Saturday, December 17, 2011

Steve Vai - In My Dreams With You

The Story of Cosmetics

Insertion Sort

import org.junit.Test;
import org.slf4j.Logger;
import org.slf4j.LoggerFactory;

public class AlgorithmTestCase {

        protected Logger logger = LoggerFactory.getLogger(getClass());

        @Test
        public void insertionSortTest() {
                final int[] array = { -9, 9, 8, 7, 6, 5, 4, -8, 3, 2, 1, 0, 8945121 };

                int[] order = insertionAscSort(array);
                show(order);

                final int[] desc = insertionDescSort(array);
                show(desc);
        }

        private final int[] insertionAscSort(int[] array) {

                int i, j, elemento;

                for (i = 1; i < array.length; i++) {

                        elemento = array[i];

                        for (j = i - 1; j >= 0 && array[j] > elemento; j--) {
                                array[j + 1] = array[j];
                                array[j] = elemento;
                        }

                }

                return array;
        }

        private final int[] insertionDescSort(int[] array) {

                int i, j, elemento;

                for (i = 1; i < array.length; i++) {

                        elemento = array[i];

                        for (j = i - 1; j >= 0 && array[j] < elemento; j--) {
                                array[j + 1] = array[j];
                                array[j] = elemento;
                        }

                }

                return array;
        }

        private final void show(int[] array) {
                logger.info("Result");
                for (int i = 0; i < array.length; i++) {
                        logger.info("Array: " + array[i]);
                }
        }

}

Escassez de Comida


Venha Tesouro...


NĂŁo se misture com essa gentalha!

Sunday, December 11, 2011

The "Java Life" Rap Music Video - JavaOne 2011

The Ecstasy of Gold by Ennio Morricone

Computação Soberana

Neide tem 14 anos.

Depois da escola, antes de ir trabalhar com a irmĂŁ, ela passa no telecentro da Vila Tiradentes e vĂȘ que 11 pessoas jĂĄ acessaram os serviços soberanos que ela tinha colocado no ar, no dia anterior.

Ela nĂŁo tem micro em casa, muito menos internet rĂĄpida e nem dinheiro para alugar hospedagem de site. Por isso, ela antes usava um hospedeiro gratuito de sites estĂĄticos chamado GeoCities, que faturava colocando propaganda no site dela.

Ela tem um colega de classe, porém, o Pedro, cujo pai tem micro e internet råpida na lojinha da qual é dono. Juntando o Pedro e mais 4 amigos, que ela conheceu através da rede, ela conseguiu, ao todo, uns 7MHz de processamento e uns 20MB da espaço em HD.

Na verdade, ela conseguiu o dobro disso, mas cedeu a outra metade ao Gladson, ao Maicon e Ă  Carla, outros trĂȘs pequenos freqĂŒentadores do telecentro. SĂŁo mais novos que a Neide e ela estĂĄ ensinando a eles os primeiros passos na informĂĄtica.

A estória da Neide estå só começando.



Antes
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Antes de alcançarem Soberania de Computação, as pessoas chegavam a receber centenas de mensagens indesejadas por dia, contendo vírus, correntes, propaganda e outras tranqueiras. Era o famigerado "spam".

Havia, também, na maioria das påginas da Web, animaçÔes de propaganda perturbando os internautas, que, naquela época, tinham que se conformar com aquilo.

As pessoas eram obrigadas a fazer cĂłpias freqĂŒentes de todos seus arquivos em mĂ­dias removĂ­veis, como disquetes ou CDs. Isso era chamado de "backup". Por excesso de confiança em suas HDs, muitos perderam toda uma vida de fotos digitais, trabalhos, mensagens, contatos e mĂșsicas.

Para poder participar da internet, as pessoas tinham que pagar um "provedor" e obter um tal de "endereço IP", arbitrariamente distribuído por um órgão controlador.

