Tuesday, January 24, 2012
Friday, January 20, 2012
MySql Error 1005: Can’t create table (errno: 150)
Vira e meche entre uma modelagem e outra eu sempre me deparo com o seguinte erro “Error 1005: Can’t create table (errno: 150)” enquanto estou trabalhando com uma Foreign Key.
Isso quer dizer que tem algo errado (lógico) do qual esteja impedindo a criação de sua nova Foreign Key, segue abaixo os erros mais comuns:
* Os dois campos relacionados da Foreign Key não tem o mesmo tipo ou tamanho. Por exemplo, se um campo é INT(10) o campo da chave precisa ser INT(10) também, se for colocado INT(11) ou TINYINY já não serve. Você deve verificar esses dados usando a query “SHOW CREATE TABLE tblname;”. Também confirme se ambos os campos são ‘signed’ ou ‘unsigned’. Conclusão, os campos devem ser EXATAMENTE o mesmo!
* O campo do qual você deseja se referenciar em outra tabela não tem um índice (index) ou não é uma chave primária (primary key). Se um dos campos que você deseja criar a relação não for uma “primary key”, você deve criar um índice para ela.
* O nome da Foreign Key já existe em alguma chave. Confira se o nome de sua Foreign Key é única no seu banco de dados. Simplesmente adicione alguns caracteres aleatórios no fim do nome de sua key para testar essa condição.
* Uma ou ambas as tabelas são MyISAM. Para utilizar Foreign Key ambas as tabelas devem usar InnoDB. Normalmente quando ambas as tabelas são MyISAM o MySQL não apresenta nenhuma mensagem de erro, simplesmente não cria a chave.
* Você pode ter especificado “CASCADE ON DELETE SET NULL”, enquanto o campo é “NOT NULL”, esse é o erro mais comum.
* Se o seu script está funcionando perfeitamente em um server, mas não em outro, verifique o collate ou charset, eles podem dar problemas caso sejam diferentes.
* Você pode ter um valor default (ex. default=0) na sua coluna Foreign Key.
* O nome de sua Foreign Key excede o limite de no máximo 64 caracteres.
Bem.. eu acredito que a maioria dos erros sejam causados por esses motivos acima, caso você tenha passado por esse problema e a causa tenha sido diferente, colabore.
Boa Sorte!
Isso quer dizer que tem algo errado (lógico) do qual esteja impedindo a criação de sua nova Foreign Key, segue abaixo os erros mais comuns:
* Os dois campos relacionados da Foreign Key não tem o mesmo tipo ou tamanho. Por exemplo, se um campo é INT(10) o campo da chave precisa ser INT(10) também, se for colocado INT(11) ou TINYINY já não serve. Você deve verificar esses dados usando a query “SHOW CREATE TABLE tblname;”. Também confirme se ambos os campos são ‘signed’ ou ‘unsigned’. Conclusão, os campos devem ser EXATAMENTE o mesmo!
* O campo do qual você deseja se referenciar em outra tabela não tem um índice (index) ou não é uma chave primária (primary key). Se um dos campos que você deseja criar a relação não for uma “primary key”, você deve criar um índice para ela.
* O nome da Foreign Key já existe em alguma chave. Confira se o nome de sua Foreign Key é única no seu banco de dados. Simplesmente adicione alguns caracteres aleatórios no fim do nome de sua key para testar essa condição.
* Uma ou ambas as tabelas são MyISAM. Para utilizar Foreign Key ambas as tabelas devem usar InnoDB. Normalmente quando ambas as tabelas são MyISAM o MySQL não apresenta nenhuma mensagem de erro, simplesmente não cria a chave.
* Você pode ter especificado “CASCADE ON DELETE SET NULL”, enquanto o campo é “NOT NULL”, esse é o erro mais comum.
* Se o seu script está funcionando perfeitamente em um server, mas não em outro, verifique o collate ou charset, eles podem dar problemas caso sejam diferentes.
* Você pode ter um valor default (ex. default=0) na sua coluna Foreign Key.
* O nome de sua Foreign Key excede o limite de no máximo 64 caracteres.
Bem.. eu acredito que a maioria dos erros sejam causados por esses motivos acima, caso você tenha passado por esse problema e a causa tenha sido diferente, colabore.
Boa Sorte!
Thursday, January 19, 2012
Tendenciosidades
Em suas interrelações com outros, as pessoas sentem afeto, interesse, amizade, respeito, simpatia, confiança, consideração, indiferença, desinteresse, descaso, frustração, antipatia e desconfiança. Conforme esses sentimentos, apoiam ou rejeitam ideias e argumentos alheios, e se dispõem, mais ou menos, a se aliar e a cooperar com outros. Buscam-se mais dados, menos para melhorar a qualidade da decisão e mais para reforçar o sentimento de segurança.
Tarefas do Dirigente Contemporâneo
O dirigente contemporâneo enfrenta um cotidiano variado e de intensas pressões – mesclam-se tarefas de longo prazo com a solução de problemas prementes, análises de tecnologia emergente com o corte de custos em tarefas corriqueiras e reformulação orçamentária com pequenos problemas de fluxo de caixa.
Na execução dessas tarefas, o dirigente...
recebe pessoas;
participa de reuniões ou as conduz;
fala ao telefone;
lê relatórios e redige documentos;
supervisiona trabalhos e resultados;
solicita, analisa dados e emite diretrizes;
mantém contatos informais;
busca informações em conversas ao pé do ouvido;
lê e-mails e os responde;
participa de conference calls;
enfrenta pequenos conflitos;
dita ou escreve cartas e bilhetes;
planeja agenda, viaja...
Para Mintzberg, os dirigentes gastam a maior parte do tempo frequentando e conduzindo reuniões, em que discutem um conjunto de problemas, passando para novas reuniões, encontrando outros desafios, e realizando um trabalho variado e intercalado por interrupções diversas.
Na execução dessas tarefas, o dirigente...
recebe pessoas;
participa de reuniões ou as conduz;
fala ao telefone;
lê relatórios e redige documentos;
supervisiona trabalhos e resultados;
solicita, analisa dados e emite diretrizes;
mantém contatos informais;
busca informações em conversas ao pé do ouvido;
lê e-mails e os responde;
participa de conference calls;
enfrenta pequenos conflitos;
dita ou escreve cartas e bilhetes;
planeja agenda, viaja...
Para Mintzberg, os dirigentes gastam a maior parte do tempo frequentando e conduzindo reuniões, em que discutem um conjunto de problemas, passando para novas reuniões, encontrando outros desafios, e realizando um trabalho variado e intercalado por interrupções diversas.
Ilogicidade e Intuição no Processo Decisório
No primeiro caso, vale ressaltar que as pessoas julgam suas decisões e opiniões comparando-as com as dos demais, valorizam a própria maneira de pensar e têm dificuldade de reconhecer suas limitações. Ao tentarem compreender decisões erradas de outros, as pessoas atribuem-nas a fatores de personalidade. No entanto, ao explicarem seus próprios erros, atribuem a si mesmas as dificuldades do contexto em que estão inseridas. Somente quando se trata do outro, a personalidade é vista como causa de decisões inadequadas. No caso dos relacionamentos, há conclusões importantes sobre a forma pela qual o desempenho humano normal e solitário muda diante da presença de outras pessoas. Os decisores são influenciados por suas interações sociais e pelo modo como são avaliados.
Scott Plous relembra os primórdios da Psicologia Social – como a presença física de outra pessoa influencia decisões. Na simples presença de outros, a decisão tende a ser melhorada quando as pessoas dominam o tema.No caso contrário, isto é, quando faltam habilidades e domínio do tema, a decisão piora. Para Thomas Henchy e David Glass, o mesmo se passaria na ausência de um outro, quando, no entanto, houvesse uma avaliação a distância.
Scott Plous relembra os primórdios da Psicologia Social – como a presença física de outra pessoa influencia decisões. Na simples presença de outros, a decisão tende a ser melhorada quando as pessoas dominam o tema.No caso contrário, isto é, quando faltam habilidades e domínio do tema, a decisão piora. Para Thomas Henchy e David Glass, o mesmo se passaria na ausência de um outro, quando, no entanto, houvesse uma avaliação a distância.
Teoria dos Jogos
A teoria dos jogos adota a perspectiva do indivíduo calculista e, dessa forma, inclui o outro no processo de decisão; explica a incerteza não pela variação de fatores incontroláveis, mas pelas intenções dos outros. Toma-se a decisão após a elaboração de um plano que especifica as possíveis escolhas dos jogadores em cada situação específica. A teoria dos jogos baseia-se na crença do poder da mente e da inteligência humana – jogadores e adversários inteligentes buscam danos e vitórias, o que leva a uma estratégia de equilíbrio. Para cada movimento decisório, a pessoa – jogador ou ator – deve pensar antes o que os outros pensam. A decisão estratégica se assemelharia a um jogo de xadrez, em que atores racionais competem e condicionam intenções, possibilidades e desejos de um outro.
Cada um dos jogadores dispõe de um número finito de opções e jogadas; possuem informações completas porque cada jogador conhece suas possibilidades e as de seus oponentes; são perfeitamente conscientes da importância dos ganhos e das perdas relativas a cada opção, conforme a escala de valores do jogador e de seu adversário. Por princípio, cada jogador deseja obter o maior ganho possível e reduzir ao máximo o de seus adversários. Portanto, trata-se de um jogo de soma nula, isto é, a soma dos ganhos de um jogador é igual à soma das perdas do outro. Aprender a evitar perder é tão importante quanto aprender a ganhar. A estratégia inteligente se traduz em tentar adivinhar o que o adversário fará e não revelar as próprias intenções.Nesse jogo, negociamos durante todo o processo – cedendo, arriscando, ganhando ou perdendo, chegamos a um resultado bom para uns, ruim para outros.
Isso é legal quando se trata de um JOGO. Mas quando estamos falando em sobrevivência humana?
Métodos de Decisão
A maioria dos métodos de decisão
constitui-se em formas de procurar razões para justificar
escolhas. Esses métodos originam-se de um misto de três
fatores...
|
Processo Decisório
Como construção biológica, a mente humana parece ter sido desenhada para resolver questões simples de sobrevivência. Em princípio, as pessoas possuem estruturas de referência, compreensíveis e manejáveis, para facilitar as decisões de seu cotidiano. Com a memória de poucos fatos e dados, além de algumas análises – referenciadas na experiência e até em dogmas transcendentais –, as pessoas respondem às apreensões e aos problemas da vida. As decisões administrativas se referem a problemas mais complexos, exigem maior quantidade de informações, envolvem maior número de pessoas e geram mais impacto na comunidade. Nesse tipo de decisão, a própria caracterização do problema escapa às possibilidades normais do senso comum. Uma decisão é uma opção clara pela prática de algo diferente, pela tomada de um novo curso de ação. Ela impõe uma escolha, gera uma possibilidade de mudança.
Wednesday, January 11, 2012
Friday, January 06, 2012
O Sistema
“Quais perguntas você já fez sobre nosso sistema atual? Sabemos que o sistema monetário se sustenta em acordos fundamentados na imaginação, que se autolimita através do uso do dinheiro (embora ele já não tenha mais qualquer relevância hoje) e que mantém uma constante desigualdade entre as pessoas, criando classes sociais (definidas por funções, grau de instrução, poder de compra, etc.), o que leva diretamente a um cenário com problemas. Para podermos projetar um outro sistema, outra organização social, devemos criar relações com o que encontramos hoje. Sendo assim, não se esqueça: neste sistema você não tem poder de participação e escolha. Mesmo se você optar por não participar dele, é quase impossível obter sua comida para sobreviver, por exemplo. O mesmo acontece com o acesso ao conforto, informação e todos os outros recursos necessários. O sistema monetário se sustenta profundamente de imaginação. Pense nos documentos que criam a sua identidade. Eles são apenas papéis, e são muito fáceis de se replicar. Como confiar em dinheiro, esta invenção? Há muitas pessoas neste planeta que reproduzem esses papéis e os usam como sendo valiosos. E você tem que trabalhar para obter esta fantasia. Todos os dias, milhões de documentos são enviados, milhares de discussões e lutas acontecem para criar estes valores artificiais. A ilegalidade, em termos do sistema monetário, se perpetua. Como você pode se sentir seguro em uma sociedade baseada na propriedade? Você se vê obrigado a cuidar de suas propriedades, o que é inevitável em uma sociedade desigual em sua própria fundação. Como não ter medo quando há tanta gente sem nada nesse sistema? É uma piada. Pessoas sem-teto, como não ter medo deles? Quem não tem nada a perder, pode até matar para obter alimentos, como qualquer animal selvagem. Como andar na rua sabendo que existem milhares, milhões de pessoas, que não têm comida para sobreviver? Ou, como você aceita que pessoas de sua própria espécie estejam passando fome? Como você passa por essas pessoas e permanece indiferente? Perceba isto: uma prisão, que não faz absolutamente nada de construtivo para a sociedade, oferece uma cama, alimentação diária e um teto. Algumas até têm programas especiais de lazer para os detentos. Já os desabrigados precisam ‘caçar’ para comer, e eles não têm um abrigo. Nem ao menos camas. Perceba isto. Como manter a calma quando o sistema de justiça se baseia em uma linguagem sujeita a interpretação? Tudo que você diz pode ser interpretado. Como você pode se sentir seguro sendo obediente diante à autoridades com base apenas em uniformes?
