Monday, June 04, 2012

Argumentação

Argumentar  é a capacidade de relacionar fatos, teses, estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções a fim de embasar determinado pensamento ou idéia.

Um texto argumentativo sempre é feito visando um destinatário. O objetivo desse tipo de texto é convencer, persuadir, levar o leitor a seguir uma linha de raciocínio e a concordar com ela.

Para que a argumentação seja convincente é necessário levar o leitor a um “beco sem saída”, onde ele seja obrigado a concordar com os argumentos expostos.

No caso da redação, por ser um texto pequeno, há uma obrigatoriedade em ser conciso e preciso, para que o leitor possa ser levado direto ao ponto chave. Para isso é necessário que se exponha a questão ou proposta a ser discutida logo no início do texto, e a partir dela se tome uma posição, sempre de forma impessoal. O envolvimento de opiniões pessoais, além de ser terminantemente proibido em textos que serão analisados em concursos, pode comprometer a veracidade dos fatos e o poder de convencimento dos argumentos utilizados. Por exemplo, é muito mais aceitável uma afirmação de um autor renomado ou de um livro conhecido do que o simples posicionamento do redator a respeito de determinado assunto.

Uma boa argumentação só é feita a partir de pequenas regras as quais facilmente são encontradas em textos do dia-a-dia, já que durante a nossa vida levamos um longo tempo tentando convencer as outras pessoas de que estamos certos.

- Os argumentos devem ter um embasamento, nunca deve-se afirmar algo que não venha de estudos ou informações previamente adquiridas.

- Os exemplos dados devem ser coerentes com a realidade, ou seja, podem até ser fictícios, mas não podem ser inverossímeis.

- Caso haja citações de pessoas ou trechos de textos os mesmos devem ser razoavelmente confiáveis, não se pode citar qualquer pessoa.

- Experiências que comprovem os argumentos devem ser também coerentes com a realidade.

- Há de se imaginar sempre os questionamentos, dúvidas e pensamentos contrários dos leitores quanto à sua argumentação, para que a partir deles se possa construir melhores argumentos, fundamentados em mais estudo e pesquisa.

Sobre a estrutura do texto:

- Deve conter uma lógica de pensamentos. Os raciocínios devem ter uma relação entre si, e um deve continuar o que o outro afirmava.

- No início do texto deve-se apresentar o assunto e a problemática que o envolve, sempre tomando cuidado para não se contradizer.

- Ao decorrer do texto vão sendo apresentados os argumentos propriamente ditos, junto com exemplificações e citações (se existirem).

- No final do texto as idéias devem ser arrematadas com uma tese (a conclusão). Essa conclusão deve vir sendo prevista pelo leitor durante todo o texto, a medida que ele vai lendo e se direcionando para concordar com ela.

A argumentação não trabalha com fatos claros e evidentes, mas sim investiga fatos que geram opiniões diversas, sempre em busca de encontrar fundamentos para localizar a opinião mais coerente.

Não se pode, em uma argumentação, afirmar a verdade ou negar a verdade afirmada por outra pessoa. O objetivo é fazer com que o leitor concorde e não com que ele feche os olhos para possíveis contra-argumentos.

Caso seja necessário se pode também fazer uma comparação entre vários ângulos de visão a respeito do assunto, isso poderá ajudar no processo de convencimento do leitor, pois não dará margens para contra-argumentos. Porém deve-se tomar muito cuidado para não se contradizer e para ser claro. Para isso é necessário um bom domínio do assunto.

Sunday, June 03, 2012

Dissertação

Além da narração e da descrição há um terceiro tipo de redação ou de discurso: a DISSERTAÇÃO.

Dissertar é refletir, debater, discutir, questionar a respeito de um determinado tema, expressando o ponto de vista de quem escreve em relação a esse tema. Dissertar, assim, é emitir opiniões de maneira convincente, ou seja, de maneira que elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor ; e isso só acontece quando tais opiniões estão bem fundamentadas, comprovadas, explicadas, exemplificadas, em suma: bem ARGUMENTADAS (argumentar= convencer, influenciar, persuadir). A argumentação é o elemento mais importante de uma dissertação.

Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista como se não fossem dele e sim, de outra pessoa ( de prestígio, famosa, especialista no assunto, alguém...), ou seja, de maneira IMPESSOAL, OBJETIVA e sem prolixidade ("encher lingüiça"): que a dissertação seja elaborada com VERBOS E PRONOMES EM TERCEIRA PESSOA. O texto impessoal soa como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos de quem disserta.