Para manterem-se em contato, as pessoas viviam mandando e recebendo eMails pentelhos de "Anotem aí meu novo celular" ou "Anotem aí meu novo endereço de eMail".

EMails, por sinal, eram mensagens que as pessoas mandavam, sem estarem codificadas, por incrível que pareça, através de intermediårios chamados de "provedores", ou seja, sem a menor garantia de privacidade. E pagavam por isso.

Muitos ainda deixavam seus eMails particulares hospedados em servidores de "WebMail", correndo o risco de ter sua privacidade invadida pela patota de operadores do sistema ou de ter seus eMails perdidos por eles, de uma hora pra outra.

Quando faziam buscas na internet, em vez de receberem primeiro as pĂĄginas mais relevantes para elas, as pessoas recebiam primeiro as pĂĄginas que o site de buscas, por exemplo um tal de "Google", considerava ser as mais relevantes.

As pessoas que compartilhavam mĂșsicas, filmes e outros arquivos, atravĂ©s de sisteminhas "peer-to-peer", chegavam a esperar dias para baixar um filme e ainda tinham que ficar garimpando numa torrente de arquivos bichados, falsos e incompletos.

Com capacidade de expressĂŁo limitada a insĂ­pidos "blogs", a maioria das pessoas era mera consumidora de informação produzida por terceiros e enlatada pelos auto-denominados "provedores de conteĂșdo".

Aqueles que só usavam um determinado sistema de mensagens instantùneas eram incapazes de comunicar-se com aqueles que usavam qualquer outro sistema. "ICQ" e "MSN" eram alguns dos que existiam na época. Muitas pessoas trabalhavam com vårios desses sistemas, abertos ao mesmo tempo, para poder conversar com todos seus amigos.

Alguns participavam de redes de relacionamento rudimentares, como o "Orkut" e o "LinkedIn". Eram limitadas, não se comunicavam entre si e, por serem baseadas em sites centralizados, ofereciam os mesmos riscos de confiabilidade e violação de privacidade que os servidores de WebMail.

Se, em vez de usar servidores alheios, alguém quisesse colocar seu próprio servidor na internet, com um nome de "domínio" próprio, era obrigado a pagar, todo ano, mais uma taxa arbitråria. Caso seu nome de domínio jå tivesse sido escolhido, esse alguém tinha que se conformar e escolher outro.

Para colocar no ar um site seguro, as pessoas eram obrigadas a comprar "certificados digitais" de alguma dentre meia-dĂșzia de empresas, como a "Verisign" ou a "Certisign". Todo mundo, atravĂ©s dos cadeadinhos em seus browsers, confiava cegamente nessas empresas, as donas da verdade.

A maioria das pessoas se refugiava na ignorĂąncia. Algumas, inseridas naquele contexto deprimente, chegaram a criar para si uma ilusĂŁo de liberdade, uma liberdade paleativa chamada "Software Livre".

UsuĂĄrios de Software Livre ou nĂŁo, portanto, todos nĂŁo passavam de sĂșditos. Subjugados por um punhado de "autoridades" da internet, conformavam-se Ă s leis arbitrĂĄrias, ditadas por elas.



A Virada
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Aí, as pessoas cansaram dessa palhaçada.

Decidiram que seriam livres para compartilhar informação e recursos de hardware com seus amigos, da forma como bem entendessem.

Essa liberdade ficou conhecida como soberania de computação.



Depois
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Além de simplesmente eliminar todas as mazelas acima, a computação soberana abriu, ainda, uma série de possibilidades com as quais as pessoas sequer sonhavam.

OrganizaçÔes, famílias e grupos de afinidade em geral abandonaram as patéticas "listas de discussão" baseadas em eMail e passaram a compartilhar bases de informação extremamente ricas, intricadas e amigåveis.

NĂŁo era mais necessĂĄrio ficar manualmente atribuindo e revogando direitos de acesso para cada usuĂĄrio de sistemas restritos. Os administradores de sistemas foram liberados para fazer coisas mais Ășteis.