Lembre-se, o sistema monetário é um sistema superficial. Como você pode confiar nos alimentos oferecidos pelo sistema quando estes são produzidos por empresas que precisam lucrar? Considere os métodos de publicidade, que fazem você comprar produtos de baixa qualidade através de mentiras. Por falar nisso, o que você pensa sobre a publicidade, que tira proveito do seu subconsciente, fazendo com que você se torne um consumidor mais prolífico? Ou que fazem testes em crianças para saber o que vender no futuro? Como pode funcionar um sistema monetário se as pessoas não são motivadas por dinheiro? O que você acha de um sistema que ignora os recursos do planeta, não considera a capacidade de carga da Terra e continua a usar petróleo para gerar energia, mesmo que haja tantas fontes renováveis que podem nos sustentar nos próximos mil anos ou mais? Como você pode se sentir livre em uma sociedade com tantas leis? E sabendo que as leis não resolvem problemas, apenas punem. O sistema de justiça não leva a lugar algum. Assim, você não vai nunca se livrar dessas leis, pelo contrário, eles vão se multiplicar. O que você acha sobre o fato de que produtos de baixa qualidade são produzidos intencionalmente, apenas para sustentar o mercado? Você não se sente como o alvo de piadas? Você não se sente humilhado? Sua saúde está em perigo em tal sistema que exige dinheiro por eventuais remédios e tratamentos. E se você não tiver dinheiro? E se ele não for o suficiente? Agora entendemos melhor como tudo funciona, é chocante saber que você pode morrer enquanto que as soluções para seu tratamento existem. Você pode morrer simplesmente por não possuir alguns documentos e papéis sem qualquer valor real. Como você pode confiar no sistema de saúde quando ele não passa de um mero negócio comercial? Você não tem medo disso? Você não se sente ofendido por ter que aprender um idioma velho e ineficiente? Um que você só pode compartilhar com algumas poucas pessoas. Isso porque você nasceu em uma parte do planeta chamado país. País, definido por quem? Você não acha ridículo que as pessoas ainda são separadas por coisas como nacionalidade, e que não somos reconhecidos pelos nossos verdadeiros valores como espécie? Por que você aceita políticos? Seus trabalhos são fundamentados na corrupção. Por que você deixa sua vida ser decidida pelas mãos de outras pessoas? Você não pode cuidar de si mesmo? Você aceita que outros decidam por você? Você tem que pagar por comida e água! Esses são recursos necessários para sobreviver, ninguém é dono deles. Por que você deveria pagar só porque nasceu no planeta Terra? Como todo precisam se beneficiar a custa dos outros, e a maioria das pessoas está em posição de desvantagem, haverá sempre cenários com ladrões e policiais. Sendo assim, sempre haverá pessoas que tentarão obter bens e serviços por qualquer meio possível e outros que obedecerão as regras sociais. Porque tudo aqui é baseado em obtenção de renda e na promoção de um sentimento de propriedade. Como você pode se sentir seguro sabendo que sempre haverá pessoas obrigadas a tirar proveito dos outros, e talvez de você? Você não acha caótico um sistema em que a maioria das pessoas confia mais em filmes do que em ciência? Que pessoas tomam decisões importantes a partir de filmes como O Exterminador do Futuro ou ET? O que você acha de um sistema que produz bilhões de objetos decorativos quando centenas de milhares de pessoas sofrem diariamente de fome e outras centenas de milhares não têm uma moradia? O que você acha sobre o fato de que entre você e as tecnologias atualmente possíveis há uma lacuna enorme? Aliás, você sabe como funciona uma geladeira? Como funciona um celular? Você sabe enumerar cinco órgãos internos do seu corpo? Você sabe como eles funcionam? O que você realmente sabe? Ou você é apenas um consumidor? Você nunca se perguntou porque você junta tantos objetos, mesmo que estes objetos tornem-se obsoletos no próximo ano ou no próximo mês? Do que se trata toda esta corrida? Você não está cansado? Não preocupa você de que a beleza é definida, no sistema monetário, a umas poucas categorias de formas humanas? E se seu filho tiver uma deficiência de nascença? E se ele for gordo ou ter um nariz grande, ou qualquer outra anormalidade para esta normalidade do sistema? Como ele vai lidar com isto se sabemos quão um ser humano é influenciado pelo ambiente? E se você sofrer um acidente? Como você vai lidar com isso? Não o preocupa o fato de que o mundo, as nações, tem exércitos e armas de destruição em massa? Não o preocupa o fato de que as guerras, não só não resolvem nada, mas representam o maior negócio do mundo, e que, por isso, elas nunca vão acabar? Você não se sente confuso com tantos comerciais? Em qual confiar? Qual a sua opinião sobre um sistema que vende sorte? Você não se questiona porque este dinheiro não é usado para ajudar os mais pobres? Você não se pergunta porque tanta gente famosa tem tanto e você não tem nada? Você não acha injusto responsabilizar isto à família em que você nasceu? Você não fica assustado com o fato de que, no sistema monetário, o problema do envelhecimento não recebe atenção? Pense nisso, mesmo que os tratamentos existam, você não irá beneficiar-se deles. Somente os ricos serão beneficiados. Você não se sente ofendido de que algumas pessoas ganham muito dinheiro só porque possuem um bom aspecto, nas normas do sistema monetário? Você não está cansado de ouvir dos outros o que vestir? Você não está cansado das mentiras dos políticos? Eles deveriam organizar melhor a sociedade, se pudessem fazer isto. De outra forma, qual suas finalidades? Não assusta você uma sociedade que aloca orçamentos, limitando as pesquisas científicas? Com tanto desenvolvimento tecnológico disponível, por que as pessoas estão ficando em condições cada vez piores, com cada vez menos conforto? A automação está substituindo quase todos os empregos e, para conseguir comida, você precisa trabalhar para o sistema monetário. Você precisa ter um emprego. O que está se tornando cada vez mais difícil. Atualmente, as impressoras 3D e outras tecnologias, podem criar ouro e diamantes, que são considerados materiais preciosos no sistema monetário. Muitos escondem essas tecnologias. Estarão eles com medo de que ouro e diamantes percam seus valores? E alguém se quer pergunta por que esses materiais são considerados valiosos? Por que você tem um emprego que odeia? O que você acha de uma sociedade que promove a venda de cigarros, esses palitos de câncer? Ou álcool? Por que você precisa de álcool? Você não pode encontrar felicidade sem ele? O que há nessa sociedade que dissemina tantas formas de depressão? Você não se sente triste em ficar na frente da TV observando os outros falando sobre suas vidas? E eles são pagos para fazer isso. Você precisa fazer perguntas como essas.”
Lembre-se, o sistema monetário é um sistema superficial. Como você pode confiar nos alimentos oferecidos pelo sistema quando estes são produzidos por empresas que precisam lucrar? Considere os métodos de publicidade, que fazem você comprar produtos de baixa qualidade através de mentiras. Por falar nisso, o que você pensa sobre a publicidade, que tira proveito do seu subconsciente, fazendo com que você se torne um consumidor mais prolífico? Ou que fazem testes em crianças para saber o que vender no futuro? Como pode funcionar um sistema monetário se as pessoas não são motivadas por dinheiro? O que você acha de um sistema que ignora os recursos do planeta, não considera a capacidade de carga da Terra e continua a usar petróleo para gerar energia, mesmo que haja tantas fontes renováveis que podem nos sustentar nos próximos mil anos ou mais? Como você pode se sentir livre em uma sociedade com tantas leis? E sabendo que as leis não resolvem problemas, apenas punem. O sistema de justiça não leva a lugar algum. Assim, você não vai nunca se livrar dessas leis, pelo contrário, eles vão se multiplicar. O que você acha sobre o fato de que produtos de baixa qualidade são produzidos intencionalmente, apenas para sustentar o mercado? Você não se sente como o alvo de piadas? Você não se sente humilhado? Sua saúde está em perigo em tal sistema que exige dinheiro por eventuais remédios e tratamentos. E se você não tiver dinheiro? E se ele não for o suficiente? Agora entendemos melhor como tudo funciona, é chocante saber que você pode morrer enquanto que as soluções para seu tratamento existem. Você pode morrer simplesmente por não possuir alguns documentos e papéis sem qualquer valor real. Como você pode confiar no sistema de saúde quando ele não passa de um mero negócio comercial? Você não tem medo disso? Você não se sente ofendido por ter que aprender um idioma velho e ineficiente? Um que você só pode compartilhar com algumas poucas pessoas. Isso porque você nasceu em uma parte do planeta chamado país. País, definido por quem? Você não acha ridículo que as pessoas ainda são separadas por coisas como nacionalidade, e que não somos reconhecidos pelos nossos verdadeiros valores como espécie? Por que você aceita políticos? Seus trabalhos são fundamentados na corrupção. Por que você deixa sua vida ser decidida pelas mãos de outras pessoas? Você não pode cuidar de si mesmo? Você aceita que outros decidam por você? Você tem que pagar por comida e água! Esses são recursos necessários para sobreviver, ninguém é dono deles. Por que você deveria pagar só porque nasceu no planeta Terra? Como todo precisam se beneficiar a custa dos outros, e a maioria das pessoas está em posição de desvantagem, haverá sempre cenários com ladrões e policiais. Sendo assim, sempre haverá pessoas que tentarão obter bens e serviços por qualquer meio possível e outros que obedecerão as regras sociais. Porque tudo aqui é baseado em obtenção de renda e na promoção de um sentimento de propriedade. Como você pode se sentir seguro sabendo que sempre haverá pessoas obrigadas a tirar proveito dos outros, e talvez de você? Você não acha caótico um sistema em que a maioria das pessoas confia mais em filmes do que em ciência? Que pessoas tomam decisões importantes a partir de filmes como O Exterminador do Futuro ou ET? O que você acha de um sistema que produz bilhões de objetos decorativos quando centenas de milhares de pessoas sofrem diariamente de fome e outras centenas de milhares não têm uma moradia? O que você acha sobre o fato de que entre você e as tecnologias atualmente possíveis há uma lacuna enorme? Aliás, você sabe como funciona uma geladeira? Como funciona um celular? Você sabe enumerar cinco órgãos internos do seu corpo? Você sabe como eles funcionam? O que você realmente sabe? Ou você é apenas um consumidor? Você nunca se perguntou porque você junta tantos objetos, mesmo que estes objetos tornem-se obsoletos no próximo ano ou no próximo mês? Do que se trata toda esta corrida? Você não está cansado? Não preocupa você de que a beleza é definida, no sistema monetário, a umas poucas categorias de formas humanas? E se seu filho tiver uma deficiência de nascença? E se ele for gordo ou ter um nariz grande, ou qualquer outra anormalidade para esta normalidade do sistema? Como ele vai lidar com isto se sabemos quão um ser humano é influenciado pelo ambiente? E se você sofrer um acidente? Como você vai lidar com isso? Não o preocupa o fato de que o mundo, as nações, tem exércitos e armas de destruição em massa? Não o preocupa o fato de que as guerras, não só não resolvem nada, mas representam o maior negócio do mundo, e que, por isso, elas nunca vão acabar? Você não se sente confuso com tantos comerciais? Em qual confiar? Qual a sua opinião sobre um sistema que vende sorte? Você não se questiona porque este dinheiro não é usado para ajudar os mais pobres? Você não se pergunta porque tanta gente famosa tem tanto e você não tem nada? Você não acha injusto responsabilizar isto à família em que você nasceu? Você não fica assustado com o fato de que, no sistema monetário, o problema do envelhecimento não recebe atenção? Pense nisso, mesmo que os tratamentos existam, você não irá beneficiar-se deles. Somente os ricos serão beneficiados. Você não se sente ofendido de que algumas pessoas ganham muito dinheiro só porque possuem um bom aspecto, nas normas do sistema monetário? Você não está cansado de ouvir dos outros o que vestir? Você não está cansado das mentiras dos políticos? Eles deveriam organizar melhor a sociedade, se pudessem fazer isto. De outra forma, qual suas finalidades? Não assusta você uma sociedade que aloca orçamentos, limitando as pesquisas científicas? Com tanto desenvolvimento tecnológico disponível, por que as pessoas estão ficando em condições cada vez piores, com cada vez menos conforto? A automação está substituindo quase todos os empregos e, para conseguir comida, você precisa trabalhar para o sistema monetário. Você precisa ter um emprego. O que está se tornando cada vez mais difícil. Atualmente, as impressoras 3D e outras tecnologias, podem criar ouro e diamantes, que são considerados materiais preciosos no sistema monetário. Muitos escondem essas tecnologias. Estarão eles com medo de que ouro e diamantes percam seus valores? E alguém se quer pergunta por que esses materiais são considerados valiosos? Por que você tem um emprego que odeia? O que você acha de uma sociedade que promove a venda de cigarros, esses palitos de câncer? Ou álcool? Por que você precisa de álcool? Você não pode encontrar felicidade sem ele? O que há nessa sociedade que dissemina tantas formas de depressão? Você não se sente triste em ficar na frente da TV observando os outros falando sobre suas vidas? E eles são pagos para fazer isso. Você precisa fazer perguntas como essas.”