Na dissertação, as idéias devem ser colocadas de maneira CLARA E COERENTE e organizadas de maneira LÓGICA:

a) o elo de ligação entre pontos de vista e argumento se faz de maneira coerente e lógica através das CONJUNÇÕES (=conectivos) - coordenativas ou subordinativas, dependendo da idéia que se queira introduzir e defender; é por isso que as conjunções são chamadas de MARCADORES ARGUMENTATIVOS.

b) todo texto dissertativo é composto por três partes coesas e coerentes: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO.

A introdução é a parte em que se dá a apresentação do tema, através de um CONCEITO ( e conceituar é GENERALIZAR, ou seja, é dizer o que um referente tem em comum em relação aos outros seres da sua espécie) ou através de QUESTIONAMENTO(s) que ele sugere, que deve ser seguido de um PONTO DE VISTA e de seu ARGUMENTO PRINCIPAL. Para que a introdução fique perfeita, é interessante seguir esses passos:

  1. Transforme o tema numa pergunta;

  2. Responda a pergunta ( e obtém-se o PONTO DE VISTA);

  3. Coloque o porquê da resposta ( e obtém-se o ARGUMENTO).

O desenvolvimento contém as idéias que reforçam o argumento principal, ou seja, os ARGUMENTOS AUXILIARES e os FATOS-EXEMPLOS ( verdadeiros, reconhecidos publicamente).

A conclusão é a parte final da redação dissertativa, onde o seu autor deve "amarrar" resumidamente ( se possível, numa frase) todas as idéias do texto para que o PONTO DE VISTA inicial se mostre irrefutável, ou seja, seja imposto e aceito como verdadeiro.

Antes de iniciar a dissertação, no entanto, é preciso que seu autor: 1. Entenda bem o tema; 2. Reflita a respeito dele;3. Passe para o papel as idéias que o tema lhe sugere; 4. Faça  a organização textual ( o "esqueleto do texto"), pois a quantidade de idéias sugeridas pelo tema é igual a quantidade de parágrafos que a dissertação terá no  DESENVOLVIMENTO do texto.

Os 10 erros mais cometidos em redação

Há alguns equívocos muito comuns em redações e, por este motivo, estão no patamar dos mais cometidos. Mas isso ocorre apenas por falta de conhecimento, portanto, uma vez informados, os estudantes não voltam a cometê-los.

Vejamos, então, os 10 erros mais cometidos em redação: (não estão por ordem de importância)

1. “Fazem dez anos que não vemos tantas mudanças”. O verbo “fazer” no sentido temporal, de tempo decorrido ou de fenômenos atmosféricos é impessoal, ou seja, fica no singular: Faz dez anos... Faz muito frio...

2. “Houveram muitas passeatas nesta semana em prol da igualdade racial.” O verbo haver acompanha o mesmo raciocínio do verbo “fazer”, citado acima. No sentido de existir ou na ideia de tempo decorrido, o verbo haver é impessoal: Houve muitas passeatas... Há tempos não o vejo... Havia algumas cadeiras disponíveis.

3. “Para mim escolher, preciso de um tempo.” Na dúvida verifique quem é o sujeito do verbo. No caso, o verbo “escolher” não tem sujeito, pois “mim” não pode ser! O certo seria o pronome “eu”: para eu escolher. A expressão “para mim” só funciona quando é objeto direto: Traga essa folha para mim. Dessa forma, sempre diga e escreva: Para eu fazer, para eu levar, para eu falar, pois o verbo precisa de um sujeito!

4. “Esse assunto fica entre eu e você!” Quando a preposição existe, neste caso “entre”, usa-se o pronome oblíquo. O correto é: entre mim e você ou entre mim e ti. Portanto, use pronome oblíquo tônico (mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, si, eles, elas) após preposição: falava sobre mim, faça por nós, entre mim e você não há problemas, falavam entre si.

5. “Há muito tempo atrás, comprei uma bicicleta.” O verbo “há” tem sentido de tempo passado, logo não há necessidade de adicionar “atrás”. Ou você escolhe um ou outro: Há muito tempo... Tempos atrás... Há dez anos... Dez anos atrás.

6. “Então, pegou ele pela gola.” Quando for necessário que um pronome seja objeto direto (pegou algo: ele), nunca coloque pronome pessoal, opte pelo caso oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes): Pegou-o, avisou-o, apresentei-a, levou-nos, ama-me, leva-nos.

7. Aonde você estava? “Aonde” indica ideia de movimento, enquanto “onde” refere-se somente a lugar. Portanto: Onde você estava? E Aonde nós vamos agora?

8. “A situação vinha de encontro ao que ele desejava.” Se é uma situação que a pessoa desejava, será: ao encontro de, expressão que designa favorecimento, estar de acordo. Já a locução “de encontro a” tem sentido de oposição, de choque: Ele foi de encontro ao poste.