Tornou-se trivial trabalhar em conjunto com outras pessoas, compartilhando projetos on-line, sem ter que ficar mandando eMails pra lå e pra cå, duplicando versÔes e mais versÔes de "documentos" anexos.

As pessoas passaram a usar a internet, não apenas como ferramenta de comunicação com seus contatos, mas também como forma de expressão. Extrapolando os limites dos "blogs", todas as pessoas passaram a ter voz influente, ouvida por suas comunidades na internet, sem depender de provedores ou hospedeiros.


Quando alcançaram soberania de computação, portanto, as pessoas tomaram para si o direito de livre publicação. Completou-se, assim, o ciclo iniciado por Gutenberg, quinhentos anos antes, quando deu às pessoas o livre acesso à informação.

Depois dos devidos ajustes legislativos em seus países, as pessoas passaram a fazer compras e estabelecer crédito usando moedas eletrÎnicas que elas próprias emitiam. Cada pessoa passou a ser sua própria casa da moeda, recuperando a autonomia do escambo, perdida milhares de anos antes.

Qualquer pessoa passou a ser capaz de, com um Ășnico clique de mouse, hospedar qualquer serviço em sua mĂĄquina, para ser acessado por ela e por seus amigos; e esses serviços permaneciam no ar, mesmo quando essa pessoa desligava sua mĂĄquina.



Como?
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O acima Ă© a histĂłria que vamos contar para nossos filhos e netos. EntĂŁo, serĂŁo comuns estĂłrias como a da Neide que, por enquanto, Ă© somente um flash do futuro.

Vou mostrar que, retomando algumas liberdades simples, que temos no mundo real mas perdemos no mundo virtual, viver essa nova realidade Ă© apenas uma questĂŁo de tempo. Por ser uma experiĂȘncia extremamente gostosa, nĂŁo Ă© de muito tempo que estamos falando.

"Estamos falando de um novo software? Uma nova tecnologia?"

Sim, mas não só isso. É muito mais simples e muito mais abrangente que isso. É de uma nova atitude que estamos falando. É o querer "Ser livre para compartilhar informação e recursos de hardware com os amigos.".

Quando alcançarmos essa liberdade, teremos alcançado soberania de computação.


>>Liberdade para Compartilhar Informação e Recursos de Hardware com os Amigos<<


"Tå, e daí? Como vamos alcançar essa liberdade?"

Aos poucos.


Primeira Liberdade: Nome PrĂłprio
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VocĂȘ deve ser livre para escolher para si um nome, qualquer nome.

NĂŁo precisa ser um nome esquisito do tipo "jose sem acento underscore da underscore silva arroba iarrĂș ponto com ponto bĂȘ erre". Pode ser "JosĂ© da Silva", com direito a acento, espaços, letras maiĂșsculas e tudo.

E nĂŁo precisa ser um nome novo, exclusivo, inĂ©dito. Se vocĂȘ mudasse seu nome, sĂł porque algum imbecil dissesse que jĂĄ existe um JosĂ© da Silva cadastrado no sistema dele, vocĂȘ nĂŁo seria soberano. VocĂȘ seria um merda.

E tambĂ©m nĂŁo precisa ser um nome definitivo. Sendo soberano, vocĂȘ pode mudar quantas vezes quiser, claro.

Eu, por exemplo, atualmente me chamo "Klaus Wuestefeld".


Segunda Liberdade: Apelidos
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VocĂȘ deve ser livre para chamar seus amigos do que bem entender.

Se vocĂȘ tiver um dentista chamado "Fernando dos Santos" e um primo tambĂ©m com o mesmo nome, vocĂȘ pode dar a um o apelido de "Dentista", por exemplo, e ao outro o apelido de "Nando".

Perceba que, para vocĂȘ, o Nando agora se chama "Nando" e nĂŁo "fernando dos santos tudo junto arroba rĂłtimeiou ponto com".