Trabalho
“Você já percebeu que maravilha que é ser artista? Um músico, por exemplo, faz seu trabalho, toca sua música no palco e depois todo mundo o aplaude. As pessoas gostam de seu trabalho. Já um bancário, um motorista, um garçom e outros, a história é diferente. Esses aí podem fazer um trabalho bem feito, mas mesmo assim, no fim do expediente, nunca tem uma multidão aplaudindo a pessoa”.
Debate
“Debate é uma forma de arte. Trata-se sobre a vitória de argumentos. Não é sobre a descoberta da verdade. Existem certas regras e procedimentos para o debate que simplesmente não têm nada a ver com o estabelecimento de fatos.”
Leis
Criamos leis com uma esperança ingênua (se não estúpida) de que estamos solucionando alguma coisa. O fato é que elas não passam de remendos em problemas cujas origens são negligenciadas.
Principais barreiras que inibem o comportamento independente dos integrantes do grupo
(1) Risco de desaprovação por parte de outros integrantes do grupo
(2) Falta de alternativas percebidas
(3) Medo de prejudicar as operações do grupo
(4) Falta de comunicação entre os integrantes do grupo
(5) Nenhum senso de responsabilidade pelos resultados do grupo
(6) Uma sensação de impotência
“Todas estas barreiras ao comportamento independente servem para aumentar a conformidade dentro do grupo. Se várias delas estiverem agindo simultaneamente, aumenta ainda mais a probabilidade de conformidade.”
(2) Falta de alternativas percebidas
(3) Medo de prejudicar as operações do grupo
(4) Falta de comunicação entre os integrantes do grupo
(5) Nenhum senso de responsabilidade pelos resultados do grupo
(6) Uma sensação de impotência
“Todas estas barreiras ao comportamento independente servem para aumentar a conformidade dentro do grupo. Se várias delas estiverem agindo simultaneamente, aumenta ainda mais a probabilidade de conformidade.”
Civilização global
“Nós organizamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais - o transporte, comunicações e todas as outras indústrias: agricultura, medicina, educação, entretenimento, proteção do ambiente, e até mesmo o elemento-chave da instituição democrática do voto - dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também organizamos as coisas de um modo que quase ninguém entende ciência e tecnologia. Esta é uma receita para o desastre. Podemos conviver com isso por um tempo, mas cedo ou tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara.”
Carl Sagan
Decisões
A mente política subjetiva é uma consequência inevitável da escassez e estamos totalmente à mercê dessa mentalidade.
Big Data: a nova fronteira da inovação
No dia a dia, a sociedade gera cerca de 15 petabytes de informações sobre as suas operações comerciais e financeiras, bem como sobre clientes e fornecedores. Um volume impressionante de dados também circula nas mídias sociais e nos dispositivos móveis. Outro volume, tão impressionante quanto, é gerado pelo número cada vez maior de sensores e outros equipamentos embutidos no mundo físico, como rodovias, automóveis, aeronaves, máquinas robóticas, entre outros. Um único segundo de vídeo em alta definição gera 2.000 vezes mais bytes que uma página de texto. Capturar, manusear e analisar esse imenso volume de dados é um grande desafio.
Aí é que entra um assunto que começa a despertar atenção: o chamado Big Data. O termo se refere aos bancos de dados de tamanho significativamente maior que os que usualmente conhecemos. Além disso, as tecnologias atuais não se mostram muito adequadas para manuseá-los. É claro que é uma definição bastante subjetiva e móvel, pois um certo tamanho considerado grande pode se tornar pequeno em poucos anos. Hoje, os nossos discos backup em casa trabalham com o volume em terabyte. Os grandes bancos de dados já estão na escala dos petabytes.
Tratar analiticamente esses dados pode gerar grandes benefícios para a sociedade e para as empresas. Recentemente, a McKinsey Global Institute publicou um relatório muito interessante sobre o potencial econômico do uso do Big data, chamado de “Big Data: The Next frontier for innovation, competition and productivity” que pode ser acessado aqui.
O Big Data já se espalha por todos os setores da economia. Um estudo mostrou que em 2009 cada empresa americana com mais de mil funcionários armazenava, em média, mais do que 200 terabytes de dados. E, em alguns setores, o volume médio chegava a um petabyte.
O uso de Big Data já começa a se mostrar como um fator diferenciador no cenário de negócios. Alguns casos citados no relatório da McKinsey mostram que algumas empresas conseguiram substanciais vantagens competitivas explorando de forma analítica e em tempo hábil um imenso volume de dados. O Big Data trabalha duas palavras-chave: uma é volume (são bancos de dados de grandes volumes) e a outra é velocidade (o manuseio e o tratamento analítico têm que ser feito muito rapidamente. Em alguns casos, até mesmo em tempo real). Isso se dá pela abrangência de dados que podem ser manuseados. Um Data Warehouse tradicional acumula dados obtidos dos sistemas transacionais como os ERP. Esses sistemas registram as operações efetuadas pelas empresas, como uma venda, por exemplo. Mas eles não registram informações sobre transações que não ocorreram, ainda que de algum modo estejam refletidas nas discussões sobre a empresa e seus produtos nas mídias sociais. A empresa também pode registrar diversas informações com a digitalização das conversas mantidas pelos clientes com os call centers e pelas imagens do movimento nas lojas registradas em vídeo. Essas informações, geralmente não estruturadas, já estão disponíveis, e o que o conceito de Big Data faz é integrá-las de forma a gerar um volume mais abrangente de informações, que permita à empresa tomar decisões cada vez mais baseadas em fatos e não apenas em amostragens e intuição.
Claro que ainda existem grandes desafios pela frente. Um deles é a tecnologia para manusear rapidamente esse imenso volume de dados. Existem algumas tecnologias orientadas a tratar volumes muito grandes, como Hadoop e os sistemas de bancos de dados específicos, como o Cassandra - sistema Open Source utilizado hoje pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Reddit, que precisam tratar com muita velocidade imensos volumes de dados de forma distribuída. Seu maior ambiente operacional lida mais de 100 terabytes em um cluster de 150 servidores. Outra tecnologia interessante é um appliance voltado a tratar grandes bases de dados, como a Netezza, recentemente adquirida pela IBM.
Outra tecnologia que tem muito espaço para crescer no área de Big Data é denominada stream computing. A IBM recentemente anunciou o InfoSphere Streams, baseado em um projeto de pesquisas da IBM Research, chamado de System S. O paper do então System S pode ser visto neste link (pdf).
A ideia de stream computing traz um novo paradigma, além de ser fantástica. No modelo de data mining tradicional, uma empresa filtra dados dos seus vários sistemas e, após criar um data warehouse, dispara “queries”. Na prática, faz-se garimpagem em cima de dados estáticos, que não refletem o momento, mas sim o contexto de horas, dias ou mesmo semanas atrás. Com o stream computing, essa garimpagem é efetuada em tempo real. Em vez de disparar queries em cima de uma base de dados estática, coloca-se uma corrente contínua de dados (streaming data) atravessando um conjunto de queries. Podemos pensar em inúmeras aplicações, sejam elas em finanças, saúde e até mesmo manufatura. Vamos ver este último exemplo: um projeto em desenvolvimento com uma empresa de fabricação de semicondutores monitora em tempo real o processo de detecção e classificação de falhas. Com o stream computing, as falhas nos chips sendo fabricados são detectadas em minutos, e não horas, ou mesmo semanas. Os wafers defeituosos podem ser reprocessados e, mais importante ainda, pode-se fazer ajustes em tempo real nos próprios processos de fabricação.
Do ponto de vista arquitetural, o stream processing é uma evolução do paradigma inventado na IBM pelo System R nos anos 70 e 80, no qual o R indicava "relacional", ou bancos de dados relacionais, em que o objetivo era coletar os dados num banco e usar queries para processá-los mais tarde.
A principal mudança conceitual proposta pelo InfoSphere Streams está na ideia de se processar os dados à medida que ele são gerados. Um exemplo são as transações de cartões de crédito criadas nos pontos de venda com o intuito de, por exemplo, bloquear transações classificadas como fraudulentas em tempo real.
Naturalmente, a quantidade crescente de dados disponíveis em tempo real (streams de dados) vem aumentando rapidamente. No mercado financeiro transacionado pelas bolsas de valores, já atingimos a marca de mais de um milhão de transações por segundo. Portanto, o modelo de construção de aplicações para processamento de dados dessa natureza também tem que evoluir de modo que se possa acomodar tanto a quantidade, quanto a natureza desses dados, assim como a distribuição da carga de trabalho associada aos sofisticados algoritmos necessários para a análise e classificação desses dados.
Está claro que novas oportunidades de negócios são possíveis, devido à capacidade de processamento das informações em tempo real de dados disponíveis de sensores de localização, como etiquetas de rádio-frequência (RFID), de GPS disponível em telefones celulares, de sensores em carros, entre outros. Enfim, o potencial é quase inesgotável.
Além das tecnologias de tratamento analítico de dados, são necessárias evoluções significativas na maneira de se visualizar os dados. É um campo que tem demandado muita pesquisa. Existem resultados interessantes como “tag cloud”, clustergramas (pdf), History Flow e Spatial Information Flow, e um belo exemplo pode se encontrado aqui.
Mas temos outros desafios além da tecnologia: a escassez de profissionais qualificados para tratar analiticamente as informações geradas por essas imensas bases de dados. Um artigo interessante, que foi publicado recentemente pelo Wall Street Journal - edição brasileira - aponta esse problema. O artigo “MBAs agora preparam mineiros de dados” pode ser acessado por este link.
O artigo diz que diante do fluxo crescente de dados da internet e outras fontes eletrônicas, muitas empresas começaram a procurar gerentes que saibam interpretar os números usando uma prática em expansão: a análise de dados, também conhecida como inteligência empresarial. Mas encontrar profissionais qualificados tem se mostrado difícil. Em razão disso, nos próximos meses várias faculdades americanas, como a Faculdade de Pós-Graduação em Administração da Universidade Fordham e a Faculdade de Administração Kelley, da Universidade de Indiana, oferecerão disciplinas eletivas e cursos de extensão e mestrados em análise de dados; outros cursos e programas do tipo foram lançados no ano passado.
A IBM, que desde 2005 já investiu mais de US$ 14 bilhões para comprar empresas de análise de dados, como a Coremetrics e a Netezza Corp., criou uma parceria com mais de 200 faculdades americanas, incluindo a Fordham, para oferecer treinamento e cursos nesse segmento. A análise de dados já foi considerada tarefa de especialistas em matemática, ciência e tecnologia da informação (TI), mas diante da enxurrada de dados da internet e de outras fontes, as empresas demandam agora profissionais capazes tanto de analisar informações, como também de ajudar as empresas a resolver problemas e criar estratégias. É uma boa oportunidade profissional.
