pela angústia, por lutas constantes. Certamente é necessário ter uma mente jovem, pois a mente velha está tão cheia de marcas de memórias que ela não pode viver, não pode ser enérgica; é uma mente morta, uma mente decidida. Uma mente que decidiu e vive segundo suas decisões está morta. Mas uma mente jovem está sempre decidindo de novo, e uma mente nova não se sobrecarrega com inumeráveis memórias. A mente que não carrega sombra de sofrimento, embora possa passar pelo vale do sofrimento, permanece sem marcas. Eu não acho que tal mente jovem é adquirida. Ela não é uma coisa que você pode comprar pelo empenho, pelo sacrifício. Não existe moeda para ela e não é uma coisa negociável, mas se você vê a importância dela, a necessidade dela, se vê sua verdade, então alguma outra coisa acontece. - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

Friday, January 17, 2014

Nós estamos desgastando a mente, não a usando

"Por que a mente envelhece? Ela é velha - não é – no sentido de ficar decrépita, deteriorada, se repetindo, presa em hábitos – hábitos sexuais, hábitos de trabalho, ou vários hábitos de ambição. A mente está tão sobrecarregada com inumeráveis experiências e memórias, tão desfigurada e marcada com o sofrimento que não pode ver nada com frescor mas está sempre traduzindo o que vê em termos de suas próprias memórias, conclusões, fórmulas, sempre citando; ela é ligada à autoridade; é uma mente velha. Você pode ver por que isto acontece. Toda nossa educação é, meramente, o cultivo da memória; e existe essa comunicação de massas pelos jornais, rádio, televisão; há os professores que leem conferências e repetem a mesma coisa vezes e vezes até seu cérebro absorver o que eles repetiram, e você vomita isto num exame e tem seu diploma e continua com o processo – o emprego, a rotina, a incessante repetição. Não só essa, mas há também nosso próprio empenho da ambição com suas frustrações, a competição não só por emprego, mas por Deus, querendo estar junto a ele, pedindo o caminho rápido até ele. Assim, o que está acontecendo é que através de pressão, estresse, pelo esforço, nossas mentes estão abarrotadas, submersas na influência, por sofrimento, consciente ou inconscientemente. Nós estamos desgastando a mente, não a usando." -

Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

Wednesday, January 15, 2014

What should be chosen when space is limited?

The “knapsack problem” appears in many forms in economics, engineering, and business: any place where one must allocate a single scarce resource among multiple contenders for that resource. It has acquired the fanciful name “knapsack problem” because our common experience of packing luggage expresses something of the flavor of the problem: What should be chosen when space is limited?

Saturday, January 11, 2014

Principais Servidores


  • Apache - O Apache Webserver mudou a Internet e abriu os olhos de muita gente para o mundo do software livre. Graças a eles é possível ter um servidor web de alto desempenho e qualidade, a um custo mínimo. Sem ele, todos nós estaríamos pagando muito mais caro para hospedar nossos sites na Internet.
  • Internet Information Services - Também chamado de IIS, é o servidor Web da Microsoft. Começou como um queijo suíço, mas é verdade que vem melhorando. É a plataforma para quem quer trabalhar com a tecnologia ASP e .NET. Para mais informações, veja também o site americano do IIS.
  • Websphere - Servidor Web da IBM,voltado para aplicações Java e J2EE, é um dos principais servidores de alto desempenho e robustez do mercado. 
  • BEA WebLogic - Concorre com a IBM pelo mercado de servidores JAVA e J2EE de alto desempenho. 
  • Tomcat - Servidor Web gratuito para aplicações J2EE, pode rodar sozinho ou como uma extensão do Apache ou do IIS. Faz parte da Apache Fundation, responsáveis pelo Apache Webserver. 
  • Jboss - Muito bem conceituado,um dos lideres de mercado de servidores J2EE gratuitos.
  • Thttpd - tiny/turbo/throttling HTTP server - Esse servidor é extremamente simples. Segue o protologo HTTP 1.1 e pronto. Mas se você precisa de um servidor extremamente rápido, para servir grandes quantidades de páginas simples (imagens ou banners, por exemplo) nenhum vai conseguir ser mais rápido que ele nem suportar tanta carga sem perder o desempenho. Para todos os ‘sabores'de Unix (Linux, etc...).
  • Jrun - Servidor pago da Macromedia para aplicações J2EE.
  • Zeus Web Server - Um servidor pago, caro, e bastante poderoso. Usado por empresas como o E-bay, por exemplo. 