A secretĂĄria do seu dentista, para vocĂȘ, passa a ser simplesmente "Dentista -> SecretĂĄria", e nĂŁo mais "ana ponto claudia 2004 arroba terra ponto com ponto bĂȘ erre".

Dessa forma, conseguimos libertar-nos da ilusĂŁo de que precisa haver um Ășnico esquema absoluto de endereçamento.

Quando caímos nessa falåcia, estamos, na verdade, adotando e nos subordinando a um esquema que alguém inventou e, com isso, abdicando de nossa soberania. Os endereços IP como "200.181.15.26" e nomes de domínio como "prevayler.org" são exemplos disso.

VocĂȘ sabe quem manda na distribuição desses endereços? Se nĂŁo sabe, talvez de forma sutil, mas estĂĄ deixando alguĂ©m que nem conhece ter domĂ­nio sobre vocĂȘ.

O mesmo se aplica a um paĂ­s inteiro que, vergonhosamente, se subordina a um esquema gringo desses.

"É proibido, então, usar endereços IP ou nomes de domínio?"

Claro que nĂŁo. Sendo soberanos, podemos usar o que quisermos.

Se, alĂ©m de "MĂŁe -> Site", vocĂȘ quiser continuar chamando o site da sua mĂŁe tambĂ©m de "agĂĄ tĂȘ tĂȘ pĂȘ dois pontos barra barra dĂĄblio dĂĄblio dĂĄblio ponto provedor ponto com ponto bĂȘ erre barra til fulanadetal", tudo bem.

VocĂȘ sĂł deixarĂĄ de ser soberano, se for incapaz de usar o seu prĂłprio esquema de endereçamento, quando bem entender.

Para ser soberano, portanto, vocĂȘ vai usar um esquema RELATIVO de endereçamento, tendo a si prĂłprio como ponto de origem. "VocĂȘ -> Dentista -> SecretĂĄria", Ă© um exemplo de caminho RELATIVO, partindo de vocĂȘ. "A cunhada do meu tio" Ă© outro exemplo.

[Eu usei setinhas (->) para indicar o caminho, mas vocĂȘ pode usar o que quiser, claro. Se nĂŁo pudesse, nĂŁo seria soberano.]

Einstein mostrou que, até no mundo físico, absolutismo e objetividade são meras ilusÔes. Estamos simplesmente nos dando conta de que o mesmo se aplica ao mundo virtual.


Terceira Liberdade: Confiança
---------------------------------

Voce deve ser livre para confiar em quem vocĂȘ quiser.

Qualquer um consegue ser soberano sozinho, isolado numa ilha, mas isso nĂŁo tem a menor graça. A coisa começa a pegar e, ao mesmo tempo, começa a ficar interessante, quando vocĂȘ interage com outras pessoas.

O que determina a intensidade de suas interaçÔes com outras pessoas Ă© o grau da confiança que vocĂȘ tem em cada uma delas.

Qual é o endereço do site do seu banco?

Esse endereço vai apontar para o que seu provedor de internet quiser. Seu provedor de internet pode te enganar, fazendo-se passar por qualquer site não seguro da internet.

Em conchavo com alguma da empresas "donas da verdade" como a Verisign ou a Certisign, qualquer provedor de internet do mundo poderia fazer-se passar por qualquer site, de qualquer organização, incluindo sites seguros (com cadeadinho), como o site do seu banco.

TĂĄ, mas por que os provedores de internet nĂŁo fazem isso? Por que a Verisign nĂŁo faz isso? Por que devo confiar neles?

"Ora, porque a maioria das pessoas confia."

A maioria do povo alemão confiou em Hitler e o resto da história jå conhecemos. E o povo alemão ainda conhecia o sujeito. Dos internautas que sabem o que significa o tal "cadeadinho", apenas uma fração sequer ouviu falar em Verisign, Certisign e curriola.