Aí é que entra um assunto que começa a despertar atenção: o chamado Big Data. O termo se refere aos bancos de dados de tamanho significativamente maior que os que usualmente conhecemos. Além disso, as tecnologias atuais não se mostram muito adequadas para manuseá-los. É claro que é uma definição bastante subjetiva e móvel, pois um certo tamanho considerado grande pode se tornar pequeno em poucos anos. Hoje, os nossos discos backup em casa trabalham com o volume em terabyte. Os grandes bancos de dados já estão na escala dos petabytes.
Tratar analiticamente esses dados pode gerar grandes benefícios para a sociedade e para as empresas. Recentemente, a McKinsey Global Institute publicou um relatório muito interessante sobre o potencial econômico do uso do Big data, chamado de “Big Data: The Next frontier for innovation, competition and productivity” que pode ser acessado aqui.
O Big Data já se espalha por todos os setores da economia. Um estudo mostrou que em 2009 cada empresa americana com mais de mil funcionários armazenava, em média, mais do que 200 terabytes de dados. E, em alguns setores, o volume médio chegava a um petabyte.
O uso de Big Data já começa a se mostrar como um fator diferenciador no cenário de negócios. Alguns casos citados no relatório da McKinsey mostram que algumas empresas conseguiram substanciais vantagens competitivas explorando de forma analítica e em tempo hábil um imenso volume de dados. O Big Data trabalha duas palavras-chave: uma é volume (são bancos de dados de grandes volumes) e a outra é velocidade (o manuseio e o tratamento analítico têm que ser feito muito rapidamente. Em alguns casos, até mesmo em tempo real). Isso se dá pela abrangência de dados que podem ser manuseados. Um Data Warehouse tradicional acumula dados obtidos dos sistemas transacionais como os ERP. Esses sistemas registram as operações efetuadas pelas empresas, como uma venda, por exemplo. Mas eles não registram informações sobre transações que não ocorreram, ainda que de algum modo estejam refletidas nas discussões sobre a empresa e seus produtos nas mídias sociais. A empresa também pode registrar diversas informações com a digitalização das conversas mantidas pelos clientes com os call centers e pelas imagens do movimento nas lojas registradas em vídeo. Essas informações, geralmente não estruturadas, já estão disponíveis, e o que o conceito de Big Data faz é integrá-las de forma a gerar um volume mais abrangente de informações, que permita à empresa tomar decisões cada vez mais baseadas em fatos e não apenas em amostragens e intuição.
Claro que ainda existem grandes desafios pela frente. Um deles é a tecnologia para manusear rapidamente esse imenso volume de dados. Existem algumas tecnologias orientadas a tratar volumes muito grandes, como Hadoop e os sistemas de bancos de dados específicos, como o Cassandra - sistema Open Source utilizado hoje pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Reddit, que precisam tratar com muita velocidade imensos volumes de dados de forma distribuída. Seu maior ambiente operacional lida mais de 100 terabytes em um cluster de 150 servidores. Outra tecnologia interessante é um appliance voltado a tratar grandes bases de dados, como a Netezza, recentemente adquirida pela IBM.
Outra tecnologia que tem muito espaço para crescer no área de Big Data é denominada stream computing. A IBM recentemente anunciou o InfoSphere Streams, baseado em um projeto de pesquisas da IBM Research, chamado de System S. O paper do então System S pode ser visto neste link (pdf).
A ideia de stream computing traz um novo paradigma, além de ser fantástica. No modelo de data mining tradicional, uma empresa filtra dados dos seus vários sistemas e, após criar um data warehouse, dispara “queries”. Na prática, faz-se garimpagem em cima de dados estáticos, que não refletem o momento, mas sim o contexto de horas, dias ou mesmo semanas atrás. Com o stream computing, essa garimpagem é efetuada em tempo real. Em vez de disparar queries em cima de uma base de dados estática, coloca-se uma corrente contínua de dados (streaming data) atravessando um conjunto de queries. Podemos pensar em inúmeras aplicações, sejam elas em finanças, saúde e até mesmo manufatura. Vamos ver este último exemplo: um projeto em desenvolvimento com uma empresa de fabricação de semicondutores monitora em tempo real o processo de detecção e classificação de falhas. Com o stream computing, as falhas nos chips sendo fabricados são detectadas em minutos, e não horas, ou mesmo semanas. Os wafers defeituosos podem ser reprocessados e, mais importante ainda, pode-se fazer ajustes em tempo real nos próprios processos de fabricação.
Do ponto de vista arquitetural, o stream processing é uma evolução do paradigma inventado na IBM pelo System R nos anos 70 e 80, no qual o R indicava "relacional", ou bancos de dados relacionais, em que o objetivo era coletar os dados num banco e usar queries para processá-los mais tarde.
A principal mudança conceitual proposta pelo InfoSphere Streams está na ideia de se processar os dados à medida que ele são gerados. Um exemplo são as transações de cartões de crédito criadas nos pontos de venda com o intuito de, por exemplo, bloquear transações classificadas como fraudulentas em tempo real.
Naturalmente, a quantidade crescente de dados disponíveis em tempo real (streams de dados) vem aumentando rapidamente. No mercado financeiro transacionado pelas bolsas de valores, já atingimos a marca de mais de um milhão de transações por segundo. Portanto, o modelo de construção de aplicações para processamento de dados dessa natureza também tem que evoluir de modo que se possa acomodar tanto a quantidade, quanto a natureza desses dados, assim como a distribuição da carga de trabalho associada aos sofisticados algoritmos necessários para a análise e classificação desses dados.
Está claro que novas oportunidades de negócios são possíveis, devido à capacidade de processamento das informações em tempo real de dados disponíveis de sensores de localização, como etiquetas de rádio-frequência (RFID), de GPS disponível em telefones celulares, de sensores em carros, entre outros. Enfim, o potencial é quase inesgotável.
Além das tecnologias de tratamento analítico de dados, são necessárias evoluções significativas na maneira de se visualizar os dados. É um campo que tem demandado muita pesquisa. Existem resultados interessantes como “tag cloud”, clustergramas (pdf), History Flow e Spatial Information Flow, e um belo exemplo pode se encontrado aqui.
Mas temos outros desafios além da tecnologia: a escassez de profissionais qualificados para tratar analiticamente as informações geradas por essas imensas bases de dados. Um artigo interessante, que foi publicado recentemente pelo Wall Street Journal - edição brasileira - aponta esse problema. O artigo “MBAs agora preparam mineiros de dados” pode ser acessado por este link.
O artigo diz que diante do fluxo crescente de dados da internet e outras fontes eletrônicas, muitas empresas começaram a procurar gerentes que saibam interpretar os números usando uma prática em expansão: a análise de dados, também conhecida como inteligência empresarial. Mas encontrar profissionais qualificados tem se mostrado difícil. Em razão disso, nos próximos meses várias faculdades americanas, como a Faculdade de Pós-Graduação em Administração da Universidade Fordham e a Faculdade de Administração Kelley, da Universidade de Indiana, oferecerão disciplinas eletivas e cursos de extensão e mestrados em análise de dados; outros cursos e programas do tipo foram lançados no ano passado.
A IBM, que desde 2005 já investiu mais de US$ 14 bilhões para comprar empresas de análise de dados, como a Coremetrics e a Netezza Corp., criou uma parceria com mais de 200 faculdades americanas, incluindo a Fordham, para oferecer treinamento e cursos nesse segmento. A análise de dados já foi considerada tarefa de especialistas em matemática, ciência e tecnologia da informação (TI), mas diante da enxurrada de dados da internet e de outras fontes, as empresas demandam agora profissionais capazes tanto de analisar informações, como também de ajudar as empresas a resolver problemas e criar estratégias. É uma boa oportunidade profissional.
Estratégia do Oceano Azul
“As empresas tentam superar suas rivais para abocanhar maior fatia da demanda existente. À medida que o espaço de mercado fica cada vez mais apinhado, as perspectivas de lucro e de crescimento ficam cada vez menores. Os produtos se transformam em commodities e a „briga de foice‟ ensangüenta as águas, dando origem aos oceanos vermelhos. Os oceanos azuis, em contraste, se caracterizam por espaços de mercado inexplorados, pela criação de demanda e pelo crescimento altamente lucrativo. Embora alguns oceanos azuis sejam desbravados bem além das atuais fronteiras setoriais, a maioria se desenvolve dentro dos oceanos vermelhos, mediante a expansão das fronteiras setoriais vigentes, como fez o Cirque du Suleil. Nos oceanos azuis a competição é irrelevante, pois as regras do jogo ainda não estão definidas.”
Monetarismo
“Em um sistema monetário, o principal objetivo é o lucro: manter a vantagem competitiva e a continuidade dos negócios é tudo o que importa. Os problemas sociais e de saúde que surgem do desemprego em massa das pessoas que se tornaram obsoletas pela automação são considerados irrelevantes, se até mesmo forem considerados. Qualquer necessidade social que possa ser satisfeita é secundária perante a aquisição de lucro para o negócio. Se a lucratividade for insuficiente, o serviço será fechado. Tudo está subordinado ao aumento da margem de lucro para os acionistas. Não é do interesse de uma economia monetária se comprometer com a produção de bens e serviços para melhorar a vida das pessoas [...] Todos os sistemas econômicos do mundo - o socialismo, o comunismo, e até mesmo o nosso capitalismo de livre iniciativa - perpetuam estratificação social, elitismo, o nacionalismo e o racismo, baseados principalmente na disparidade econômica. Enquanto um sistema social usar o dinheiro ou a troca, povos e nações buscarão vantagens diferenciais através da manutenção de suas economias competitivas ou intervenção militar.”
Jacque Fresco
O dinheiro não possui nenhuma relação com a realidade
“Enquanto livros sobre economia afirmam que pessoas e empresas competem por mercado e recursos, eu afirmo que na realidade eles competem por dinheiro - usando o mercado e recursos para tal. [...] a ganância e a competição não são resultados de um temperamento humano imutável [...] a ambição e o medo da escassez estão de fato sendo continuamente criados e ampliados como resultado direto do tipo de moeda que usamos. Por exemplo, nós podemos produzir mais do que o bastante para alimentar a todos, e definitivamente há trabalho o suficiente para todos no mundo, mas claramente não existe dinheiro suficiente para pagar por tudo isso. A escassez está em nossas moedas nacionais. Na realidade, o papel do banco central é criar e manter a escassez monetária. A conseqüência direta é que temos de lutar uns com os outros para sobrevivermos.”
Bernard Lietaer
Lucro
“Na cultura atual do lucro, nós não produzimos bens baseados nas necessidades humanas. Nós não produzimos casas baseados nas necessidades da população. Não produzimos comida baseados unicamente pela demanda, nem praticamos medicina exclusivamente para curar doenças. A maior motivação da indústria é o lucro.”
Thursday, January 05, 2012
Constituição Federal Brasileira de 1988. Artigo 7º
“São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais: [...] salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;”
Analogia Poética - TZMBR
Há
uma sala fechada com 7 bilhões de humanos. Há uma enorme torneira
vazando água incessantemente. O piso molhado é o sintoma da situação, a
causa é a torneira em si. A solução é fechá-la. Até este momento todos
os humanos estão ocupados em apenas enxugar o chão. Mas como a causa é
ignorada, os sintomas são incessantes.
Com uma mudança de perspectiva, progressivamente algumas pessoas colocam uma de suas mãos na torneira. Enquanto esperam pelos demais fazer o mesmo, continuam agindo nos sintomas, mas cientes da causa. A torneira é muito dura. Apesar do esforço de algumas mãos, ela não cede. Pelo exemplo da nova postura, aqueles que ainda não haviam se dado conta do que faziam passam a imitar o ato. Há cada vez mais mãos na torneira.
A massa crítica é o suficiente para fazer ceder. Progressivamente a água começa a jorrar em menor quantidade. O grande barulho dos mecanismos da torneira até então nunca usados chamam a atenção dos demais. A água em menor quantidade permite um alívio no esforço coletivo. Cada vez mais pessoas colocam suas mãos e todos juntos criam uma força global para fechar a torneira. A cura foi tornada real.
Com uma mudança de perspectiva, progressivamente algumas pessoas colocam uma de suas mãos na torneira. Enquanto esperam pelos demais fazer o mesmo, continuam agindo nos sintomas, mas cientes da causa. A torneira é muito dura. Apesar do esforço de algumas mãos, ela não cede. Pelo exemplo da nova postura, aqueles que ainda não haviam se dado conta do que faziam passam a imitar o ato. Há cada vez mais mãos na torneira.
A massa crítica é o suficiente para fazer ceder. Progressivamente a água começa a jorrar em menor quantidade. O grande barulho dos mecanismos da torneira até então nunca usados chamam a atenção dos demais. A água em menor quantidade permite um alívio no esforço coletivo. Cada vez mais pessoas colocam suas mãos e todos juntos criam uma força global para fechar a torneira. A cura foi tornada real.