9. “Esse ano vamos fazer diferente.” Se é o ano vigente, então use o pronome “este”, uma vez que indica proximidade: Esta sala de aula, esta semana está sendo ótima, este dia vai ser abençoado, este ano está sendo o melhor de todos, esta noite veremos estrelas.

10. O verbo “adequar” é defectivo, isso quer dizer que não é conjugado de todas as formas. Assim: Isso não se adéqua... Ele não se adéqua... Eu não me adéquo... são orações equivocadas. Outros verbos também passam por este tipo de problema, como: abolir, banir, colorir, demolir, feder, latir. O verbo adequar é correto e usado com mais frequência nos modos infinitivo (adequar) e particípio (adequado).

100 Erros comuns em Redação

Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

1. "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2. "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3. "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4. "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.

5. Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6. Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7. "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8. "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9. "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10. "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

11. Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.

12. Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

13. O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.

14. Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinquenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).

15. Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

16. Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.

17. Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.

18. "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

19. "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

20. Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

21. Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

22. Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

23. Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.

24. O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.

25. A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.

26. Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

27. "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.

28. Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

29. A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.

30. Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.

31. O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).

32. Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?

33. "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

34. O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.

35. Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.

36. "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.

37. A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.

38. A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.

39. Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.

40. Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.

41. Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.

42. "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.

43. Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.

44. Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.

45. Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.

46. Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.

47. Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.

48. O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.

49. As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.

50. Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").

51. Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

52. Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.

53. A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.

54. Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.

55. Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.

56. Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.

57. O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.

58. À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.

59. Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).

60. Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

61. A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)

62. Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.

63. Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.

64. Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranquilo, consequência, linguiça, aguentar, Birigui.

65. Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.

66. "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.

67. Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.

68. Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.

69. Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").

70. Vou sair "essa" noite. É este que desiga o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).

71. A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.

72. A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa ma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.

73. Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.

74. Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.

75. Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.

76. Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeque", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.

77. Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.

78. Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.

79. Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.

80. O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.

81. A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...

82. Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.

83. Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), polo e polos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.

84. "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.

85. A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).

86. Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).

87. O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.

88. Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.

89. "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).

90. A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").

91. O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.

92. "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.

93. A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.

94. É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...

95. Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").

96. Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.

97. A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.

98. "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...

99. Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.

100. "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.

Erros Comuns em Dissertações

1) Fugir do tema:
Esta é uma falha constante que pode fazer com o que o aluno tire nota zero na redação, segundo os educadores. Para não correr o risco de cometê-la, a dica é ler a proposta e grifar as palavras mais importantes.

2) Errar o gênero do texto solicitado:

Este é o tipo de erro que também pode fazer com que o estudante zere na prova. Na tentativa de ser original, segundo Célia Passoni, o candidato chega a escrever uma poesia ou uma narração, quando o que se pede é uma dissertação. Prosa, de acordo com Maria José Grisaro, a professora Zezé, não significa escrever em forma de versos ou diálogos, e sim em parágrafos.
A principal característica da dissertação é a argumentação, ou seja, a defesa de uma tese. Já na narração, conta-se uma história sem ter a necessidade de apresentar explicações.

3) Usar um estilo de texto autoajuda:
“A dissertação não é um bate papo com o leitor e não pode ser interativa”, diz Zezé. Segundo ela, o candidato costuma utilizar uma estrutura linguística presente em livros ou e-mails com mensagens de autoajuda que incluem, por exemplo, a palavra “você.”

4) Apresentar argumentos frágeis, chavões e do senso comum (no caso das dissertações):
Uma boa dissertação – gênero de texto pedido na maioria dos vestibulares – exige argumentos e explicação sólidas e originais. Falsas generalizações como “lugar de mulher é na coisa”, “antes só do que mal acompanhado” ou "loiras são burras" não são considerados argumentos e só empobrecem o texto.

5) ‘Esquecer’ coesão e coerência:

As informações não podem aparecer jogadas no texto e têm de estar unidas. Também é fundamental não utilizar elementos contraditórios.

6) Errar a grafia ou concordância das palavras:
Frases desestruturadas podem comprometer a redação porque a leitura não flui. Em casos de erros crassos, há perda de pontos.

7) Usar verbos no imperativo:
Expressões de ordem ou que representam conversa com o leitor, como “faça sua parte” não devem ser usadas. Desta forma, o vestibulando foge da discussão exigida na dissertação e joga para o leitor a responsabilidade de refletir.

8) Mesclar pessoas gramaticais:
Começar o texto usando ‘nós’, mudar para a terceira pessoa, e encerrar usando ‘eu’, é outro erro comum. Isto mostra que o aluno não segue uma ideia em uma linha única.