Para ser soberano, portanto, vocĂȘ pode simplesmente parar de confiar em quem nĂŁo conhece. VocĂȘ pode simplesmente mandar seu provedor de internet e as "donas da verdade" catar coquinho.

Agora, se vocĂȘ confia no seu irmĂŁo e ele disser que confia no cunhado dele, sua tendĂȘncia, por causa da indicação, Ă© passar a confiar um pouco no tal cunhado, nĂŁo Ă©?

Podemos representar confiabilidade como uma porcentagem, onde 0% seria confiabilidade nenhuma e 100% seria confiabilidade total.

Se vocĂȘ disser que confia 70% em seu irmĂŁo e ele disser que confia 50% no cunhado dele, por exemplo, vocĂȘ pode considerar uma confiabilidade de 35% (70% x 50%) para o cunhado do seu irmĂŁo.

Perceba que, dessa forma, a confiança que vocĂȘ tem em alguĂ©m vai sempre diminuindo Ă  medida que as relaçÔes vĂŁo se distanciando, exatamente como na vida real.

E, tambĂ©m como na vida real, vocĂȘ pode confiar mais ou menos em determinada pessoa, dependendo do assunto. VocĂȘ pode confiar 70% no seu irmĂŁo, quando o assunto Ă© futebol. No quesito "MĂșsica", por outro lado, a confiabilidade do seu irmĂŁo, para vocĂȘ, pode ser sĂł de 1%, devido ao deplorĂĄvel gosto musical dele.

"Quais sĂŁo os quesitos que posso usar?"

VocĂȘ nĂŁo estĂĄ entendendo. Sendo soberano, vocĂȘ Ă© livre para usar os quesitos que quiser e, se nĂŁo quiser quesito nenhum, tudo bem tambĂ©m.

"Para que serve saber que o cunhado do meu irmĂŁo tem uma confiabilidade de 35% e que o tio da namorada do vizinho do papagaio do dentista do meu avĂŽ tem, para mim, confiabilidade de 0,06%?"

Vamos usar isso para assegurar nossa quarta liberdade.


Quarta Liberdade: Privacidade
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A privacidade tem dois aspectos:

VocĂȘ deve ser livre para ver somente aquilo que quer ver e;
VocĂȘ deve ser livre para manter informaçÔes ocultadas de pessoas em quem vocĂȘ nĂŁo confia.

Esse segundo aspecto do sigilo Ă© Ăłbvio. Seguem, entĂŁo, alguns exemplos do primeiro aspecto.

Sempre que fizer uma busca por uma pĂĄgina, mĂșsica, filme ou qualquer recurso que seja, vocĂȘ pode ordenar os resultados por ordem de confiabilidade, deixando as tranqueiras lĂĄ pro final.

Sendo soberano, vocĂȘ pode decidir que quer ser interrompido por mensagens urgentes de quem tiver mais de 60% de confiabilidade, mas que todas as mensagens de remetentes com menos de 1% de confiabilidade vĂŁo direto pro lixo.

Sendo soberano, vocĂȘ pode dizer adeus aos spammers.


Quinta Liberdade - ExpressĂŁo
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VocĂȘ deve ser livre para se expressar.

Depender de um hospedeiro de sites ou de blogs não é ser livre. Estar limitado a esse tipo ridículo de veículo também estå longe de ser livre.

AlĂ©m disso, deve ser extremamente fĂĄcil para seus amigos, para as pessoas que confiam em vocĂȘ, ouvir sua voz, saber da sua opiniĂŁo a respeito dos assuntos que lhes interessam.

Gosto musical Ă© um exemplo bem prosaico disso.

Quais sĂŁo as dez melhores mĂșsicas de todos os tempos?
Quais sĂŁo as dez piores mĂșsicas?
Quais sĂŁo as dez melhores mĂșsicas de fossa?
Quais sĂŁo as dez mĂșsicas que mais teimam em sair da cabeça?
Quais sĂŁo as dez melhores mĂșsicas para se cantar no chuveiro?