Tuesday, December 27, 2011
Monday, December 26, 2011
Thursday, December 22, 2011
Sunday, December 18, 2011
Saturday, December 17, 2011
Insertion Sort
import org.junit.Test;
import org.slf4j.Logger;
import org.slf4j.LoggerFactory;
public class AlgorithmTestCase {
protected Logger logger = LoggerFactory.getLogger(getClass());
@Test
public void insertionSortTest() {
final int[] array = { -9, 9, 8, 7, 6, 5, 4, -8, 3, 2, 1, 0, 8945121 };
int[] order = insertionAscSort(array);
show(order);
final int[] desc = insertionDescSort(array);
show(desc);
}
private final int[] insertionAscSort(int[] array) {
int i, j, elemento;
for (i = 1; i < array.length; i++) {
elemento = array[i];
for (j = i - 1; j >= 0 && array[j] > elemento; j--) {
array[j + 1] = array[j];
array[j] = elemento;
}
}
return array;
}
private final int[] insertionDescSort(int[] array) {
int i, j, elemento;
for (i = 1; i < array.length; i++) {
elemento = array[i];
for (j = i - 1; j >= 0 && array[j] < elemento; j--) {
array[j + 1] = array[j];
array[j] = elemento;
}
}
return array;
}
private final void show(int[] array) {
logger.info("Result");
for (int i = 0; i < array.length; i++) {
logger.info("Array: " + array[i]);
}
}
}
import org.slf4j.Logger;
import org.slf4j.LoggerFactory;
public class AlgorithmTestCase {
protected Logger logger = LoggerFactory.getLogger(getClass());
@Test
public void insertionSortTest() {
final int[] array = { -9, 9, 8, 7, 6, 5, 4, -8, 3, 2, 1, 0, 8945121 };
int[] order = insertionAscSort(array);
show(order);
final int[] desc = insertionDescSort(array);
show(desc);
}
private final int[] insertionAscSort(int[] array) {
int i, j, elemento;
for (i = 1; i < array.length; i++) {
elemento = array[i];
for (j = i - 1; j >= 0 && array[j] > elemento; j--) {
array[j + 1] = array[j];
array[j] = elemento;
}
}
return array;
}
private final int[] insertionDescSort(int[] array) {
int i, j, elemento;
for (i = 1; i < array.length; i++) {
elemento = array[i];
for (j = i - 1; j >= 0 && array[j] < elemento; j--) {
array[j + 1] = array[j];
array[j] = elemento;
}
}
return array;
}
private final void show(int[] array) {
logger.info("Result");
for (int i = 0; i < array.length; i++) {
logger.info("Array: " + array[i]);
}
}
}
Tuesday, December 13, 2011
Sunday, December 11, 2011
Computação Soberana
Neide tem 14 anos.
Depois da escola, antes de ir trabalhar com a irmã, ela passa no telecentro da Vila Tiradentes e vê que 11 pessoas já acessaram os serviços soberanos que ela tinha colocado no ar, no dia anterior.
Ela não tem micro em casa, muito menos internet rápida e nem dinheiro para alugar hospedagem de site. Por isso, ela antes usava um hospedeiro gratuito de sites estáticos chamado GeoCities, que faturava colocando propaganda no site dela.
Ela tem um colega de classe, porém, o Pedro, cujo pai tem micro e internet rápida na lojinha da qual é dono. Juntando o Pedro e mais 4 amigos, que ela conheceu através da rede, ela conseguiu, ao todo, uns 7MHz de processamento e uns 20MB da espaço em HD.
Na verdade, ela conseguiu o dobro disso, mas cedeu a outra metade ao Gladson, ao Maicon e à Carla, outros três pequenos freqüentadores do telecentro. São mais novos que a Neide e ela está ensinando a eles os primeiros passos na informática.
A estória da Neide está só começando.
Antes
=========
Antes de alcançarem Soberania de Computação, as pessoas chegavam a receber centenas de mensagens indesejadas por dia, contendo vírus, correntes, propaganda e outras tranqueiras. Era o famigerado "spam".
Havia, também, na maioria das páginas da Web, animações de propaganda perturbando os internautas, que, naquela época, tinham que se conformar com aquilo.
As pessoas eram obrigadas a fazer cópias freqüentes de todos seus arquivos em mídias removíveis, como disquetes ou CDs. Isso era chamado de "backup". Por excesso de confiança em suas HDs, muitos perderam toda uma vida de fotos digitais, trabalhos, mensagens, contatos e músicas.
Para poder participar da internet, as pessoas tinham que pagar um "provedor" e obter um tal de "endereço IP", arbitrariamente distribuído por um órgão controlador.
Para manterem-se em contato, as pessoas viviam mandando e recebendo eMails pentelhos de "Anotem aí meu novo celular" ou "Anotem aí meu novo endereço de eMail".
EMails, por sinal, eram mensagens que as pessoas mandavam, sem estarem codificadas, por incrível que pareça, através de intermediários chamados de "provedores", ou seja, sem a menor garantia de privacidade. E pagavam por isso.
Muitos ainda deixavam seus eMails particulares hospedados em servidores de "WebMail", correndo o risco de ter sua privacidade invadida pela patota de operadores do sistema ou de ter seus eMails perdidos por eles, de uma hora pra outra.
Quando faziam buscas na internet, em vez de receberem primeiro as páginas mais relevantes para elas, as pessoas recebiam primeiro as páginas que o site de buscas, por exemplo um tal de "Google", considerava ser as mais relevantes.
As pessoas que compartilhavam músicas, filmes e outros arquivos, através de sisteminhas "peer-to-peer", chegavam a esperar dias para baixar um filme e ainda tinham que ficar garimpando numa torrente de arquivos bichados, falsos e incompletos.
Com capacidade de expressão limitada a insípidos "blogs", a maioria das pessoas era mera consumidora de informação produzida por terceiros e enlatada pelos auto-denominados "provedores de conteúdo".
Aqueles que só usavam um determinado sistema de mensagens instantâneas eram incapazes de comunicar-se com aqueles que usavam qualquer outro sistema. "ICQ" e "MSN" eram alguns dos que existiam na época. Muitas pessoas trabalhavam com vários desses sistemas, abertos ao mesmo tempo, para poder conversar com todos seus amigos.
Alguns participavam de redes de relacionamento rudimentares, como o "Orkut" e o "LinkedIn". Eram limitadas, não se comunicavam entre si e, por serem baseadas em sites centralizados, ofereciam os mesmos riscos de confiabilidade e violação de privacidade que os servidores de WebMail.
Se, em vez de usar servidores alheios, alguém quisesse colocar seu próprio servidor na internet, com um nome de "domínio" próprio, era obrigado a pagar, todo ano, mais uma taxa arbitrária. Caso seu nome de domínio já tivesse sido escolhido, esse alguém tinha que se conformar e escolher outro.
Para colocar no ar um site seguro, as pessoas eram obrigadas a comprar "certificados digitais" de alguma dentre meia-dúzia de empresas, como a "Verisign" ou a "Certisign". Todo mundo, através dos cadeadinhos em seus browsers, confiava cegamente nessas empresas, as donas da verdade.
A maioria das pessoas se refugiava na ignorância. Algumas, inseridas naquele contexto deprimente, chegaram a criar para si uma ilusão de liberdade, uma liberdade paleativa chamada "Software Livre".
Usuários de Software Livre ou não, portanto, todos não passavam de súditos. Subjugados por um punhado de "autoridades" da internet, conformavam-se às leis arbitrárias, ditadas por elas.
A Virada
===========
Aí, as pessoas cansaram dessa palhaçada.
Decidiram que seriam livres para compartilhar informação e recursos de hardware com seus amigos, da forma como bem entendessem.
Essa liberdade ficou conhecida como soberania de computação.
Depois
==========
Além de simplesmente eliminar todas as mazelas acima, a computação soberana abriu, ainda, uma série de possibilidades com as quais as pessoas sequer sonhavam.
Organizações, famílias e grupos de afinidade em geral abandonaram as patéticas "listas de discussão" baseadas em eMail e passaram a compartilhar bases de informação extremamente ricas, intricadas e amigáveis.
Não era mais necessário ficar manualmente atribuindo e revogando direitos de acesso para cada usuário de sistemas restritos. Os administradores de sistemas foram liberados para fazer coisas mais úteis.
Tornou-se trivial trabalhar em conjunto com outras pessoas, compartilhando projetos on-line, sem ter que ficar mandando eMails pra lá e pra cá, duplicando versões e mais versões de "documentos" anexos.
As pessoas passaram a usar a internet, não apenas como ferramenta de comunicação com seus contatos, mas também como forma de expressão. Extrapolando os limites dos "blogs", todas as pessoas passaram a ter voz influente, ouvida por suas comunidades na internet, sem depender de provedores ou hospedeiros.
Quando alcançaram soberania de computação, portanto, as pessoas tomaram para si o direito de livre publicação. Completou-se, assim, o ciclo iniciado por Gutenberg, quinhentos anos antes, quando deu às pessoas o livre acesso à informação.
Depois dos devidos ajustes legislativos em seus países, as pessoas passaram a fazer compras e estabelecer crédito usando moedas eletrônicas que elas próprias emitiam. Cada pessoa passou a ser sua própria casa da moeda, recuperando a autonomia do escambo, perdida milhares de anos antes.
Qualquer pessoa passou a ser capaz de, com um único clique de mouse, hospedar qualquer serviço em sua máquina, para ser acessado por ela e por seus amigos; e esses serviços permaneciam no ar, mesmo quando essa pessoa desligava sua máquina.
Como?
==========
O acima é a história que vamos contar para nossos filhos e netos. Então, serão comuns estórias como a da Neide que, por enquanto, é somente um flash do futuro.
Vou mostrar que, retomando algumas liberdades simples, que temos no mundo real mas perdemos no mundo virtual, viver essa nova realidade é apenas uma questão de tempo. Por ser uma experiência extremamente gostosa, não é de muito tempo que estamos falando.
"Estamos falando de um novo software? Uma nova tecnologia?"
Sim, mas não só isso. É muito mais simples e muito mais abrangente que isso. É de uma nova atitude que estamos falando. É o querer "Ser livre para compartilhar informação e recursos de hardware com os amigos.".
Quando alcançarmos essa liberdade, teremos alcançado soberania de computação.
>>Liberdade para Compartilhar Informação e Recursos de Hardware com os Amigos<<
"Tá, e daí? Como vamos alcançar essa liberdade?"
Aos poucos.
Primeira Liberdade: Nome Próprio
------------------------------------
Você deve ser livre para escolher para si um nome, qualquer nome.
Não precisa ser um nome esquisito do tipo "jose sem acento underscore da underscore silva arroba iarrú ponto com ponto bê erre". Pode ser "José da Silva", com direito a acento, espaços, letras maiúsculas e tudo.
E não precisa ser um nome novo, exclusivo, inédito. Se você mudasse seu nome, só porque algum imbecil dissesse que já existe um José da Silva cadastrado no sistema dele, você não seria soberano. Você seria um merda.
E também não precisa ser um nome definitivo. Sendo soberano, você pode mudar quantas vezes quiser, claro.
Eu, por exemplo, atualmente me chamo "Klaus Wuestefeld".
Segunda Liberdade: Apelidos
-------------------------------
Você deve ser livre para chamar seus amigos do que bem entender.
Se você tiver um dentista chamado "Fernando dos Santos" e um primo também com o mesmo nome, você pode dar a um o apelido de "Dentista", por exemplo, e ao outro o apelido de "Nando".
Perceba que, para você, o Nando agora se chama "Nando" e não "fernando dos santos tudo junto arroba rótimeiou ponto com".
A secretária do seu dentista, para você, passa a ser simplesmente "Dentista -> Secretária", e não mais "ana ponto claudia 2004 arroba terra ponto com ponto bê erre".
Dessa forma, conseguimos libertar-nos da ilusão de que precisa haver um único esquema absoluto de endereçamento.
Quando caímos nessa falácia, estamos, na verdade, adotando e nos subordinando a um esquema que alguém inventou e, com isso, abdicando de nossa soberania. Os endereços IP como "200.181.15.26" e nomes de domínio como "prevayler.org" são exemplos disso.
Você sabe quem manda na distribuição desses endereços? Se não sabe, talvez de forma sutil, mas está deixando alguém que nem conhece ter domínio sobre você.