9) Usar coloquialismo, gírias ou clichês:
Evite-os, até mesmo, entre aspas. “Usar aspas como dizer ao leitor que o aluno sabe que é uma gíria, por exemplo, mas desconhece a norma culta”, diz Zezé.

10) Escrever de forma ilegível:
Seja cursiva ou de forma, letra legível é fundamental para a limpeza e compreensão total do texto. Ao errar uma palavra, a dica é para riscá-la e continuar escrevendo depois.

Vícios de linguagem

Vícios de linguagem é o nome que se dá ao modo de falar ou escrever que não está de acordo com a norma culta. O "erro" torna-se "vício" quando se torna comum ou freqüente na expressão de uma ou mais pessoas.

A tabela a seguir resume os principais casos.



Vícios de Linguagem
Barbarismo Todo erro que se relaciona à forma da palavra. cacoépia: seje, em vez de seja.
cacografia: rúbrica, em vez de rubrica.
estrangeirismo: exame antidoping.
Arcaísmo Emprego de palavras que caíram desuso. Mui fremosa senhorita.
Anfibologia ou ambigüidade A mensagem apresenta mais de um sentido devido à má disposição das palavras na frase. O garoto viu o roubo do carro. (O garoto estava no carro e viu o roubo ou viu o carro ser roubado?)
Cacófato Palavra inconveniente, ridícula ou obscena resultante da união das sílabas de palavras vizinhas. A boca dela era horrível.
Solecismo Erro de sintaxe. Concordância: Fazem muitos anos. (Nesse caso fazer é impessoal.)
Regência: Esse é a música que ele mais gosta. (Essa é a música de que ele mais gosta.)
Colocação: Me faça um favor... (Faça-me um favor...)
Pleonasmo Repetição de palavras inúteis, pois nada acrescentam ao que já foi dito. Subiu para cima. Entrou para dentro.
Eco É a rima em prosa, sem intenção estilística. Infelizmente, essa ideia me veio à mente somente de repente.


Saturday, June 02, 2012

Pearl Jam - Given To Fly

"Quando amamos cuidamos, quando cuidamos amamos"



Veja a fantástica palestra do Bernado Toro sobre Cuidado como um paradigma (Saber Cuidar), da Coragem de pedir ajuda, Saber fazer transações ganha-ganha e Saber conversar.

Bernardo Toro é um pensador multidisciplinar colombiano, que se dedica a repensar a educação no século 21. Toro acredita que não há democracia sem um ensino de qualidade, que torne a criança capaz de compreender o contexto que a cerca.

Tuesday, May 29, 2012

Teoria Unificada da Evolução de Software

Lei da Modificação Contínua (1974): Sistemas do tipo-E devem ser continuamente adaptados ou então eles se tornam progressivamente menos satisfatórios.

Lei da Complexidade Crescente (1974):
À medida que um sistema tipo-E evolui sua complexidade aumenta, a menos que seja realizado um esforço para mantê-la ou reduzi-la.

Lei da Auto-Regulação (1974): O processo de evolução de sistemas tipo-E é auto-regulatório, com medidas de distribuição do produto e do processo perto do normal.

Lei da Conservação da Estabilidade Organizacional (1980): A velocidade média da atividade global efetiva em um sistema do tipo-E é invariante ao longo do tempo do ciclo de vida do produto.

Lei da Conservação da Familiaridade (1980): À medida que um sistema tipo-E evolui, todos os que estão a ele associados, desenvolvedores, pessoal de vendas e usuários, por exemplo, devem manter o domínio de seu conteúdo e comportamento para conseguir evolução satisfatória. O crescimento excessivo diminui esse domínio. Assim, o crescimento médio incremental permanece invariante à medida que o sistema evolui.

Lei do Crescimento Contínuo (1980): O conteúdo funcional de sistemas tipo-E deve ser continuamente aumentado para manter a satisfação do usuário ao longo do tempo de vida do sistema.

Lei da Qualidade Declinante (1996): A qualidade de sistemas do tipo-E parecerá estardeclinando a menos que eles sejma rigorosamente mantidos e adaptados às modificações no ambiente operacional.

Lei da Realimentação do Sistema (1996): Os processos de evolução do tipo-E constituiem em sistemas de realimentação em multiníveis, em multiciclos, por multiagentes e precisam ser tratados como tal para conseguir aperfeiçoamento significativo sobre qualquer base razoável.


Saturday, May 26, 2012

Viver é decidir

Desde que aprendeu a raciocinar, o ser humano tem sido obrigado a optar entre as diversas alternativas que, em todos os momentos, a vida lhe apresenta, obrigando-o a posicionar-se perante o futuro. O ato de decidir é, portanto, inerente ao livre arbítrio, capacidade privativa do homo sapiens. Mesmo quando só há uma opção, pode ainda ser possível nada decidir, ou seja, mesmo a omissão é uma forma de decisão.