Tenho certeza que vocĂȘ estaria interessado na opiniĂŁo de seus amigos, assim como muitos estariam interessados na sua opiniĂŁo, neste tipo de assunto.

Imagine que vocĂȘ dĂȘ notas para aquelas que sĂŁo, na sua opiniĂŁo, as dez melhores mĂșsicas para se ouvir transando.

Enquanto a mĂ©dia das suas notas Ă© oito, vocĂȘ percebe que as notas de uma amiga sua, muito mais exigente que vocĂȘ, Ă© quatro. Para efeito de comparação, vocĂȘ resolve multiplicar por dois as notas dela, para que fiquem na mesma escala que as suas.

VocĂȘ percebe, ainda, que outro amigo seu mantĂ©m duas listas: as dez melhores para se ouvir transando em casa e as dez melhores para se ouvir transando no carro. Isso Ă© frescura demais pra vocĂȘ, entĂŁo vocĂȘ simplesmente junta as duas listas numa sĂł e pega as dez primeiras mĂșsicas.

VocĂȘ, agora, pode publicar uma sĂ­ntese das suas melhores mĂșsicas junto com as de seus amigos, na mesma classificação e na mesma escala.

Perceba que SÍNTESE, portanto, tambĂ©m Ă© uma forma de expressĂŁo.

Ela Ă© justamente a força que equilibra o caos criado por milhĂ”es de partes soberanas, publicando uma infinidade de informaçÔes da forma como bem entendem. VocĂȘ tem acesso a essas informaçÔes nĂŁo diretamente, se nĂŁo quiser, mas atravĂ©s de sĂ­nteses; e sĂ­nteses feitas pelas pessoas nas quais vocĂȘ mais confia para cada assunto.


Sexta Liberdade - Hardware
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VocĂȘ deve ser livre para compartilhar seus recursos de hardware como bem entender.

Pela primeira vez na vida, a capacidade da minha HD superou minha capacidade de instalar programas e armazenar arquivos lå dentro. Pela primeira vez, tenho espaço sobrando, e são algumas dezenas de Gigas.

Mesmo assim, sou obrigado a ficar fazendo backup de meus arquivos, incluindo minhas fotos digitais, para nĂŁo correr o risco de perdĂȘ-los. A minha mĂŁe se encontra exatamente na mesma situação.

Depois de procurar por horas, não encontrei solução alguma que me permitisse criar, através da internet, de forma completamente transparente, no espaço vago da minha HD, uma réplica dos arquivos da minha mãe e vice-versa.

Talvez até exista tal solução, mas certamente não é de uso comum.

Para sermos verdadeiramente soberanos, devemos ser capazes de nos associar livremente e compartilhar o espaço de nossas HDs. O mesmo se aplica à nossa memória RAM, nossos processadores e nossos links de internet.

Com isso, podemos dizer adeus aos hospedeiros de internet, tais quais os conhecemos hoje.

Se vocĂȘ, minha mĂŁe e eu formarmos um cluster de 3 mĂĄquinas, teremos presenças na internet mais robustas e com maior disponibilidade que 99% dos sites comerciais de hoje, mesmo sem fazer backup.

E nĂŁo precisa parar por aĂ­. Quantos amigos vocĂȘ tem que possuem mĂĄquinas em casa com internet rĂĄpida? Federando-se a seus amigos soberanos, vocĂȘ pode estabelecer uma presença praticamente invulnerĂĄvel na internet.

Mesmo que sua mĂĄquina seja desligada, sua presença virtual continuarĂĄ viva e perfeitamente bem, hospedada nas mĂĄquinas das pessoas em quem vocĂȘ confia.


Sétima Liberdade - Software
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VocĂȘ deve ser livre para compartilhar todo software que usa com quem vocĂȘ bem entender.

Para isso, usar Software Livre é indispensåvel, claro. As quatro liberdades definidas pela Free Software Foundation são, portanto, consideradas as liberdades 7.0, 7.1, 7.2 e 7.3 da computação soberana.