O mesmo se aplica a um país inteiro que, vergonhosamente, se subordina a um esquema gringo desses.
"É proibido, então, usar endereços IP ou nomes de domínio?"
Claro que não. Sendo soberanos, podemos usar o que quisermos.
Se, além de "Mãe -> Site", você quiser continuar chamando o site da sua mãe também de "agá tê tê pê dois pontos barra barra dáblio dáblio dáblio ponto provedor ponto com ponto bê erre barra til fulanadetal", tudo bem.
Você só deixará de ser soberano, se for incapaz de usar o seu próprio esquema de endereçamento, quando bem entender.
Para ser soberano, portanto, você vai usar um esquema RELATIVO de endereçamento, tendo a si próprio como ponto de origem. "Você -> Dentista -> Secretária", é um exemplo de caminho RELATIVO, partindo de você. "A cunhada do meu tio" é outro exemplo.
[Eu usei setinhas (->) para indicar o caminho, mas você pode usar o que quiser, claro. Se não pudesse, não seria soberano.]
Einstein mostrou que, até no mundo físico, absolutismo e objetividade são meras ilusões. Estamos simplesmente nos dando conta de que o mesmo se aplica ao mundo virtual.
Terceira Liberdade: Confiança
---------------------------------
Voce deve ser livre para confiar em quem você quiser.
Qualquer um consegue ser soberano sozinho, isolado numa ilha, mas isso não tem a menor graça. A coisa começa a pegar e, ao mesmo tempo, começa a ficar interessante, quando você interage com outras pessoas.
O que determina a intensidade de suas interações com outras pessoas é o grau da confiança que você tem em cada uma delas.
Qual é o endereço do site do seu banco?
Esse endereço vai apontar para o que seu provedor de internet quiser. Seu provedor de internet pode te enganar, fazendo-se passar por qualquer site não seguro da internet.
Em conchavo com alguma da empresas "donas da verdade" como a Verisign ou a Certisign, qualquer provedor de internet do mundo poderia fazer-se passar por qualquer site, de qualquer organização, incluindo sites seguros (com cadeadinho), como o site do seu banco.
Tá, mas por que os provedores de internet não fazem isso? Por que a Verisign não faz isso? Por que devo confiar neles?
"Ora, porque a maioria das pessoas confia."
A maioria do povo alemão confiou em Hitler e o resto da história já conhecemos. E o povo alemão ainda conhecia o sujeito. Dos internautas que sabem o que significa o tal "cadeadinho", apenas uma fração sequer ouviu falar em Verisign, Certisign e curriola.
Para ser soberano, portanto, você pode simplesmente parar de confiar em quem não conhece. Você pode simplesmente mandar seu provedor de internet e as "donas da verdade" catar coquinho.
Agora, se você confia no seu irmão e ele disser que confia no cunhado dele, sua tendência, por causa da indicação, é passar a confiar um pouco no tal cunhado, não é?
Podemos representar confiabilidade como uma porcentagem, onde 0% seria confiabilidade nenhuma e 100% seria confiabilidade total.
Se você disser que confia 70% em seu irmão e ele disser que confia 50% no cunhado dele, por exemplo, você pode considerar uma confiabilidade de 35% (70% x 50%) para o cunhado do seu irmão.
Perceba que, dessa forma, a confiança que você tem em alguém vai sempre diminuindo à medida que as relações vão se distanciando, exatamente como na vida real.
E, também como na vida real, você pode confiar mais ou menos em determinada pessoa, dependendo do assunto. Você pode confiar 70% no seu irmão, quando o assunto é futebol. No quesito "Música", por outro lado, a confiabilidade do seu irmão, para você, pode ser só de 1%, devido ao deplorável gosto musical dele.
"Quais são os quesitos que posso usar?"
Você não está entendendo. Sendo soberano, você é livre para usar os quesitos que quiser e, se não quiser quesito nenhum, tudo bem também.
"Para que serve saber que o cunhado do meu irmão tem uma confiabilidade de 35% e que o tio da namorada do vizinho do papagaio do dentista do meu avô tem, para mim, confiabilidade de 0,06%?"
Vamos usar isso para assegurar nossa quarta liberdade.
Quarta Liberdade: Privacidade
---------------------------------
A privacidade tem dois aspectos:
Você deve ser livre para ver somente aquilo que quer ver e;
Você deve ser livre para manter informações ocultadas de pessoas em quem você não confia.
Esse segundo aspecto do sigilo é óbvio. Seguem, então, alguns exemplos do primeiro aspecto.
Sempre que fizer uma busca por uma página, música, filme ou qualquer recurso que seja, você pode ordenar os resultados por ordem de confiabilidade, deixando as tranqueiras lá pro final.
Sendo soberano, você pode decidir que quer ser interrompido por mensagens urgentes de quem tiver mais de 60% de confiabilidade, mas que todas as mensagens de remetentes com menos de 1% de confiabilidade vão direto pro lixo.
Sendo soberano, você pode dizer adeus aos spammers.
Quinta Liberdade - Expressão
--------------------------------
Você deve ser livre para se expressar.
Depender de um hospedeiro de sites ou de blogs não é ser livre. Estar limitado a esse tipo ridículo de veículo também está longe de ser livre.
Além disso, deve ser extremamente fácil para seus amigos, para as pessoas que confiam em você, ouvir sua voz, saber da sua opinião a respeito dos assuntos que lhes interessam.
Gosto musical é um exemplo bem prosaico disso.
Quais são as dez melhores músicas de todos os tempos?
Quais são as dez piores músicas?
Quais são as dez melhores músicas de fossa?
Quais são as dez músicas que mais teimam em sair da cabeça?
Quais são as dez melhores músicas para se cantar no chuveiro?
Tenho certeza que você estaria interessado na opinião de seus amigos, assim como muitos estariam interessados na sua opinião, neste tipo de assunto.
Imagine que você dê notas para aquelas que são, na sua opinião, as dez melhores músicas para se ouvir transando.
Enquanto a média das suas notas é oito, você percebe que as notas de uma amiga sua, muito mais exigente que você, é quatro. Para efeito de comparação, você resolve multiplicar por dois as notas dela, para que fiquem na mesma escala que as suas.
Você percebe, ainda, que outro amigo seu mantém duas listas: as dez melhores para se ouvir transando em casa e as dez melhores para se ouvir transando no carro. Isso é frescura demais pra você, então você simplesmente junta as duas listas numa só e pega as dez primeiras músicas.
Você, agora, pode publicar uma síntese das suas melhores músicas junto com as de seus amigos, na mesma classificação e na mesma escala.
Perceba que SÍNTESE, portanto, também é uma forma de expressão.
Ela é justamente a força que equilibra o caos criado por milhões de partes soberanas, publicando uma infinidade de informações da forma como bem entendem. Você tem acesso a essas informações não diretamente, se não quiser, mas através de sínteses; e sínteses feitas pelas pessoas nas quais você mais confia para cada assunto.
Sexta Liberdade - Hardware
------------------------------
Você deve ser livre para compartilhar seus recursos de hardware como bem entender.
Pela primeira vez na vida, a capacidade da minha HD superou minha capacidade de instalar programas e armazenar arquivos lá dentro. Pela primeira vez, tenho espaço sobrando, e são algumas dezenas de Gigas.
Mesmo assim, sou obrigado a ficar fazendo backup de meus arquivos, incluindo minhas fotos digitais, para não correr o risco de perdê-los. A minha mãe se encontra exatamente na mesma situação.
Depois de procurar por horas, não encontrei solução alguma que me permitisse criar, através da internet, de forma completamente transparente, no espaço vago da minha HD, uma réplica dos arquivos da minha mãe e vice-versa.
Talvez até exista tal solução, mas certamente não é de uso comum.
Para sermos verdadeiramente soberanos, devemos ser capazes de nos associar livremente e compartilhar o espaço de nossas HDs. O mesmo se aplica à nossa memória RAM, nossos processadores e nossos links de internet.
Com isso, podemos dizer adeus aos hospedeiros de internet, tais quais os conhecemos hoje.
Se você, minha mãe e eu formarmos um cluster de 3 máquinas, teremos presenças na internet mais robustas e com maior disponibilidade que 99% dos sites comerciais de hoje, mesmo sem fazer backup.
E não precisa parar por aí. Quantos amigos você tem que possuem máquinas em casa com internet rápida? Federando-se a seus amigos soberanos, você pode estabelecer uma presença praticamente invulnerável na internet.
Mesmo que sua máquina seja desligada, sua presença virtual continuará viva e perfeitamente bem, hospedada nas máquinas das pessoas em quem você confia.
Sétima Liberdade - Software
-------------------------------------------
Você deve ser livre para compartilhar todo software que usa com quem você bem entender.
Para isso, usar Software Livre é indispensável, claro. As quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation são, portanto, consideradas as liberdades 7.0, 7.1, 7.2 e 7.3 da computação soberana.
Mas usar software livre não é o suficiente. O software tem que ser extremamente fácil, trivial de instalar e de usar.
Recentemente, os produtos de Software Livre têm melhorado nisso, mas é um ponto que as principais definições de "Software Livre" ainda deixam de fora.
Quanto mais amigável de instalar e de usar for determinado software, maior o número de pessoas com as quais você será livre para compartilhá-lo.
Conclusão
=============
Mesmo recorrendo a todo o arsenal de Software Livre à minha disposição, sem antes passar meses programando, nem eu, que cresci em meio a computadores, sou capaz de compartilhar informação e recursos de hardware com meus amigos de forma completamente livre.
Isso é ridículo.
Alguns amigos e eu estamos desenvolvendo aplicativos que, além de serem livres, tornam trivial a qualquer pessoa alcançar soberania de computação.
"Por que vocês estão fazendo isso?"
Porque podemos. Somos programadores. É praticamente nosso dever terminar de vez com a palhaçada que é, hoje, usar a internet.
Além disso, um mundo de pessoas independentes e soberanas vai ser muito mais interessante que hordas e hordas de internautas passivos e embotados.
"Mas é necessário ser programador para ajudar?"
Não. De nada adianta um software se ninguém souber dele e se ninguém usá-lo. Para usar o que estamos desenvolvendo, basta querer ser livre, verdadeiramente livre.
Final da Estória
=================
Neide está feliz porque, tirando o site dela do GeoCities, além de poder usar conteúdo dinâmico, ela vai finalmente conseguir sumir com aquela maldita propaganda que aparecia em seu site.
Ela vai poder usar programação de verdade, que começou a aprender no ano passado, e criar seu próprio serviço soberano. Outras pessoas, quem sabe, podem até vir a copiá-lo e instalá-lo em suas próprias máquinas.
Ela sai do telecentro, rumo ao trabalho da irmã, de cabeça erguida, sorrindo. Ela saltita.
Pode ser que ela não seja ninguém no mundo real, mas ela sabe que, pelo menos no mundo virtual, ela tem futuro.
Ela é alguém.
Depois da escola, antes de ir trabalhar com a irmã, ela passa no telecentro da Vila Tiradentes e vê que 11 pessoas já acessaram os serviços soberanos que ela tinha colocado no ar, no dia anterior.
Ela não tem micro em casa, muito menos internet rápida e nem dinheiro para alugar hospedagem de site. Por isso, ela antes usava um hospedeiro gratuito de sites estáticos chamado GeoCities, que faturava colocando propaganda no site dela.
Ela tem um colega de classe, porém, o Pedro, cujo pai tem micro e internet rápida na lojinha da qual é dono. Juntando o Pedro e mais 4 amigos, que ela conheceu através da rede, ela conseguiu, ao todo, uns 7MHz de processamento e uns 20MB da espaço em HD.
Na verdade, ela conseguiu o dobro disso, mas cedeu a outra metade ao Gladson, ao Maicon e à Carla, outros três pequenos freqüentadores do telecentro. São mais novos que a Neide e ela está ensinando a eles os primeiros passos na informática.
A estória da Neide está só começando.
Antes
=========
Antes de alcançarem Soberania de Computação, as pessoas chegavam a receber centenas de mensagens indesejadas por dia, contendo vírus, correntes, propaganda e outras tranqueiras. Era o famigerado "spam".
Havia, também, na maioria das páginas da Web, animações de propaganda perturbando os internautas, que, naquela época, tinham que se conformar com aquilo.
As pessoas eram obrigadas a fazer cópias freqüentes de todos seus arquivos em mídias removíveis, como disquetes ou CDs. Isso era chamado de "backup". Por excesso de confiança em suas HDs, muitos perderam toda uma vida de fotos digitais, trabalhos, mensagens, contatos e músicas.