Iron Maiden - Rime of the Ancient Mariner [Flight 666 DVD]

Understanding Architecture

"Software architecture encompasses the significant decisions about the organization of a software system. The selection of the structural elements and their interfaces by which the system is composed together with their behavior as specified in the collaboration among those elements. The composition of the structural and behavioral elements into progressively larger subsystems, the architectural style that guides this organization, these elements, and their interfaces, their collaborations, and their composition. Software architecture is concerned not only with structure and behavior but also with usage, functionality, performance, resilience, reuse, comprehensibility, economic and technology constraints and trade-offs, and aesthetic issues."

Rational Unified Process

"Architecture is a set of structuring principles that enables a system to be comprised of a set of simpler systems each with its own local context that is independent of but not inconsistent with the context of the larger system as a whole."

SunTone Architecture Methodology



Saturday, January 04, 2014

Software Process Modeling

"All models are wrong, but some are useful."

George E. P. Box [Box 1979]


Um estado eterno

"Quando falamos sobre tempo, não queremos dizer tempo cronológico, tempo do relógio. Esse tempo existe, deve existir. Se você quer pegar um ônibus, tomar um trem ou cumprir um compromisso amanhã, deve usar o tempo cronológico. Mas existe um amanhã, psicologicamente, que é o tempo da mente? Existe amanhã psicologicamente? Ou o amanhã é criado pelo pensamento porque o pensamento vê a impossibilidade de mudar diretamente, imediatamente, e inventa este processo gradual? Vejo por mim mesmo, como ser humano, que é terrivelmente importante provocar uma revolução radical em meu modo de vida, pensar, sentir, e em minhas ações, e digo para mim mesmo: "Dedicarei tempo a isto; serei diferente amanhã, ou em alguns meses". É desse tempo que estamos falando a estrutura psicológica do tempo, do amanhã, ou do futuro, e nesse tempo nós vivemos. Tempo é o passado, o presente e o futuro, não pelo relógio. Eu era ontem; o ontem opera através do hoje e cria o futuro. Isso é uma coisa bem simples. Eu tive uma experiência um ano atrás que deixou um registro em minha mente, e o presente eu traduzo segundo essa experiência, conhecimento, tradição, condicionamento, e crio o amanhã. Estou preso neste círculo. É isto que chamamos viver; é isto que chamamos tempo. O pensamento, que é você, com todas as suas memórias, condicionamento, ideias, esperanças, desespero, a completa solidão da existência; tudo isso é este tempo. E para compreender um estado infinito, quando o tempo para, deve-se investigar se a mente pode se libertar completamente de toda experiência, que está no tempo." - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life

Tuesday, December 31, 2013

Etapas do Método de Pesquisa

1. Escolha do tema
2. Revisão de literatura
3. Justificativa
4. Formulação do problema
5. Determinação de objetivos
6. Metodologia
7. Coleta de dados
8. Tabulação de dados
9. Análise e discussão dos resultados
10. Conclusão da análise dos resultados
11. Redação e apresentação do trabalho científico
12. Divulgação

Projeto de Pesquisa - Uma Metáfora

No projeto, se combina, se equacionam, os diferentes fatores que influem na viagem (a pesquisa):

1) A motivação pela qual empreendemos a viagem (o problema)
2) O lugar de onde partimos (estado do conhecimento)
3) A escolha do caminho a seguir para não nos perdemos, para chegar onde queremos (o método)
4) A luz que iluminará o nosso caminho (a teoria)
5) As ferramentas que levaremos para abrir o caminho (a técnica)
6) A velocidade que avançaremos de acordo com os recursos disponíveis (aspectos operativos)
7) O lugar que queremos chegar (os objetivos e resultados)