Mas usar software livre nĂŁo Ă© o suficiente. O software tem que ser extremamente fĂĄcil, trivial de instalar e de usar.

Recentemente, os produtos de Software Livre tĂȘm melhorado nisso, mas Ă© um ponto que as principais definiçÔes de "Software Livre" ainda deixam de fora.

Quanto mais amigĂĄvel de instalar e de usar for determinado software, maior o nĂșmero de pessoas com as quais vocĂȘ serĂĄ livre para compartilhĂĄ-lo.



ConclusĂŁo
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Mesmo recorrendo a todo o arsenal de Software Livre à minha disposição, sem antes passar meses programando, nem eu, que cresci em meio a computadores, sou capaz de compartilhar informação e recursos de hardware com meus amigos de forma completamente livre.

Isso Ă© ridĂ­culo.

Alguns amigos e eu estamos desenvolvendo aplicativos que, além de serem livres, tornam trivial a qualquer pessoa alcançar soberania de computação.

"Por que vocĂȘs estĂŁo fazendo isso?"

Porque podemos. Somos programadores. É praticamente nosso dever terminar de vez com a palhaçada que Ă©, hoje, usar a internet.

Além disso, um mundo de pessoas independentes e soberanas vai ser muito mais interessante que hordas e hordas de internautas passivos e embotados.

"Mas Ă© necessĂĄrio ser programador para ajudar?"

Não. De nada adianta um software se ninguém souber dele e se ninguém uså-lo. Para usar o que estamos desenvolvendo, basta querer ser livre, verdadeiramente livre.



Final da EstĂłria
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Neide estĂĄ feliz porque, tirando o site dela do GeoCities, alĂ©m de poder usar conteĂșdo dinĂąmico, ela vai finalmente conseguir sumir com aquela maldita propaganda que aparecia em seu site.

Ela vai poder usar programação de verdade, que começou a aprender no ano passado, e criar seu próprio serviço soberano. Outras pessoas, quem sabe, podem até vir a copiå-lo e instalå-lo em suas próprias måquinas.

Ela sai do telecentro, rumo ao trabalho da irmã, de cabeça erguida, sorrindo. Ela saltita.

Pode ser que ela não seja ninguém no mundo real, mas ela sabe que, pelo menos no mundo virtual, ela tem futuro.

Ela é alguém.

Klaus Wuestefeld
(Publicado originalmente no MundoOO em 26/08/2004)

Uso de Termos e AbreviaçÔes do Latim

Alguns termos e abreviaçÔes do Latim sĂŁo usados com frequĂȘncia ao se escrever um texto cientĂ­fico
ou técnico. Os mais comuns estão relacionados em seguida.

• ca. – circa (em torno, aproximadamente)
• cf. – confer (compare)
• e.g. – exempli gratia (por examplo)
• et al. – et alii, et aliae, et alia (e outros)
• etc. – et cetera (e outras coisas, assim por diante)
• et seq. – et sequientes (e o que segue)
• f.v. – folio verso (no verso da pĂĄgina)
• ibid. – ibidem (no mesmo lugar)
• id. – idem (o mesmo)
• i.e. – id est (isto Ă©)
• inf. – infra (abaixo)
• loc. cit. – loco citato (no lugar citado)
• n.b. – nota bene (note bem)
• op. cit. – opere citato (no trabalho citado)
• Q.E.D. – quod erat demonstrandum (o qual era para ser provado)
• q.v. – quod vide (o qual ver, uma referĂȘncia a outra parte de um trabalho publicado)
• [sic] – sic (assim, da forma como estĂĄ escrito)
• sup. – supra (acima)
• s.v. – sub verbo, sub voce (sob a palavra)
• ut sup. – ut supra (como acima)
• v. ou vs. – versus (invertido, contra)
• viz. – videlicet (como chamado)