Para poder participar da internet, as pessoas tinham que pagar um "provedor" e obter um tal de "endereço IP", arbitrariamente distribuído por um órgão controlador.
Para manterem-se em contato, as pessoas viviam mandando e recebendo eMails pentelhos de "Anotem aí meu novo celular" ou "Anotem aí meu novo endereço de eMail".
EMails, por sinal, eram mensagens que as pessoas mandavam, sem estarem codificadas, por incrível que pareça, através de intermediários chamados de "provedores", ou seja, sem a menor garantia de privacidade. E pagavam por isso.
Muitos ainda deixavam seus eMails particulares hospedados em servidores de "WebMail", correndo o risco de ter sua privacidade invadida pela patota de operadores do sistema ou de ter seus eMails perdidos por eles, de uma hora pra outra.
Quando faziam buscas na internet, em vez de receberem primeiro as páginas mais relevantes para elas, as pessoas recebiam primeiro as páginas que o site de buscas, por exemplo um tal de "Google", considerava ser as mais relevantes.
As pessoas que compartilhavam músicas, filmes e outros arquivos, através de sisteminhas "peer-to-peer", chegavam a esperar dias para baixar um filme e ainda tinham que ficar garimpando numa torrente de arquivos bichados, falsos e incompletos.
Com capacidade de expressão limitada a insípidos "blogs", a maioria das pessoas era mera consumidora de informação produzida por terceiros e enlatada pelos auto-denominados "provedores de conteúdo".
Aqueles que só usavam um determinado sistema de mensagens instantâneas eram incapazes de comunicar-se com aqueles que usavam qualquer outro sistema. "ICQ" e "MSN" eram alguns dos que existiam na época. Muitas pessoas trabalhavam com vários desses sistemas, abertos ao mesmo tempo, para poder conversar com todos seus amigos.
Alguns participavam de redes de relacionamento rudimentares, como o "Orkut" e o "LinkedIn". Eram limitadas, não se comunicavam entre si e, por serem baseadas em sites centralizados, ofereciam os mesmos riscos de confiabilidade e violação de privacidade que os servidores de WebMail.
Se, em vez de usar servidores alheios, alguém quisesse colocar seu próprio servidor na internet, com um nome de "domínio" próprio, era obrigado a pagar, todo ano, mais uma taxa arbitrária. Caso seu nome de domínio já tivesse sido escolhido, esse alguém tinha que se conformar e escolher outro.
Para colocar no ar um site seguro, as pessoas eram obrigadas a comprar "certificados digitais" de alguma dentre meia-dúzia de empresas, como a "Verisign" ou a "Certisign". Todo mundo, através dos cadeadinhos em seus browsers, confiava cegamente nessas empresas, as donas da verdade.
A maioria das pessoas se refugiava na ignorância. Algumas, inseridas naquele contexto deprimente, chegaram a criar para si uma ilusão de liberdade, uma liberdade paleativa chamada "Software Livre".
Usuários de Software Livre ou não, portanto, todos não passavam de súditos. Subjugados por um punhado de "autoridades" da internet, conformavam-se às leis arbitrárias, ditadas por elas.
A Virada
===========
Aí, as pessoas cansaram dessa palhaçada.
Decidiram que seriam livres para compartilhar informação e recursos de hardware com seus amigos, da forma como bem entendessem.
Essa liberdade ficou conhecida como soberania de computação.
Depois
==========
Além de simplesmente eliminar todas as mazelas acima, a computação soberana abriu, ainda, uma série de possibilidades com as quais as pessoas sequer sonhavam.
Organizações, famílias e grupos de afinidade em geral abandonaram as patéticas "listas de discussão" baseadas em eMail e passaram a compartilhar bases de informação extremamente ricas, intricadas e amigáveis.
Não era mais necessário ficar manualmente atribuindo e revogando direitos de acesso para cada usuário de sistemas restritos. Os administradores de sistemas foram liberados para fazer coisas mais úteis.
Tornou-se trivial trabalhar em conjunto com outras pessoas, compartilhando projetos on-line, sem ter que ficar mandando eMails pra lá e pra cá, duplicando versões e mais versões de "documentos" anexos.
As pessoas passaram a usar a internet, não apenas como ferramenta de comunicação com seus contatos, mas também como forma de expressão. Extrapolando os limites dos "blogs", todas as pessoas passaram a ter voz influente, ouvida por suas comunidades na internet, sem depender de provedores ou hospedeiros.
Quando alcançaram soberania de computação, portanto, as pessoas tomaram para si o direito de livre publicação. Completou-se, assim, o ciclo iniciado por Gutenberg, quinhentos anos antes, quando deu às pessoas o livre acesso à informação.
Depois dos devidos ajustes legislativos em seus países, as pessoas passaram a fazer compras e estabelecer crédito usando moedas eletrônicas que elas próprias emitiam. Cada pessoa passou a ser sua própria casa da moeda, recuperando a autonomia do escambo, perdida milhares de anos antes.
Qualquer pessoa passou a ser capaz de, com um único clique de mouse, hospedar qualquer serviço em sua máquina, para ser acessado por ela e por seus amigos; e esses serviços permaneciam no ar, mesmo quando essa pessoa desligava sua máquina.
Como?
==========
O acima é a história que vamos contar para nossos filhos e netos. Então, serão comuns estórias como a da Neide que, por enquanto, é somente um flash do futuro.
Vou mostrar que, retomando algumas liberdades simples, que temos no mundo real mas perdemos no mundo virtual, viver essa nova realidade é apenas uma questão de tempo. Por ser uma experiência extremamente gostosa, não é de muito tempo que estamos falando.
"Estamos falando de um novo software? Uma nova tecnologia?"
Sim, mas não só isso. É muito mais simples e muito mais abrangente que isso. É de uma nova atitude que estamos falando. É o querer "Ser livre para compartilhar informação e recursos de hardware com os amigos.".
Quando alcançarmos essa liberdade, teremos alcançado soberania de computação.
>>Liberdade para Compartilhar Informação e Recursos de Hardware com os Amigos<<
"Tá, e daí? Como vamos alcançar essa liberdade?"
Aos poucos.
Primeira Liberdade: Nome Próprio
------------------------------------
Você deve ser livre para escolher para si um nome, qualquer nome.
Não precisa ser um nome esquisito do tipo "jose sem acento underscore da underscore silva arroba iarrú ponto com ponto bê erre". Pode ser "José da Silva", com direito a acento, espaços, letras maiúsculas e tudo.
E não precisa ser um nome novo, exclusivo, inédito. Se você mudasse seu nome, só porque algum imbecil dissesse que já existe um José da Silva cadastrado no sistema dele, você não seria soberano. Você seria um merda.
E também não precisa ser um nome definitivo. Sendo soberano, você pode mudar quantas vezes quiser, claro.
Eu, por exemplo, atualmente me chamo "Klaus Wuestefeld".
Segunda Liberdade: Apelidos
-------------------------------
Você deve ser livre para chamar seus amigos do que bem entender.
Se você tiver um dentista chamado "Fernando dos Santos" e um primo também com o mesmo nome, você pode dar a um o apelido de "Dentista", por exemplo, e ao outro o apelido de "Nando".
Perceba que, para você, o Nando agora se chama "Nando" e não "fernando dos santos tudo junto arroba rótimeiou ponto com".
A secretária do seu dentista, para você, passa a ser simplesmente "Dentista -> Secretária", e não mais "ana ponto claudia 2004 arroba terra ponto com ponto bê erre".
Dessa forma, conseguimos libertar-nos da ilusão de que precisa haver um único esquema absoluto de endereçamento.
Quando caímos nessa falácia, estamos, na verdade, adotando e nos subordinando a um esquema que alguém inventou e, com isso, abdicando de nossa soberania. Os endereços IP como "200.181.15.26" e nomes de domínio como "prevayler.org" são exemplos disso.
Você sabe quem manda na distribuição desses endereços? Se não sabe, talvez de forma sutil, mas está deixando alguém que nem conhece ter domínio sobre você.
O mesmo se aplica a um país inteiro que, vergonhosamente, se subordina a um esquema gringo desses.
"É proibido, então, usar endereços IP ou nomes de domínio?"
Claro que não. Sendo soberanos, podemos usar o que quisermos.
Se, além de "Mãe -> Site", você quiser continuar chamando o site da sua mãe também de "agá tê tê pê dois pontos barra barra dáblio dáblio dáblio ponto provedor ponto com ponto bê erre barra til fulanadetal", tudo bem.
Você só deixará de ser soberano, se for incapaz de usar o seu próprio esquema de endereçamento, quando bem entender.
Para ser soberano, portanto, você vai usar um esquema RELATIVO de endereçamento, tendo a si próprio como ponto de origem. "Você -> Dentista -> Secretária", é um exemplo de caminho RELATIVO, partindo de você. "A cunhada do meu tio" é outro exemplo.
[Eu usei setinhas (->) para indicar o caminho, mas você pode usar o que quiser, claro. Se não pudesse, não seria soberano.]
Einstein mostrou que, até no mundo físico, absolutismo e objetividade são meras ilusões. Estamos simplesmente nos dando conta de que o mesmo se aplica ao mundo virtual.
Terceira Liberdade: Confiança
---------------------------------
Voce deve ser livre para confiar em quem você quiser.
Qualquer um consegue ser soberano sozinho, isolado numa ilha, mas isso não tem a menor graça. A coisa começa a pegar e, ao mesmo tempo, começa a ficar interessante, quando você interage com outras pessoas.
O que determina a intensidade de suas interações com outras pessoas é o grau da confiança que você tem em cada uma delas.
Qual é o endereço do site do seu banco?
Esse endereço vai apontar para o que seu provedor de internet quiser. Seu provedor de internet pode te enganar, fazendo-se passar por qualquer site não seguro da internet.
Em conchavo com alguma da empresas "donas da verdade" como a Verisign ou a Certisign, qualquer provedor de internet do mundo poderia fazer-se passar por qualquer site, de qualquer organização, incluindo sites seguros (com cadeadinho), como o site do seu banco.
Tá, mas por que os provedores de internet não fazem isso? Por que a Verisign não faz isso? Por que devo confiar neles?
"Ora, porque a maioria das pessoas confia."
A maioria do povo alemão confiou em Hitler e o resto da história já conhecemos. E o povo alemão ainda conhecia o sujeito. Dos internautas que sabem o que significa o tal "cadeadinho", apenas uma fração sequer ouviu falar em Verisign, Certisign e curriola.
Para ser soberano, portanto, você pode simplesmente parar de confiar em quem não conhece. Você pode simplesmente mandar seu provedor de internet e as "donas da verdade" catar coquinho.
Agora, se você confia no seu irmão e ele disser que confia no cunhado dele, sua tendência, por causa da indicação, é passar a confiar um pouco no tal cunhado, não é?
Podemos representar confiabilidade como uma porcentagem, onde 0% seria confiabilidade nenhuma e 100% seria confiabilidade total.
Se você disser que confia 70% em seu irmão e ele disser que confia 50% no cunhado dele, por exemplo, você pode considerar uma confiabilidade de 35% (70% x 50%) para o cunhado do seu irmão.
Perceba que, dessa forma, a confiança que você tem em alguém vai sempre diminuindo à medida que as relações vão se distanciando, exatamente como na vida real.
E, também como na vida real, você pode confiar mais ou menos em determinada pessoa, dependendo do assunto. Você pode confiar 70% no seu irmão, quando o assunto é futebol. No quesito "Música", por outro lado, a confiabilidade do seu irmão, para você, pode ser só de 1%, devido ao deplorável gosto musical dele.
"Quais são os quesitos que posso usar?"
Você não está entendendo. Sendo soberano, você é livre para usar os quesitos que quiser e, se não quiser quesito nenhum, tudo bem também.
"Para que serve saber que o cunhado do meu irmão tem uma confiabilidade de 35% e que o tio da namorada do vizinho do papagaio do dentista do meu avô tem, para mim, confiabilidade de 0,06%?"
Vamos usar isso para assegurar nossa quarta liberdade.
Quarta Liberdade: Privacidade
---------------------------------
A privacidade tem dois aspectos:
Você deve ser livre para ver somente aquilo que quer ver e;
Você deve ser livre para manter informações ocultadas de pessoas em quem você não confia.
Esse segundo aspecto do sigilo é óbvio. Seguem, então, alguns exemplos do primeiro aspecto.