Monday, December 23, 2013

Mário Sergio Cortella - Provocações Filosóficas


A mente presa

"Nós seguimos como máquinas nossa enfadonha rotina diária. Como a mente aceita avidamente um padrão de existência, e tenazmente se agarra a ele! Como por um prego encravado, a mente é mantida junta pela ideia, e em torno da ideia ela vive e tem seu ser. A mente nunca está livre, flexível, pois está sempre presa; ela se move dentro do raio, estreito ou amplo, de seu próprio centro. Desse centro ela não ousa sair; e quando o faz, fica perdida no medo. O medo não é do desconhecido, mas da perda do conhecido. O desconhecido não incita o medo, mas a dependência do conhecido o faz. O medo está sempre com o desejo, o desejo de mais ou de menos. A mente, com seu incessante tecer de padrões, é que faz o tempo; e com o tempo há medo, esperança e morte." - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life


Saturday, December 21, 2013

Implications for how we build software

From process to architecture
From centralized to decentralized 
From planning to experimentation
From long cycles to short cycles
From large teams to small teams
From internal to ecosystem
From CMM (I) to agile

Cândido, ou o otimismo

Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”.
Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.
Cândido só começa a desconfiar do otimismo exacerbado de seu mestre quando ele próprio e todos os que cruzam seu caminho dão provas concretas que o melhor dos mundos possíveis vai, na verdade, muito mal.
Cândido, ou o Otimismo é um retrato satírico de seu tempo. Escrito em 1758, situa o leitor entre fatos históricos como o terremoto que arrasou Lisboa em 1755 e a Guerra dos Sete Anos (1756-63), enquanto critica com bom-humor as regalias da nobreza, a intolerância religiosa e os absurdos da Santa Inquisição. Já o caricato mestre Pangloss é uma representação sarcástica da filosofia otimista do pensador alemão Gottfried Leibniz (1646-1716).
Antecipando o sucesso desbragado e a carreira de escândalo do livro, Voltaire, pseudônimo de François-Marie Arouet, assinou a obra com o enigmático Sr. Doutor Ralph.


Friday, December 20, 2013

Feynman, lectures on physics

“Imagine que o mundo seja algo como uma gigantesca partida de xadrez sendo disputada pelos deuses, e que nós fazemos parte da audiência. Não sabemos quais são as regras do jogo; podemos apenas observar seu desenrolar. Em princípio, se observarmos por tempo suficiente, iremos descobrir algumas das regras. As regras do jogo é o que chamamos de ciência.” - Feynman lectures on physics


Roll the Bones

Monday, December 09, 2013

Por que a pessoa é descuidada?

O pensador pensa seus pensamento através do hábito, da repetição, da cópia, o que gera ignorância e sofrimento. O hábito não é descuido? Vigilância cria ordem, mas não cria hábito. Tendências estabelecidas só geram descuido. Por que a pessoa é descuidada? Porque pensar é doloroso, cria perturbações, traz oposição, pode fazer as ações da pessoa irem contra o padrão estabelecido. Pensar-sentir amplamente, tornar-se vigilante sem escolha pode levar a profundezas desconhecidas, e a mente se rebela contra o desconhecido; assim ela vai do conhecido para o conhecido, do hábito para o hábito, de padrão para padrão. Tal mente nunca abandona o conhecido para descobrir o desconhecido. Percebendo a dor do pensamento, o pensador se torna descuidado através da cópia, do hábito; tendo medo de pensar, ele cria padrões de descuido. Como o pensador tem medo, suas ações nascem do medo, e ele considera suas ações e tenta mudá-las. O pensador tem medo de suas próprias criações; mas a ação é o autor, então o pensador tem medo de si mesmo. O pensador é o medo em si mesmo; o pensador é a causa da ignorância, do sofrimento. O pensador pode se dividir em muitas categorias de pensamento, mas o pensamento é ainda o pensador. O pensador e seus esforços para ser, para se tornar, são a própria causa do conflito e da confusão. - Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life