Wednesday, May 23, 2012

Perguntaram ao Dalai Lama, líder religioso tibetano

O que mais te surpreende na Humanidade?
E ele respondeu:
“- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”

Conhecendo a métrica de software LCOM4 (Lack Of Cohesion Methods)


Quando se estuda os conceitos de orientação à objetos, os conceitos que andam de mãos dadas e que são dificilmente compreendidos: o acoplamento e a coesão;
O primeiro conceito informa quanto um elemento depende ou conhece de outro. Quando uma classe é altamente acoplada, qualquer mudança que você fizer nessa classe impacta direta ou indiretamente na outra classe. Já a coesão é o quanto as tarefas que uma classe realiza estão relacionadas com um mesmo conceito. Um exemplo de baixa coesão seria uma classe que, por exemplo, lê dados do teclado e imprime os dados lidos em uma impressora.
Para identificar se nossas classes estão coesas e com baixo acoplamento podemos utilizar métricas de software para encontrar os métodos das classes estão relacionados um com os outros. Uma das métricas relacionadas à coesão/acoplamento é a LCOM4 (Lack Of Cohesion Methods). Observe a situação abaixo:

O diagrama de classes consiste dos métodos A até E e as variáveis de instância x e y. O método A chama B e B acessa a variável x. Já os métodos C e D acessam y. D chama E, mas E não acessa nenhuma variável de instância. Neste exemplo é possível visualizar que a classe consiste de dois componentes não relacionados (já que uma parte utiliza-se da instância x e outra da y), podendo ser separado em um componente com o método A,B e a variável x, e o outro componente com os métodos C,D,E e y. Nesse caso, o valor da métrica LCOM4 será igual à 2.
Uma situação semelhante que não apresenta quebra de coesão é se fizermos com que o método C acesse a variável x. Desse modo, nossa classe consiste de um único componente e o valor da LCOM4 será 1.

Agora, temos um componente coeso. É fácil perceber que iremos sempre buscar um baixo acoplamento e alta coesão dos componentes. Para acompanhar as mudanças no projeto e tentar garantir uma certa qualidade no produto desenvolvido, podemos automatizar a inspesão através de um mecanismo de construção automática e contínuo. Uma possíbilidade é a utilização do Sonar 2.0+ que já exibe em seus resultados a métrica LCOM4.
Na ferramenta, a interpretação desta métrica é simples; O valor 1 significa que a classe tem apenas uma única responsabilidade (ótimo) e um valor >2 significa que a classe tem provavelmente >2 responsabilidades (ruim) e deve ser refatorada/separada. Um widget no dashboard do projeto que apresenta informações como percentagem de classes que apresentam LCOM4 > 1, de lá é possível clicar em “drill down” para visualizar detalhes da classe suspeita de violar o LCOM4.

Sunday, May 20, 2012

Evolution


Como Revisar um Artigo Científico

É sempre difícil revisar artigos científicos. Deve-se criticar o autor sem desanimá-lo, varrer o artigo em busca de erros, dos mais graves aos mais sutis, sugerir correções e questionar a real contribuição da proposta, sua validação e seu vínculo com a conferência ou revista. Avaliar artigos é um trabalho minucioso, que exige tempo e pesquisa.  

Um Bom Artigo

Artigo científico é o meio pelo qual pesquisadores do mundo inteiro divulgam seus trabalhos investigativos. Seu conteúdo deve ser mundialmente original e relevante para a ciência. Artigos não são feitos para divulgar implementações ou trabalhos de engenharia. Artigos existem para divulgar soluções inéditas para problemas independentes de tecnologia.

Um artigo científico deve ser denso, pontual, preciso e claro. Técnicas e modelos propostos devem ser completamente validados, provados. A opinião do autor não importa e deve ser deixada de lado. Um bom artigo é bem organizado, simples e direto.