Sempre que fizer uma busca por uma página, música, filme ou qualquer recurso que seja, você pode ordenar os resultados por ordem de confiabilidade, deixando as tranqueiras lá pro final.
Sendo soberano, você pode decidir que quer ser interrompido por mensagens urgentes de quem tiver mais de 60% de confiabilidade, mas que todas as mensagens de remetentes com menos de 1% de confiabilidade vão direto pro lixo.
Sendo soberano, você pode dizer adeus aos spammers.
Quinta Liberdade - Expressão
--------------------------------
Você deve ser livre para se expressar.
Depender de um hospedeiro de sites ou de blogs não é ser livre. Estar limitado a esse tipo ridículo de veículo também está longe de ser livre.
Além disso, deve ser extremamente fácil para seus amigos, para as pessoas que confiam em você, ouvir sua voz, saber da sua opinião a respeito dos assuntos que lhes interessam.
Gosto musical é um exemplo bem prosaico disso.
Quais são as dez melhores músicas de todos os tempos?
Quais são as dez piores músicas?
Quais são as dez melhores músicas de fossa?
Quais são as dez músicas que mais teimam em sair da cabeça?
Quais são as dez melhores músicas para se cantar no chuveiro?
Tenho certeza que você estaria interessado na opinião de seus amigos, assim como muitos estariam interessados na sua opinião, neste tipo de assunto.
Imagine que você dê notas para aquelas que são, na sua opinião, as dez melhores músicas para se ouvir transando.
Enquanto a média das suas notas é oito, você percebe que as notas de uma amiga sua, muito mais exigente que você, é quatro. Para efeito de comparação, você resolve multiplicar por dois as notas dela, para que fiquem na mesma escala que as suas.
Você percebe, ainda, que outro amigo seu mantém duas listas: as dez melhores para se ouvir transando em casa e as dez melhores para se ouvir transando no carro. Isso é frescura demais pra você, então você simplesmente junta as duas listas numa só e pega as dez primeiras músicas.
Você, agora, pode publicar uma síntese das suas melhores músicas junto com as de seus amigos, na mesma classificação e na mesma escala.
Perceba que SÍNTESE, portanto, também é uma forma de expressão.
Ela é justamente a força que equilibra o caos criado por milhões de partes soberanas, publicando uma infinidade de informações da forma como bem entendem. Você tem acesso a essas informações não diretamente, se não quiser, mas através de sínteses; e sínteses feitas pelas pessoas nas quais você mais confia para cada assunto.
Sexta Liberdade - Hardware
------------------------------
Você deve ser livre para compartilhar seus recursos de hardware como bem entender.
Pela primeira vez na vida, a capacidade da minha HD superou minha capacidade de instalar programas e armazenar arquivos lá dentro. Pela primeira vez, tenho espaço sobrando, e são algumas dezenas de Gigas.
Mesmo assim, sou obrigado a ficar fazendo backup de meus arquivos, incluindo minhas fotos digitais, para não correr o risco de perdê-los. A minha mãe se encontra exatamente na mesma situação.
Depois de procurar por horas, não encontrei solução alguma que me permitisse criar, através da internet, de forma completamente transparente, no espaço vago da minha HD, uma réplica dos arquivos da minha mãe e vice-versa.
Talvez até exista tal solução, mas certamente não é de uso comum.
Para sermos verdadeiramente soberanos, devemos ser capazes de nos associar livremente e compartilhar o espaço de nossas HDs. O mesmo se aplica à nossa memória RAM, nossos processadores e nossos links de internet.
Com isso, podemos dizer adeus aos hospedeiros de internet, tais quais os conhecemos hoje.
Se você, minha mãe e eu formarmos um cluster de 3 máquinas, teremos presenças na internet mais robustas e com maior disponibilidade que 99% dos sites comerciais de hoje, mesmo sem fazer backup.
E não precisa parar por aí. Quantos amigos você tem que possuem máquinas em casa com internet rápida? Federando-se a seus amigos soberanos, você pode estabelecer uma presença praticamente invulnerável na internet.
Mesmo que sua máquina seja desligada, sua presença virtual continuará viva e perfeitamente bem, hospedada nas máquinas das pessoas em quem você confia.
Sétima Liberdade - Software
-------------------------------------------
Você deve ser livre para compartilhar todo software que usa com quem você bem entender.
Para isso, usar Software Livre é indispensável, claro. As quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation são, portanto, consideradas as liberdades 7.0, 7.1, 7.2 e 7.3 da computação soberana.
Mas usar software livre não é o suficiente. O software tem que ser extremamente fácil, trivial de instalar e de usar.
Recentemente, os produtos de Software Livre têm melhorado nisso, mas é um ponto que as principais definições de "Software Livre" ainda deixam de fora.
Quanto mais amigável de instalar e de usar for determinado software, maior o número de pessoas com as quais você será livre para compartilhá-lo.
Conclusão
=============
Mesmo recorrendo a todo o arsenal de Software Livre à minha disposição, sem antes passar meses programando, nem eu, que cresci em meio a computadores, sou capaz de compartilhar informação e recursos de hardware com meus amigos de forma completamente livre.
Isso é ridículo.
Alguns amigos e eu estamos desenvolvendo aplicativos que, além de serem livres, tornam trivial a qualquer pessoa alcançar soberania de computação.
"Por que vocês estão fazendo isso?"
Porque podemos. Somos programadores. É praticamente nosso dever terminar de vez com a palhaçada que é, hoje, usar a internet.
Além disso, um mundo de pessoas independentes e soberanas vai ser muito mais interessante que hordas e hordas de internautas passivos e embotados.
"Mas é necessário ser programador para ajudar?"
Não. De nada adianta um software se ninguém souber dele e se ninguém usá-lo. Para usar o que estamos desenvolvendo, basta querer ser livre, verdadeiramente livre.
Final da Estória
=================
Neide está feliz porque, tirando o site dela do GeoCities, além de poder usar conteúdo dinâmico, ela vai finalmente conseguir sumir com aquela maldita propaganda que aparecia em seu site.
Ela vai poder usar programação de verdade, que começou a aprender no ano passado, e criar seu próprio serviço soberano. Outras pessoas, quem sabe, podem até vir a copiá-lo e instalá-lo em suas próprias máquinas.
Ela sai do telecentro, rumo ao trabalho da irmã, de cabeça erguida, sorrindo. Ela saltita.
Pode ser que ela não seja ninguém no mundo real, mas ela sabe que, pelo menos no mundo virtual, ela tem futuro.
Ela é alguém.
Klaus Wuestefeld
(Publicado originalmente no MundoOO em 26/08/2004)
(Publicado originalmente no MundoOO em 26/08/2004)
Uso de Termos e Abreviações do Latim
Alguns termos e abreviações do Latim são usados com frequência ao se escrever um texto científico
ou técnico. Os mais comuns estão relacionados em seguida.
• ca. – circa (em torno, aproximadamente)
• cf. – confer (compare)
• e.g. – exempli gratia (por examplo)
• et al. – et alii, et aliae, et alia (e outros)
• etc. – et cetera (e outras coisas, assim por diante)
• et seq. – et sequientes (e o que segue)
• f.v. – folio verso (no verso da página)
• ibid. – ibidem (no mesmo lugar)
• id. – idem (o mesmo)
• i.e. – id est (isto é)
• inf. – infra (abaixo)
• loc. cit. – loco citato (no lugar citado)
• n.b. – nota bene (note bem)
• op. cit. – opere citato (no trabalho citado)
• Q.E.D. – quod erat demonstrandum (o qual era para ser provado)
• q.v. – quod vide (o qual ver, uma referência a outra parte de um trabalho publicado)
• [sic] – sic (assim, da forma como está escrito)
• sup. – supra (acima)
• s.v. – sub verbo, sub voce (sob a palavra)
• ut sup. – ut supra (como acima)
• v. ou vs. – versus (invertido, contra)
• viz. – videlicet (como chamado)
ou técnico. Os mais comuns estão relacionados em seguida.
• ca. – circa (em torno, aproximadamente)
• cf. – confer (compare)
• e.g. – exempli gratia (por examplo)
• et al. – et alii, et aliae, et alia (e outros)
• etc. – et cetera (e outras coisas, assim por diante)
• et seq. – et sequientes (e o que segue)
• f.v. – folio verso (no verso da página)
• ibid. – ibidem (no mesmo lugar)
• id. – idem (o mesmo)
• i.e. – id est (isto é)
• inf. – infra (abaixo)
• loc. cit. – loco citato (no lugar citado)
• n.b. – nota bene (note bem)
• op. cit. – opere citato (no trabalho citado)
• Q.E.D. – quod erat demonstrandum (o qual era para ser provado)
• q.v. – quod vide (o qual ver, uma referência a outra parte de um trabalho publicado)
• [sic] – sic (assim, da forma como está escrito)
• sup. – supra (acima)
• s.v. – sub verbo, sub voce (sob a palavra)
• ut sup. – ut supra (como acima)
• v. ou vs. – versus (invertido, contra)
• viz. – videlicet (como chamado)
Saturday, December 10, 2011
Monday, December 05, 2011
Service Desk
Objetivo
Oferecer
um ponto único de contato para os Clientes quando necessitam de apoio
técnico, ajuda ou fazer consultas relacionadas com a Infra-estrutura de
TI.
Tomar as ações
necessárias para manter a Infra-estrutura de TI em produção dentro da
normalidade reduzindo ao mínimo qualquer impacto sobre o negócio do
Cliente.
Monitorar o
cumprimento dos acordos de nível de serviços firmados entre os
fornecedores de serviços de TI e o Cliente garantindo o processo de
escalação.
Tipos de Service Desk
Existem diferentes tipos de Service Desk os mais comuns são:
Call Center: Um centro para receber e encaminhar incidentes para outras áreas, não executam outras atividades.
Service
Desk Básico: Recebe e encaminha os incidentes para outras áreas,
acompanha passo a passo as ações tomadas, informa o cliente sobre a
situação do incidente
Service
Desk Intermediário: Recebe e resolve parte dos incidentes, encaminha os
incidentes não resolvidas para outras áreas, acompanha passo a passo as
ações tomadas, informa o cliente sobre a situação do incidente.
Service
Desk Avançado ou Especializado: incorpora partes do Gerenciamento de
Incidentes e Problemas, resolve a maior parte dos incidentes.
Atividades
O Service Desk executa a primeiro nível de apoio para os Serviços de TI
Exceto o Call Center, todos os tipos de Service Desk executam as seguintes atividades:
- Recebe Telefonemas, faxes, e-mails, etc., sobre incidentes;
- Registra todos os incidentes (incluindo Requisições para Mudança);
- Classifica os Incidentes;
- Prioriza os incidentes;
- Escala os Incidentes;
- Procura por uma Solução de Contorno;
- Acompanha o Incidente;
- Atualiza o Cliente e o Grupo de TI sobre o progresso do Incidente;
- Realiza atividades de comunicação para outros processos;
- Verifica o Banco de dados da Configuração diariamente;
- Envia relatórios gerenciais sobre a desempenho do Service Desk para os Gerentes e Clientes.
Exemplo de como o Service Desk manuseia um incidente:
Os benefícios colhidos com a implementação de um SD podem ser a Melhoria:
- da Satisfação e da percepção do Cliente;
- da comunicação e informação através de um único ponto de contato;
- da qualidade e rapidez do atendimento das requisições do Cliente;
- do trabalho em equipe e a comunicação;
- do uso dos recursos da TI;
- do aumento da produtividade do pessoal de negócio;
- do controle e gerenciamento da infra-estrutura;
- da informação de apoio às decisões;
- e a redução de impactos negativos sobre o negócio.
Um benefício chave de um SD é o fornecimento de informação gerencial como:
- O uso de recursos pela equipe;
- As deficiências do serviço;
- As metas alcançadas;
- O desempenho do serviço;
- As necessidades de treinamento do Cliente.
Segue abaixo os tópicos essenciais para implementar e manter um Service desk:
- Entender as necessidades do Negócio;
- Entender os requisitos do Cliente;
- Fornecer os recursos para treinar os Clientes, equipes de apoio e a equipe do SD;
- Definir de forma clara os objetivos e os serviços que devem ser entregues;
- Rever os Acordos de Nível de Serviço.
Os custos com a implantação do SD estão associados com:
- Pessoal: Salários, treinamento, encargos, benefícios, etc.;
- Infra-estrutura: Salas, mobiliário, hardware, software, meios de comunicação, ferramentas, manutenção, etc;
- Procedimentos: Consultoria externa, et;
- O Cliente: Treinamento.
Saturday, December 03, 2011
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