Monday, December 05, 2011

Service Desk


Objetivo
Oferecer um ponto Ășnico de contato para os Clientes quando necessitam de apoio tĂ©cnico, ajuda ou fazer consultas relacionadas com a Infra-estrutura de TI.
Tomar as açÔes necessårias para manter a Infra-estrutura de TI em produção dentro da normalidade reduzindo ao mínimo qualquer impacto sobre o negócio do Cliente.
Monitorar o cumprimento dos acordos de nível de serviços firmados entre os fornecedores de serviços de TI e o Cliente garantindo o processo de escalação.
Tipos de Service Desk
Existem diferentes tipos de Service Desk os mais comuns sĂŁo:
Call Center: Um centro para receber e encaminhar incidentes para outras ĂĄreas, nĂŁo executam outras atividades.
Service Desk Båsico: Recebe e encaminha os incidentes para outras åreas, acompanha passo a passo as açÔes tomadas, informa o cliente sobre a situação do incidente
Service Desk Intermediårio: Recebe e resolve parte dos incidentes, encaminha os incidentes não resolvidas para outras åreas, acompanha passo a passo as açÔes tomadas, informa o cliente sobre a situação do incidente.
Service Desk Avançado ou Especializado: incorpora partes do Gerenciamento de Incidentes e Problemas, resolve a maior parte dos incidentes.
Atividades
O Service Desk executa a primeiro nível de apoio para os Serviços de TI
Exceto o Call Center, todos os tipos de Service Desk executam as seguintes atividades:
  • Recebe Telefonemas, faxes, e-mails, etc., sobre incidentes;
  • Registra todos os incidentes (incluindo RequisiçÔes para Mudança);
  • Classifica os Incidentes;
  • Prioriza os incidentes;
  • Escala os Incidentes;
  • Procura por uma Solução de Contorno;
  • Acompanha o Incidente;
  • Atualiza o Cliente e o Grupo de TI sobre o progresso do Incidente;
  • Realiza atividades de comunicação para outros processos;
  • Verifica o Banco de dados da Configuração diariamente;
  • Envia relatĂłrios gerenciais sobre a desempenho do Service Desk para os Gerentes e Clientes.
Exemplo de como o Service Desk manuseia um incidente:
BenefĂ­cios
Os benefícios colhidos com a implementação de um SD podem ser a Melhoria:
  • da Satisfação e da percepção do Cliente;
  • da comunicação e informação atravĂ©s de um Ășnico ponto de contato;
  • da qualidade e rapidez do atendimento das requisiçÔes do Cliente;
  • do trabalho em equipe e a comunicação;
  • do uso dos recursos da TI;
  • do aumento da produtividade do pessoal de negĂłcio;
  • do controle e gerenciamento da infra-estrutura;
  • da informação de apoio Ă s decisĂ”es;
  • e a redução de impactos negativos sobre o negĂłcio.
Um benefício chave de um SD é o fornecimento de informação gerencial como:
  • O uso de recursos pela equipe;
  • As deficiĂȘncias do serviço;
  • As metas alcançadas;
  • O desempenho do serviço;
  • As necessidades de treinamento do Cliente.
E para terminar
Segue abaixo os tĂłpicos essenciais para implementar e manter um Service desk:
  • Entender as necessidades do NegĂłcio;
  • Entender os requisitos do Cliente;
  • Fornecer os recursos para treinar os Clientes, equipes de apoio e a equipe do SD;
  • Definir de forma clara os objetivos e os serviços que devem ser entregues;
  • Rever os Acordos de NĂ­vel de Serviço.
Os custos com a implantação do SD estão associados com:
  • Pessoal: SalĂĄrios, treinamento, encargos, benefĂ­cios, etc.;
  • Infra-estrutura: Salas, mobiliĂĄrio, hardware, software, meios de comunicação, ferramentas, manutenção, etc;
  • Procedimentos: Consultoria externa, et;
  • O Cliente: Treinamento.