Normalmente um artigo científico possui:
  • Abstract: um resumo detalhado, completo e independente do artigo. Normalmente é composto por uma sentença de contextualização, uma ou duas com objetivos, três com uma breve descrição detalhada dos procedimentos realizados, duas com resultados e conclusões e fecha com implicações e recomendações. O resultado mais importante da proposta deve estar descrito no abstract, por exemplo: Com a execução do nosso modelo, conseguimos 97% de melhora sobre a técnica XYZ e 150% sobre a WZP.  
  •  Introdução: discute-se brevemente o problema, a importância dele, algumas definições, limitações atuais, e um overview da proposta. A introdução deve terminar na primeira página ou na primeira coluna dependendo do formato adotado. Não deve ser extensa mas é importante mostrar o que e como foi feito o trabalho. Esta é a seção mais importante. Gaste tempo nela. O leitor deve se sentir motivado para continuar o paper, caso contrário, nem o revisor vai suportar ler o artigo até o fim.  
  • Related Work: uma apresentação crítica detalhada, resumida e educada sobre o trabalho dos outros, mostrando onde cada um deles se diferencia do trabalho atual. Todos os trabalhos similares devem ser citados. Lembre-se que uma abordagem apenas diverente não justifica o artigo, os autores devem mostrar que sua abordagem é melhor.  
  • Desenvolvimento: uma descrição detalhada, sem firulas e sem frases de efeito, da técnica, do modelo ou da pesquisa final. Não se apresenta um relato das tentativas que não funcionaram, estas são irrelevantes. Apresente apenas os itens necessários para a contribuição final. Não escreva como foi feito, descreva como é. Em outras palavras, não conte a história da pesquisa, apenas mostre como validar a hipótese ou solucionar o problema.  
  • Conclusões e resultados: um breve resumo do artigo e as validações da proposta. Validar é um dos itens mais importantes do artigo. Apresente números, análises estatísticas quantitativas ou qualitativas, imagens e, se for possível, um vídeo da execução do experimento. Vídeos e o software / código criado podem ser enviados junto com a submissão do artigo como anexos. Eles ajudam muito o papel dos revisores.  
  • Discussão: discussões sobre os resultados: implicações, recomendações, trabalhos futuros, etc. Este é o único momento em que a opinião do autor é tolerada, mas não exagere.
  • Bibliografia: referência aos artigos citados durante o texto.  

O Formato

Ao receber o artigo para revisão, uma das primeiras tarefas é verificar se o formato submetido é o formato requisitado pela conferência. Confira tudo: margens, formato das figuras e seus captions, fontes, formato de referência e da bibliografia. Verifique   se a bibliografia está declarada corretamente e se é suficiente, ou seja, se é possível encontrar os artigos referenciados com a informação disponibilizada. Verifique se não há referências faltando ou sobrando. Anote os problemas para serem relatados ao autor no texto final.  

Como Ler o Artigo

Leia duas vezes o artigo. A primeira superficialmente só para entender do que se trata, e a segunda bem aprofundada, questionando cada frase do autor. Utilize uma ferramenta de revisão como o Acrobat ou faça as anotações no papel. Não deixe de anotar seus comentários.

Durante a primeira leitura, marque no texto todas as suas opiniões, sentimentos, espantos, perguntas, etc. Sempre que você se perguntar: " ahm? o_O ", anote isto e continue. As anotações te indicarão o quão fácil é leitura do artigo. Não pare em frases difíceis. Após a leitura, separe as contribuições do artigo e faça um resumo de 4 a 8 linhas do que você entendeu. Neste ponto, você já deve ter uma idéia se o artigo será aprovado ou rejeitado, mas você deve ler uma segunda vez.

Na segunda leitura marque tudo. Duvide de cada frase. Se o autor não prova o que diz, é necessário referenciar alguém que prove ou a frase precisa ser removida ou reescrita. Se a frase pode ser escrita de uma maneira diferente, anote. Frases ambíguas devem ser corrigidas. Afirmações devem possuir referência. A gramática deve ser verificada. Se o texto ficar difícil, pare de ler e se esforce em entender o trecho para criticar o autor, se o texto for mal escrito, ou a técnica, se ela estiver errada. Revise as equações, passo-a-passo. Derive-as se for necessário.

Especial atenção às imagens. Verifique se poderiam ser melhoradas, se o caption delas está auto-contido e se explica completamente a imagem.

Se você conhece o autor, procure pelos os artigos anteriores dele que são semelhantes ao que você está lendo. Veja quais são as diferenças. Se não há diferença clara, critique. Auto-plágio, o ato de publicar a mesma contribuição duas vezes, não é crime, mas é anti-ético e deve ser evitado pelos revisores. Conhecendo ou não o autor, faça uma extensa pesquisa sobre o assunto na internet e em conferências e revistas relacionadas. A contribuição tem que ser original. Se você encontrar algum artigo similar que não foi citado pelo autor, critique.

Atenção na validação, uma das partes mais importantes de um artigo científico. Qualquer pessoa pode criar uma técnica, mas somente os cientistas / pesquisadores / acadêmicos podem provar que a técnica está correta. Toda a proposta de técnica ou modelo deve possuir uma validação detalhada. Analise a forma que a validação foi realizada, se ela está completa e se não há erros no processo. Se algo ficou em aberto, critique.

Após a segunda leitura você deve ter material suficiente para criticar o autor. Para terminar o serviço, pense! Pense muito sobre o que você leu. Algumas perguntas devem ser respondidas e as anotações da primeira leitura te ajudarão neste momento. O artigo está muito longo? Muito enrolado? Exagerado? Ou curto demais? As contribuições e os resultados estão claros? O estilo de escrita é compatível com outros artigos da conferência? O autor não está " se vendendo " demais? A organização poderia ser diferente? O leitor está perdendo tempo com o artigo?

O Texto da Revisão

O texto da revisão, que será lido pelo autor, precisa justificar a sua posição de aceitação ou rejeição do artigo. Neste texto, as seguintes perguntas devem ser respondidas:

Quais são as maiores contribuições do artigo? Quais são seus pontos fortes e fracos? O trabalho é absolutamente novo, incremental ou em grande parte já publicado? Qual é a relevância / importância do trabalho? Os trabalhos anteriores estão referenciados adequadamente? A descrição das técnicas estão detalhadas suficientemente para permitir a reprodução por um estudante de pós-graduação? A exposição das idéias está clara? A linguagem está correta? A estrutura do texto está boa, ou pode ser melhorada? As figuras são informativas o suficiente? Algo deve ser removido para a versão final?

O texto da revisão pode ser montado de diversas formas mas normalmente ele contém três partes: (i) descrição detalhada do que o revisor entendeu e principais contribuições do artigo; (ii) grandes problemas e o mérito dos autores; (iii) problemas menores e considerações. A primeira parte deve mostrar ao autor que o revisor leu, entendeu, que domina o assunto e está pronto para a discussão. Evite utilizar as mesmas palavras do autor neste parágrafo, mas retenha-se ao que lhe foi apresentado.

Na segunda parte comece elogiando o mérito do artigo e o autor, visto que dificilmente o artigo será completamente ruim. Em seguida, liste os grandes problemas, por exemplo: falta de uma validação, uma validação incorreta, trabalhos relacionados incompletos, escrita ruim, resultados inconsistentes, muito achismo, contribuição não original ou muito pequena, erros no desenvolvimento, etc. Sugira o que pode ser feito para corrigir estes problemas numa versão posterior do artigo.

A terceira, e mais longa parte, deve conter todas as anotações que você fez durante a revisão, desde correções gramaticais até aqueles " ahm? o_O ". Claro, tudo escrito em linguagem clara e educada na mesma língua em que o paper foi escrito. Não desanime o autor, ele deve melhorar o artigo e submeter novamente para outra conferência e não desistir dele.

Lembre-se que o texto de revisão não deve conter apenas críticas. Sugestões de correção deixam a revisão muito mais profissional e amenizam a raiva que o autor sentirá do revisor.

Agile Development


Liderança

"A primeira qualidade de um comandante é cabeça fria para receber uma impressão correta das coisas. Não deve deixar-se confundir quer por boas quer por más notícias."

Napoleão Bonaparte
Imperador francês, conhecido pelo grande senso estratégico que tinha. Também foi responsável pela conquista de diversos territórios, durante seu governo, que durou 15 anos.


Friday, May 18, 2012

Escrever bem

"Nas complexidades da vida contemporânea, o especialista que está treinado mas não educado, tecnicamente hábil mas culturalmente incompetente é uma ameaça" (Truman, Columbia College)

Wednesday, May 16, 2012

Feito é Melhor que Perfeito

Via de regra, quando aprendemos alguma técnica nova, queremos utiliza-la na íntegra, muitas vezes caindo na situação de usar a dosagem errada do remédio. Vejamos por exemplo o PMBOK, que não segue uma abordagem "tudo ou nada", onde os processos são usados (ou não) de forma indiscriminada. O importante não é obter a perfeição no momento de organizar o caos de um projeto, mas sim em ter o trabalho feito com simplicidade (e não de forma simplista). Uma frase que deixo aqui é: "o importante não é quando não se pode adicionar mais nada, mas sim quando não se pode tirar".


Saturday, May 05, 2012

Management 3.0

“Se eles podem escovar seus dentes todos os dias para se livrar de cáries, por que não podem escovar o código diariamente para se livrar dos bugs?”

Tuesday, May 01, 2012

Crise na Consciência - Jiddu Krishnamurti

"E, considerando como o mundo está agora, com toda a miséria, conflito, brutalidade destrutiva, agressão, e assim por adiante. O Homem ainda é como era; ainda é bruto, violento, agressivo, aquisitivo, competitivo. E construiu uma sociedade nessas linhas. [...]"

Wednesday, April 18, 2012

A lógica das interações humanas

Teoria dos Jogos é a ciência da estratégia. Em outras palavras, é sobre antecipar como os outros vão responder ao que você fará, quando simultaneamente eles estão pensando o mesmo sobre você. Na maioria das vezes que você faz uma decisão, o resultado da sua escolha depende da reação dos outros jogadores (concorrentes, parceiros, chefes, etc), onde cada um busca o melhor para si numa complexa relação de interdependência de estratégias similar a um jogo.

Sunday, April 15, 2012

Olha que Legal!


Diagrama de Ishikawa


Também chamado de Espinha de Peixe, ou diagrama de causa e efeito, foi proposto por Kaoru Ishikawa na década de 60, uma das ferramentas da qualidade mais utilizada pelas empresas do mundo todo.
Criado originalmente para identificar as causas dos problemas no processo de produção de um produto (indústria). A sua utilização pode ser aplicada em qualquer tipo de problema organizacional.  
uma das ferramentas mais utilizada pelas empresas do mundo todo
O diagrama de espinha de peixe identifica várias causas possíveis para um efeito ou problema. Ishikawa propôs uma divisão baseada em 6 M´s, ou seja, as causas dos problemas poderiam ser provenientes de: 
  1. Mão de obra: Toda causa que envolve uma atitude do colaborador (ex: procedimento inadequado, pressa, imprudência, ato inseguro, etc.)
  2. Material: Toda causa que envolve o material que estava sendo utilizado no  trabalho.
  3. Meio ambiente: Toda causa que envolve o meio ambiente em si (poluição, calor, poeira, etc.) e o ambiente de trabalho (layout, falta de espaço, dimensionamento inadequado dos equipamentos, etc.)
  4. Método: Toda causa envolvendo o método que estava sendo executado o trabalho.
  5. Máquina: Toda causa envolvendo á máquina que estava sendo operada.
  6. Medida: Toda causa que envolve uma medida tomada anteriormente para modificar processo, etc.
Com base nesses itens você começa um brainstorming para identificar potenciais causas de um problema.

Etapas para construção do diagrama

1. Identifique o problema (efeito)
2. Descreva o efeito, na cabeça do peixe e suas causas no formato espinha de peixe, utilizando os 6M’s;
3. Identifique as influências do problema (causas).  Primeiro as influências que considera como sendo as principais, em seguida as secundárias, depois as terciárias.
 
4. Incentive a participação da equipe com perguntas como “O quê?”, “Por quê?”, “E o que mais?”
5. Faça a análise do diagrama, destacando quais as causas que influenciam mais o problema analisado. Discuta isso entre os participantes para chegarem às causas que realmente são bastante influenciadoras e requerem atenção.
6. Comece a resolução das causas, uma por uma. Se possível, nomeie pessoas responsáveis por cada uma das causas. Nomeie também um supervisor geral de toda a ação para terem certeza de que tudo irá correr exatamente como planejado.
7. Analise os resultados obtidos. Reúna a equipe e mostre como o problema foi resolvido, com a ajuda de todos e principalmente com a identificação, aceitação e visualização do problema e suas causas.
Para maior eficiência do diagrama as causas devem ser identificadas com toda a equipe reunida, dando opiniões e sugerindo causas. Assim, o diagrama fica muito mais verdadeiro e confiável.

Sunday, April 08, 2012

Princípios

"Seja flexível e, quando não puder aceitar os termos, aceite os meios termos.
Porém, não confunda meios-termos com meios princípios.
Meios princípios não existem".
Ilie Gilbert

Wednesday, April 04, 2012

Conceitos

O problema fundamental das empresas atualmente é o fato de não distinguirem entre planejar e "estartegizar". Planejar tem que ver com programar, não com descobrir. Planejar é para tecnocratas, não para sonhadores. Dar aos planejadores a responsabilidade de criar a estratégia é como pedir a um pedreiro que crie a Pietà de Michelangelo.
Gary Hamel

Estratégias

"É fácil a missão de comandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho ..."
General Osório

Sunday, April 01, 2012

Epígrafe

"Tenro e flexível é o homem quando nasce,
duro e rígido quando morre.
Tenras e flexíveis são as plantas
quando começam,
duras e rígidas quando terminam.
Rígido e duro o que sucumbe à morte,
tenro e plasmável o que é repleto de vida.
Quem julga ser forte só pelas armas
não vencerá.
Árvores que parecem possantes
sempre se aproximam do fim.
Pelo que vale isto:
O que parece grande e forte
já está a caminho da decadência.
Mas o que é pequeno e plasmável,
isto cresce."

Lao Tse, poema 76, Tao Te Ching